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12 de outubro de 2022

[#12livrospara2022] Uma mulher na escuridão

   

#pracegover Fundo de estante de livros, livro em destaque. A capa é escura, traz a foto de uma mulher à direita, título centralizado, nome do autor abaixo.



Sinopse: Ao limpar o escritório de seu pai, falecido há uma semana, a investigadora forense Rory encontra pistas e documentos ocultados da justiça que a fazem mergulhar num caso sem solução ocorrido 40 anos atrás. No verão de 1979, cinco mulheres de Chicago desapareceram. O predador, apelidado de Ladrão, não deixou nenhum corpo ou pista — até que a polícia recebeu um pacote enviado por uma mulher misteriosa chamada Angela Mitchell, cujas habilidades não-ortodoxas de investigação levaram à sua identidade. Mas antes que a polícia pudesse interrogá-la, Angela desapareceu. Agora, Rory descobre que o Ladrão está prestes ser posto em liberdade condicional pelo assassinato de Angela: o único crime pelo qual foi possível prendê-lo. Sendo um ex-cliente de seu pai, Rory reluta em representar o assassino, que continua afirmando não ser o assassino de Angela. Agora o acusado deseja que Rory faça o que seu pai prometeu: provar que Angela ainda está viva. Enquanto Rory começa a reconstruir os últimos dias de Angela, outro assassino emerge das sombras, replicando o mesmo modus operandi daqueles assassinatos. A cada descoberta, Rory se enreda mais no enigma de Angela Mitchell, e na mente atormentada do Ladrão.Traçar conexões entre passado e presente é a única maneira de colocar um ponto final naquele pesadelo, mas até Rory pode não estar preparada para a verdade...





Oi, oi gente!

Dia 12 é dia do post do desafio dos #12livrospara2022 que a gente tanto ama produzir e é realizado em parceria com as queridas Hanna, do Mundinho da Hanna e Clauo, do Mãeliteratura.

Para OUTUBRO, o tema do nosso desafio foi "livro sombrio" e, por aqui, não havia nada mais assustador que "Uma mulher na escuridão", de @charliedonlea e publicado pela @editorafarooficial

Aqui conhecemos Rory, perita criminal convocada para o esclarecimento de crimes ocorridos anos antes: morte de mulheres, por um assassino que tem o mesmo modus operandi e se encontra preso.

O suspeito atende pelo codinome "Ladrão" e os crimes jamais foram completamente desvendados.

Ainda de luto pela morte de seu pai, Rory assume, como advogada, alguns casos de seu escritório. Um deles é, justamente, o caso de "Ladrão", prestes a sair em liberdade condicional.

Será que Rory defenderá aquele criminoso, cliente de seu pai, suspeito dos crimes que estava justamente tentando desvendar?

A escrita do autor, como sempre, me prendeu desde o início da leitura. Envolvente e muito ágil, Donlea nos leva a compreender a personalidade dos criminosos e da vítima, bem como a entender, passo a passo, como os crimes se deram.

Eu gostei bastante da forma como o autor contou a história e, advogada que sou, fiquei extremamente alerta a qualquer detalhe que levasse ao deslinde do caso.

Os personagens foram muito bem construídos, detalhe esse admirável em todos os livros do autor que já tive a oportunidade de ler. Por um momento, eu quis me envolver, ajudar a desvendar os mistérios, acompanhar as investigações, em fim, conhecer pessoalmente os personagens!

Como sabem, eu amo quando o livro mexe comigo a esse ponto e, assim, super recomendo para todos os amantes de um bom mistério!

E você, já leu ou tem vontade de ler algum livro do autor? Comente aqui embaixo.

Ah, e não deixe de passar nos blogs da Hanna e da Clauo para ver os livros vencedores e ler as resenhas que elas fizeram.



#PRACEGOVER: Caricatura da Karla com
escrito "Matéria de Karla Samira"


12 de abril de 2022

[Resenha] Ciça e Luna

   



#pracegover Foto do livro com a Blanka, a capa traz título e nome da autora acima.
Abaixo, o desenho de um caminho, uma moça e uma cachorrinha de costas.



