21 de março de 2019

Livros e Esmaltes 6/2019




Olá, queridos leitores!

Hoje é dia daquele desafio lindo, super colorido e cheio de boas indicações: o nosso esmaltes e livros!



Lembro a vocês que o desafio tem parceria com os blogs Mundinho da Hanna e Mãe Literatura. Assim, como já explicado anteriormente, deixamos um mural aberto no Blog Mãe Literatura, e, no decorrer do mês, conforme eu trocar de esmaltes e de leituras, farei o post aqui e atualizarei as combinações nos dois blogs.

Para você participar, basta entrar no link para postar suas fotos. Caso prefira, é só enviar a foto para nosso e-mail (pacoteliterario@gmail.com) e postaremos a sua combinação de esmaltes e livros!


Vamos às minhas escolhas de esmalte e livros???



Para esse post, escolhi o esmalte Vermelho Coca Cola, da Coleção Coca Cola da Risqué. É um tom lindíssimo, a aplicação é fácil e tem boa durabilidade, como é típico da marca! Fiz questão de fotografar a cor com a garrafa do refrigerante para fazer a comparação e realmente é o vermelho do rótulo!



Os livros lidos foram: O céu está em todo lugar, cuja resenha já está disponível aqui no blog; Todo dia a mesma noite, que é um relato real sobre o incêndio na Boate Kiss em Santa Maria/RS e O que o sol faz com as flores, sensível como sempre é essa autora. Leituras ótimas, cada uma a seu modo.


O que acharam das minhas escolhas? A ideia é sempre juntar nossas paixões por livros e esmaltes nos posts! Não deixe de conferir as letras e cores das queridas Hanna (Mundinho da Hanna) e Claudia (Mãe Literatura)!

Em breve retorno com mais livros e esmaltes!






16 de março de 2019

[Resenha] As Doze Tribos de Hattie

AS DOZE TRIBOS DE HATTIE
Autor (a): Ayana Mathis
Editora: Intrínseca
Ano: 2014
Páginas: 224
Classificação: 4/5


Sinopse: Em 1923, aos quinze anos, Hattie Shepherd deixa a Geórgia para se estabelecer na Filadélfia, na esperança de uma vida melhor. Mas se casa com um homem que só lhe traz desgosto e observa indefesa quando seu casal de gêmeos sucumbe a uma doença que poderia ter sido evitada com alguns níqueis. Hattie dá à luz outras nove crianças, que cria com coragem e fervor, mas sem a ternura pela qual todos anseiam. Em lugar disso, assume o compromisso de preparar os filhos para as calamitosas dificuldades que certamente enfrentarão e de ensiná-los a encarar um mundo que não os amará nem será gentil. Contadas em doze diferentes narrativas, essas vidas formam a história da coragem monumental de uma mãe e da trajetória de uma família.


Belo e inquietante, o primeiro romance de Ayana Mathis é assombroso do início ao fim — épico, angustiante, imprevisível, vibrante e cheio de vida. Uma história envolvente e cativante, um retrato marcante de uma luta tenaz diante de adversidades insuperáveis e uma celebração da resiliência do espírito humano. As doze tribos de Hattie é um romance de estreia de rara maturidade.



Bom dia, queridos leitores! Hoje venho contar o que achei da leitura desse livro cheio de altos e baixos, com muitos pontos de tristeza e outros repletos de reflexão.

Me interessei por ele ao vê-lo na lista de indicações de leituras de Oprah, em seu Clube do livro.

As 12 tribos de Hattie conta a história da personagem que lhe dá o nome. Hattie é uma mulher negra nos Estados Unidos no início e meados do século passado, o que traz para a história elementos extremamente reais do que o país passava naquela época.

"Alice agitou o dinheiro na cara de Eudine, e como ela não avançou para pegar, Alice jogou as cédulas em sua direção. Teria cuspido nela se tivesse pensado nisso."

Cada um de seus capítulos narra uma parte da vida da personagem, por óticas totalmente diferentes. São 12 fases da vida de Hattie que demonstram alegrias, tristezas, angústias e os mais diversos problemas pelos quais ela passa.

Demorei um pouco para conseguir pegar o ritmo do livro, principalmente porque o primeiro capítulo é simplesmente avassalador. Me compadeci de Hattie em vários momentos, mas nessa parte eu realmente sofri e chorei muito com ela.

Nos capítulos seguintes, como não houve a mesma emoção, achei que o livro continuaria "morno" até o final. Mas me surpreendi bastante quando a autora consegue trazer várias outras cenas extremamente interessantes e emocionantes.

Os capítulos são independentes, apesar de todos falarem sobre uma parte da vida de Hattie. Cada um fala sobre um trecho importante da vida dela, mas apenas os últimos capítulos me pareceram interligados.



A maioria dos capítulos trata de pontos pessoais da vida da personagem: problemas de relacionamento, traições, questões com os filhos e com o marido, dramas enfrentados por ela de maneira extremamente sofrida.

Tão sofrida que, em muitas partes deste livro eu me perguntei se Hattie não iria parar de sofrer em nenhum momento. O que mais me impressionou foi que, mesmo com todo drama, a personagem consegue sorrir, criar os filhos e ensinar lições sobre todas as situações por que passa.

"Aquilo me magoou mais do que consigo descrever com palavras, mas eu já estive em lugares mais escuros. Meus filhos morreram. Não existe lugar mais escuro que esse, a não ser talvez outra filha querendo se matar."

O racismo é um assunto enfrentado de frente no livro. Presente em vários pontos, é abordado de maneira direta e indireta. A autora narra com detalhes várias circunstâncias de falta de oportunidade, desprezo e humilhação direta com personagens negros.

Na época, negros tinham local próprio para andar, morar, transitar nas vias públicas, estabelecimentos para frequentarem, etc. Não podiam estar nos mesmos locais que pessoas brancas. Havia até mesmo uma praia própria para os negros!

 "Conheci Sissy na praia do Osso de Frango. Os brancos deram esse nome porque diziam que nós jogávamos ossos de frango em qualquer lugar; é a única praia para negros em Atlantic City. Nós começamos a chamar assim também. Não é uma vergonha?"

Este é o primeiro livro da autora que eu leio e eu gostei bastante da escrita dela. Romance de estreia da autora, recomendo a quem goste de bons dramas, livros que retratam o racismo e a todos os que curtam um bom romance.

E você, já leu este livro ou teve vontade de inclui-lo em sua lista de leitura? O que achou dessa resenha? Conte-me nos comentários!





12 de março de 2019

[Resenha] O céu está em todo lugar



O CÉU ESTÁ EM TODO LUGAR


Autora: Jandy Nelson

Editora: Novo Conceito
Ano: 2011
Páginas: 424
Classificação: 5/5

Sinopse: Este é um livro de estreia vibrante, profundamente romântico e imperdível. Lennie Walker, de dezessete anos de idade, gasta seu tempo de forma segura e feliz às sombras de