Sinopse: Ciça e Luna eram grandes amigas. Juntas desde pequenas, as duas viveram anos de uma intensa e bonita amizade.  
Mas chega a hora de dizer adeus. 
Com cuidado e sensibilidade, Ciça e Luna é uma história sobre perda e luto, mas, acima de tudo, sobre os laços de amizade e companheirismo que desenvolvemos com nossos animais de estimação. 
Um livro sobre as doces lembranças que levamos conosco para todo o sempre. 




Oi pessoal!


Hoje quero lhes falar sobre Ciça e Luna, essa lindeza recebida em parceria com a Editora InVerso, que amei ter lido!

Ciça adotou Luna, uma cadelinha ainda pequena, que parecia estar abandonada.

O amor as arrebatou de vez e se tornaram melhores amigas. Ambas crescem e se desenvolvem. Sempre juntas na rotina, brincam e cuidam uma da outra.

Então, Ciça percebe que Luna não está bem, sua grande amiga está mais fraquinha, pois chegou a uma idade bem avançada.

Luna, sua cachorrinha amada, não resistiu e, então, Ciça chora, se entristece e busca retomar a vida após um golpe tão duro da vida.

Quem nunca passou pela morte de um animalzinho de estimação, não é mesmo? É uma dor tremenda, parece que nos tiram um pedacinho de nós.

Quando nossos amiguinhos partem, sentimos falta do amor incondicional que só eles podem nos oferecer. E através de Ciça, a autora demonstra bem todo o ciclo a ser percorrido para vivência do luto.

Considero esse livro de extrema importância, por diversos motivos. O principal deles é a dificuldade que temos em lidar com a morte, com o luto e, assim, necessariamente, ensinamos às crianças a reagirem dessa forma também.

Esse tipo de leitura, ao ser trabalhada com a criança, de alguma maneira se torna o primeiro contato dela com a possibilidade da perda, o que é extremamente válido pois, por mais que entendamos que é inevitável, ainda não percebemos a morte como algo tão natural, não é mesmo?

A edição é bilíngue (português e inglês) e está linda, os desenhos me lembraram a minha cachorra (e, por isso, a fiz de modelo nesse post). 

Amei a leitura e super recomendo!

E você, já leu algum livro que ajuda a trabalhar o luto? Me conta aqui embaixo.


#PRACEGOVER: Caricatura da Karla com
escrito "Matéria de Karla Samira"

26 de março de 2021

[Resenha da Helô] Corrupção Mortal

#PRACEGOVER: Capa do livro

Autora: Nora Roberts
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2020
Páginas: 434

Sinopse: Em Corrupção Mortal, o 32º volume da série policial mais bem-sucedida do mundo, a tenente Eve Dallas persegue de forma incansável todos os que violam a lei - em especial os que juraram defendê-la.
Eve Dallas e sua parceira, a detetive Peabody, desvendam um crime brutal e sem sentido. Um idoso dono de uma loja de conveniência é morto por três clientes drogados. Pela primeira vez em sua carreira, Peabody se torna a investigadora principal de um caso e precisa se habituar ao novo grau de autoridade e responsabilidade. Para sua sorte, aprendeu os truques do ofício com Eve Dallas, a melhor instrutora que uma policial poderia ter.
Após a conclusão de seu primeiro caso como investigadora principal, Peabody se depara com uma situação muito mais perigosa. Ao terminar uma sessão de treinos na antiga academia da Central de Polícia, que raramente é usada, ela está debaixo do chuveiro tomando uma merecida ducha quando, ao desligar a água, ouve a porta da academia se abrir; duas pessoas entram e trocam palavras suspeitas. Encolhida na cabine e tentando não denunciar sua presença, Peabody ouve dois colegas, Garnet e Oberman, discutindo. São feitas referências à entrega de um certo “produto”, uma casa de praia e alguém chamado Keener, cuja morte deve parecer uma overdose. Peabody descobre, nesse momento, que os dois colegas são policiais corruptos envolvidos em um caso de assassinato.
Embora Peabody tenha recebido um bom treinamento de Eve, uma situação como essa é perigosa demais para desvendar sozinha. Agora Peabody, Eve e seu marido, Roarke, precisam conseguir evidências concretas para condenar os policiais corruptos. O perigo é que seus novos inimigos já mataram e continuam dispostos a tudo para manter a operação em segredo.


Olá leitores!!!!

No início dos anos 2000, eu mergulhei a cabeça nos livros e nas histórias de ficção e principalmente romances, talvez para me desligar um pouco do turbilhão de emoções que eu vivi na primeira década do século 21. Dentre os muitos romances, descobri e me apaixonei pelos livros da Nora Robberts. 

Na época, depois de ter lido tudo o que até então ela tinha publicado no Brasil, eu queria mais e mais e foi lançado Nudez Mortal, o primeiro livro da série Mortal, escrito sob o pseudônimo de J.D Robb. Comprei e não consegui ler até o final.

Fiquei decepcionada, porque eu queria os romances que eu estava acostumada e não um livro que era policial e, principalmente, que se passava no futuro. O fato de se passar no futuro, me remeteu pro desenho dos Jetsons e me incomodou demais.

O tempo passou, e um dia eu estava no salão e minha cabeleireira estava lendo um livro da série e dizendo que era ótimo, eu comentei que não tinha gostado e ela falou pra eu dar mais uma chance e me emprestou os 5 primeiros, e aí foi um caminho sem volta. Eu li os 5, ela emprestou mais 5, e em menos de dez dias, eu tinha lido os 16 livros publicados até então.

#pracegover Fundo de folhas de jornal, livros da série mortal com destaque para o Corrupção mortal e óculos de grau ao lado.



E me apaixonei! Eve e Roake são meu casal preferido da ficção, principalmente por não serem perfeitos, por não serem de conto de fadas.

Hoje estou aqui para falar de Corrupção Mortal, o mais novo livro da série lançado aqui no Brasil. Uma coisa que me incomoda demais, é o tamanho da série e o atraso em relação aos lançamentos nos Estados Unidos.

Corrupção mortal é o 32° livro da série lançado no Brasil, porém é de 2011!!! Nos EUA tem pelo menos um lançamento por ano, e isso me deixa curiosa demais com o andamento da série.

Por outro lado, e isso eu acho um ponto bem positivo, qualquer um pode ler qualquer livro da série, em qualquer ordem! Mesmo o andamento paralelo da história dos personagens é explicado sucintamente em todos os livros e não interfere no andamento da história principal. Seria mais ou menos como assistir a um episódio aleatório da série Lei e Ordem, por exemplo. 

Corrupção Mortal expõe a ganância e a prepotência de policiais corruptos, que alteram dados e provas para conseguirem lucrar com isso, e junto com os policiais, uma rede de juízes, promotores e até psiquiatras que também estão no esquema. 

Eu achei o livro muito bom, um pouco mais “pé no chão“ que o anterior, só que sempre me dá vontade de ler o próximo. O fato de se passar no futuro hoje em dia não me incomoda mais e eu sou louca para ter um autochef.

E você, já leu algum livro da série ou outro da Nora Roberts? Me conte nos comentários!

#pracegover A capa do livro é preta, com nome da autora, um sapato vermelho de salto e o título abaixo.


#PRACEGOVER: Logo do Pacote Literário
Inscrição: "Matéria de Helô - Postado por Karla Samira"




4 de março de 2021

[Resenha da Helô] O rouxinol

#PRACEGOVER: Capa do livro

Autora: Kristin Hannah
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Páginas: 432

Sinopse: França, 1939: No pequeno vilarejo de Carriveau, Vianne Mauriac se despede do marido, que ruma para o fronte. Ela não acredita que os nazistas invadirão o país, mas logo chegam hordas de soldados em marcha, caravanas de caminhões e tanques, aviões que escurecem os céus e despejam bombas sobre inocentes.
Quando o país é tomado, um oficial das tropas de Hitler requisita a casa de Vianne, e ela e a filha são forçadas a conviver com o inimigo ou perder tudo. De repente, todos os seus movimentos passam a ser vigiados e Vianne é obrigada a fazer escolhas impossíveis, uma após a outra, e colaborar com os invasores para manter sua família viva.
Isabelle, irmã de Vianne, é uma garota contestadora que leva a vida com o furor e a paixão típicos da juventude. Enquanto milhares de parisienses fogem dos terrores da guerra, ela se apaixona por um guerrilheiro e decide se juntar à Resistência, arriscando a vida para salvar os outros e libertar seu país.
Seguindo a trajetória dessas duas grandes mulheres e revelando um lado esquecido da História, O rouxinol é uma narrativa sensível que celebra o espírito humano e a força das mulheres que travaram batalhas diárias longe do fronte.
Separadas pelas circunstâncias, divergentes em seus ideais e distanciadas por suas experiências, as duas irmãs têm um tortuoso destino em comum: proteger aqueles que amam em meio à devastação da guerra – e talvez pagar um preço inimaginável por seus atos de heroísmo.



Oi gente, tudo bem com vocês?

O primeiro livro sobre a Segunda Guerra Mundial que eu me lembro de ter lido, foi O Diário de Anne Frank, depois A Lista de Schindler. Sempre foi um tema que me despertou interesse, então eu já li muitos livros biográficos ou não, sobre a Segunda Guerra. Muitas histórias me marcaram, mas é difícil de imaginar tudo o que aconteceu.

Já visitei campos de concentração, já estive em cidades que foram destruídas pelos bombardeios. Varsóvia, por exemplo, tem muitas cicatrizes expostas do que foi o horror da Segunda Guerra. 

Porém, todos os livros que me marcaram até aqui eram histórias ou de judeus ou de alemães. Eu ganhei O Rouxinol de presente de uma amiga no meu aniversário do ano passado, e só agora tive a chance de ler.

Eu AMEI o livro, que conta a história de duas irmãs separadas e unidas pela guerra, são francesas, que tiveram a vida modificada pela invasão alemã. A princípio, o governo francês se rendeu à Alemanha, achando que assim ficaria tudo bem. Pois é, não ficou, os nazistas invadiram a França e colocaram os franceses como cidadãos de segunda classe no próprio território.

#PRACEGOVER fundo neutro, enfeites de passarinho e casa, destaque para o livro


Mais uma vez, não dá para imaginar o que é viver em uma situação de guerra, sem saber sequer se e como iremos acordar no dia seguinte. Ainda mais quando. a princípio. não se tem nada com isso.

A destemida Isabelle desde o princípio demonstra coragem e vontade de fazer a diferença, ajudando a quem pode, sem medir as consequências. Já a irmã mais velha Vianne, uma dona de casa comum, demora a entender o que está acontecendo debaixo do próprio nariz, mas consegue do jeito dela, salvar crianças judias dos campos de extermínio.

É uma história densa, emocionante, de reencontros, de recomeços e principalmente de entendimento. Nem tudo é aquilo que deveria saber, basta entendermos como queremos passar por tudo o que nos acontece.

Recomendo a quem curte histórias com esse tema.

E você, tem algum livro sobre a Segunda Guerra para me indicar?

#PRACEGOVER: Capa azulada, nome da autora e título, desenhos de flor e passarinho dourados.


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24 de setembro de 2020

[Resenha da Karla] O punho do destino e badulaques

  

#PRACEGOVER: Capa do livro

Autor: Nilo Barroso
Editora: Chiado
Ano: 2018
Páginas: 200
Minha classificação: 4/5

Sinopse: O punho do Destino é uma novela nervosa e movimentada, de leitura empolgante, com lances imprevistos e emocionantes. O conflito entre os personagens principais, que aparentem uma serenidade e equilíbrio que não possuem, poderá resultar, a qualquer momento, numa tragédia. Esses momentos nervosos e cruciais constroem um suspense que atinge fortemente o leitor.





Olá leitores do Pacote Literário!

Recebi esse livro em parceria com a Oasys Cultural.

De autoria de Nilo Barroso, publicado pela Editora Chiado, trata-se de um drama ao qual o autor soube atribuir muitas doses de suspense.

O livro é dividido em 6 histórias, sendo a primeira e mais longa delas, O punho do destino, que traz a história de um narrador em primeira pessoa que se encanta pela esposa de um amigo.

O amigo em questão é Sileno, com quem nem tinha tanta intimidade. Sileno lhe convida para uma viagem ao que para ele seria "um fim de mundo qualquer" e ele, sem reação, aceita aquela proposta repentina.

Anselmo, seu amigo e confidente, embarca junto deles e aí está pronta a receita de um livro que envolve amizade, amor e muitos riscos!

"Mas a mente é um mecanismo complicado, parece existir ali uma esfera de atividade autônoma que teima em possuir suas próprias motivações independentes."

Achei muito interessante a forma como o autor construiu, no livro, a história da amizade entre o narrador a Anselmo, este sempre calmo e sensato, a aconselhar o amigo em suas dores de amor.

Com uma escrita extremamente fluida, o autor nos leva junto dos personagens a essa viagem que tem muita aventura, onde o narrador personagem principal se envolve em vários riscos e o leitor fica com o coração na mão a cada 3 páginas lidas! 

Os capítulos são curtos, o que me agradou bastante. Pois assim, eu tinha um tempinho para procurar no dicionário algumas palavras novas que encontrei em quantidade razoável e gostei bastante de conhecer. Em geral, o vocabulário do livro é bem acessível, mas achei muito curioso o uso de palavras como "tartamudez" e "magarefe".

#PRACEGOVER: Fundo com pilha de livros na vertical, um leque e um pequeno guarda-chuva verdes, um marcador em formato de pena e o livro.



O autor cita com profundidade muitos grandes autores, demonstrando uma intimidade invejável com suas obras, o que achei bem interessante.

A narrativa em primeira pessoa me aproximou muito do personagem, por quem torci durante toda a história.

A segunda parte do livro traz os contos: Tão Felizes, então; O olho de Deus, O siso e o verão; e o que dá nome a essa segunda parte, Badulaques.

O médico que revê, em circunstâncias completamente aleatórias, o grande amor inalcançável da adolescência, que agora parece notá-lo. Fiquei com o coração na mão por ele, que não sabia se aceitava ou não a investida dela.

"Mas certas experiências não caem simplesmente no esquecimento. O passado não pode ser abolido. O passado é indestrutível, cedo ou tarde tudo retornará uma vez mais"

O livro todo retrata momentos, situações e circunstâncias à beira de adultérios. Achei muito interessante a forma que o autor se utilizou para falar sobre o assunto que, em muitos outros casos costuma ser enfadonho e repleto de rótulos.

A forma leve e bem humorada como o autor escreve me fez, inclusive, dar algumas risadas em meio a exageros e situações em que todos ficam sem reação.

O autor, além de escritor, é diplomata e especialista em teoria psicanalítica, o que, a meu ver, contribuiu para as situações do livro em que, totalmente sem saída, os personagens conseguiam fazer alguma escolha.

A edição da Chiado é caprichada, com uma capa simples que dá ênfase ao título, páginas amareladas e fonte confortável à leitura.

O punho do destino e Badulaques é um livro repleto de simbolismos, figuras de linguagem bem fortes e bem trabalhadas. Mais uma pérola da literatura que eu recomendo!

E vocês, gostam desse tipo de leitura? Me contem nos comentários.

#PRACEGOVER: A capa do livro tem fundo verde com listras cinzas. Um círculo preto ao centro, com o nome do autor e o título.


#PRACEGOVER: Caricatura da Karla com
escrito "Matéria de Karla Samira"


7 de julho de 2020

[Resenha da Karla] Sonet Ilustra


#PRACEGOVER: Capa do livro
SONET ILUSTRA

Autor: Eduardo Maciel
Editora: Autografia
Ano: 2020
Páginas: 206
Minha classificação: 4/5 

Sinopse: Nesta terceira temporada da série literária que busca trazer os sonetos para a cena da literatura poética contemporânea, seguimos o plano de, a cada livro, fazer com que os sonetos interajam com uma outra linguagem da arte. No SonetILUSTRA, o leitor vai descobrir o encontro mágico entre sonetos e desenhos. O convite, para esse volume, é perceber como um tipo poético eivado de regras de composição, com métrica e rima rigidamente definidos, pode se aliar a uma página em branco, onde contraditoriamente a liberdade de criação é total e irrestrita. Neste livro o autor também inaugura um tipo de soneto de sua autoria, o “soneto carioca”, cujo esquema de rima é influenciado pela sonoridade da Bossa Nova. Da leitura dos sonetos nasce um desenho, como fruto de interpretação dos versos. E através dos desenhos, os poemas convergem para esse ambiente fluido da arte visual. Alquimia literária? Temos.



Olá, leitores do Pacote Literário!

Recebi o convite do autor Eduardo Maciel para a leitura de seu livro, Sonet Ilustra e já fiquei curiosa por esse título.

O nome do livro remete a desenho e fiquei pensando o que um livro de poesias poderia trazer de ilustrações, o que uma coisa teria a ver com a outra.

E confesso que o livro me surpreendeu. O ilustrador Robson Sark, baseado em cada poema, deixou correr o lápis em uma folha em branco e fez um desenho. As ilustrações são tão fiéis aos poemas que achei que quem as havia feito tinha sido o próprio Eduardo.

A minha “brincadeira” durante a leitura foi ver os desenhos e, antes de ler os títulos de cada poema, tentar adivinhar de qual assunto falava o poema. Isso trouxe diversão à leitura!

Os poemas tratam de assuntos corriqueiros do dia-a-dia. E aqui eu faço uma pausa para parabenizar o autor por escrever tão bem sobre coisas tão simples e rotineiras.

Será o que apenas o gato tem 7 vidas ou todos nós, humanos, também as temos? Eduardo escreve também sobre o café com pão, as prisões (e a liberdade) nas escolhas que fazemos. E o natal, é um dia especial para você? Papai Noel usando gorro em pleno verão brasileiro faz sentido?

#PRACEGOVER: Fundo de madeira, 3 canetas na cor laranja, celular com a capa do
livro e a inscrição "arte".



E Eduardo não para por aí. Me identifiquei muito com as reflexões dele sobre falsos amigos, sobre a demagogia da sociedade atual em que muita gente se sente melhor que os outros por ter melhores condições financeiras. Amor, comida e medo de avião, querem assuntos mais “normais”?

Pois Eduardo enquadrou tudo isso em métricas bonitas e perfeitas, com sonoridade e rimas interessantes e gostosas de se ler.

Um ponto que achei bem legal é que, a cada poema, ele informa o nome de cada soneto e explica sua formação e estrutura. Assim eu pude entender, literalmente, qual parte deveria rimar com qual e, a partir do momento em que eu compreendia a forma pensada pelo autor para escrever, a leitura se tornou ainda mais interessante.

O autor ainda nos apresenta sua criação: o soneto carioca, com rimas, formação e estrutura próprias. Achei fantástico!

A meu ver, a arte propicia tantas coisas que é impossível elencar. E foi uma delícia ter contato com tanta criatividade em duas formas de arte: a escrita e a ilustração.

Juntar as duas coisas foi uma ótima ideia do autor, que me surpreendeu muito com esse livro.

Recomendo a quem curte poesia e, claro, a quem curte desenho também!

E vocês, já leram um bom livro de poesia? Me indiquem nos comentários. 

#PRACEGOVER: A capa do livro tem fundo em cor laranja, com o nome do autor e o título.



#PRACEGOVER: Caricatura da Karla, escrito
"Matéria de Karla Samira"



23 de maio de 2020

[Resenha] Muito além da sobrevivência

#PRACEGOVER: Capa do livro
MUITO ALÉM DA SOBREVIVÊNCIA

Autor (a): Joyce Guerra
Editora: Artêra
Ano: 2016
Páginas: 212
Minha classificação: 5/5

Sinopse: Livro de pequenos contos de Joyce Guerra. Muitos são descrições de acontecimentos diários com as reflexões advindas deles, outros apenas descrições, outros reflexões sobre fatos da mídia ou acontecimentos em geral. Falam sobre a maternidade, a questão da inclusão (Joyce e seu marido são cegos), sobre a não-violência e sobre a vida em geral. Reflexões que apesar de já existirem por aí são mostradas com questões que não são muito comuns na abordagem da maternidade e inclusão e de como a não-violência se encaixa para resolver e encaminhar essas questões.

Olá, leitores do Pacote Literário!

Hoje venho falar de Muito além da sobrevivência, da autora  parceira Joyce Guerra, da Editora Appris, através do selo Artêra.

Por indicação da Isa, nossa colunista aqui do Pacote, realizei a leitura e foi uma das que mais gostei nesse ano de 2020.

Se você quer um livro totalmente diferente, em que parece uma conversa com uma amiga querida, essa é a indicação certa, pois foi assim que me senti nas suas 212 páginas.

Joyce é deficiente visual, casada e mãe de três filhos. 

Quando o livro foi escrito, em 2016, eram três crianças pequenas que demandavam toda atenção de Joyce (como todo filho demanda a atenção da mãe).

Joyce passeia com muita propriedade pelas situações pelas quais passa, advindas de cada uma dessas circunstâncias (deficiência, casamento, maternidade e ser pessoa, ser mulher).

Mas se engana quem pensa que ela tem uma postura vitimista em relação à deficiência: Joyce é hábil e prática ao explicar que a deficiência visual é um fato em sua vida e não algo que a define, apesar da insistência das pessoas em forçar tal definição e, assim, julga-la de todas as formas mais inconvenientes que se possa imaginar.

Ela explica que os desafios da maternidade são muito mais complexos e exigem mais sabedoria e paciência, que é algo muito maior e traz demandas muito mais amplas que a deficiência.


#PRACEGOVER: Fundo é um toco de madeira, celular com a capa do livro centralizado. Acima, uma bonequinha de biscuit, à esquerda, pétalas de rosa e à direita uma rosa.


Principalmente quando se fala em uma educação não violenta, algo que eu a admiro por colocar em prática. Três filhos crianças em casa é um desafio para qualquer mãe. Para ela, não poderia ser diferente.

Ela explica que sim, consegue cuidar de seus filhos plenamente desde que nasceram. Que é estressante lidar com quem prefere acreditar que ela não dá conta de ser mãe de seus filhos.

Já li muitos livros sobre Educação Não Violenta, pois tenho uma filha de 2 anos e tento aplicar as técnicas com ela. Mas esse livro é como uma aula prática. Como mãe em período integral e com a aplicação dos pilares da disciplina positiva, a perspicácia de Joyce é um exemplo a todos os pais e educadores.

Joyce é dona de uma escrita fluida, objetiva e sem frescuras.

Aprendi muito com esse livro e indico a todas as pessoas que queiram se comunicar melhor e sem violência, principalmente com seus filhos e alunos.

Esse livro foi, dentro da proposta da educação não violenta, um dos que mais demonstrou a prática dessa forma de se relacionar, pois são contos do dia-a-dia da autora.

Além de tudo, ela aborda a inclusão como ninguém, pois ela e o esposo são deficientes visuais e ela tem diversas experiências para nos contar. Maravilhosa experiência de leitura!

E vocês, já leram algo sobre o tema ou têm alguma curiosidade? Me contem nos comentários!

#PRACEGOVER: A capa do livro tem fundo em tons de rosa e azul, com o nome da autora centralizado acima e o título no centro.




#PRACEGOVER: Caricatura da Karla, escrito
"Matéria de Karla Samira"







15 de maio de 2020

[Resenha] O sol vinha descalço

O SOL VINHA DESCALÇO
Autor (a): Eduardo Rosal
Editora: Reformatório
Ano: 2016
Páginas: 96
Minha classificação: 5/5

Sinopse: O poema de Eduardo Rosal, vencedor do Prêmio Maraã de Poesia, aqui em O sol vinha descalço, fez a opção da verticalidade. Com isso eliminou ou reduziu a distância que separa poetar e pensar, e gerou novos espaços nos quais os objetos podem tornar-se sujeitos, como que inesperadamente. E tudo sob os auspícios do "o sal-sol do mundo". Mas o poeta evitou sabiamente calçar ou permeabilizar o sol. Quis simplesmente compreender porque "vinha descalço", e se deixava tensionar entre "abismo e ponte". O texto sujeito alarga o espaço do texto objeto. Recolhe o contexto, mas não se deixa subjugar por ele. A forte aliança de texto e contexto, articulada com perícia, alimenta a ação do fazer poético. É quando a língua, passagem obrigatória, se transforma em linguagem, instância instauradora. O texto irrompe do contexto, e logo proclama a sua independência. Carregando consigo o leve peso das palavras, e a sonoridade cifrada do silêncio. A temerária jornada humana prospera claramente, sem recorrer à exaltação. O verdadeiro poeta não precisa gritar para ser escutado. Os excessos, a hemorragia verbal, a poluição sonora, são capítulos menores de um estranho manual de contravenções literárias. Os torrenciais que me perdoem, mas o comedimento é fundamental.


Olá, leitores do Pacote Literário!

Hoje venho lhes contar as minhas impressões sobre a leitura de O sol vinha descalço, publicado pela Editora Reformatório, recebido em parceria com a Oasys Cultural.

Eduardo Rosal, o autor, escreve sobre coisas simples presentes na rotina de qualquer pessoa, sobretudo retrata com muita sensibilidade a nostalgia da sua infância.

"ERRO: Se eu morrer/juro que não erro mais."


Como sabem, eu amo poesia e tenho o hábito de realizar esse tipo de leitura com certa frequência. Ao ler a sinopse, já esperava que seria um bom livro, no mínimo curioso. Mas esse livro é muito mais que isso: é simplesmente sensacional!

#PRACEGOVER: Livro centralizado, céu azul, o sol acima e os raios refletindo no livro.


Falar poeticamente sobre fatos e coisas tão simples do dia-a-dia é algo muito complicado e difícil. Eduardo fez isso parecer fácil e corriqueiro! Ele fala de vida, sentimentos...

O autor ainda personifica alguns objetos e os fazem ser os sujeitos de alguns poemas, como a moeda que se esconde na quina do sofá.

O sarcasmo e a ironia também permeiam seus poemas, como em um poema que diz “Se eu morrer, juro que não erro mais.” Uma pequena frase tão repleta de significados, que fica difícil se arriscar a explicar. Todos erramos até o fim da vida, acostume-se com isso. Será que foi isso o que o autor quis dizer? São muitas as possibilidades de interpretações e as lições a serem retiradas da leitura.

Seus poemas ainda têm como tema Deus, afeto, medo e muitos outros que ele desvenda com muita singularidade e, sobretudo, com bastante leveza.

O coração bateu mais forte em algumas estrofes, as páginas me fizeram viajar junto dos trechos e relembrar minha infância, do gosto (e das expectativas) do natal e seus sabores e também de outras datas. Me deu saudade de quem não está mais aqui. E, claro, foi impossível não me emocionar entre as páginas e as memórias!

"HUMANO: Tenho tido tão pouco ódio/que chego a ter medo/ de não estar sendo/ o mais humano que posso."

Quando recebi o livro, vi que O sol vinha descalço foi vencedor do Prêmio Maraã de Poesia 2015 e me perguntei quais critérios baseiam a escolha de determinada obra como vencedora desse tipo de prêmio. Ao ler o livro, eu compreendi facilmente.

Eduardo não “força a barra” nas palavras, nas rimas nem nos temas tratados. A naturalidade com que coloca as palavras no papel me impressionou. Senti que ele não escreve “por escrever”. Me parece que ele escreve “por sentir”. E o leitor pode compartilhar desse sentimento em cada linha!

Emocionante, extremamente sensível, de fato um primor de poesia. Recomendo a todos!

E vocês, curtem poesias? O que acharam da resenha? Me contem nos comentários.

#PRACEGOVER: A capa do livro tem fundo preto, o título centralizado, a foto de uma janela aberta com a luz do sol e o nome do autor abaixo.





#PRACEGOVER: Caricatura da Karla, escrito
"Matéria de Karla Samira"

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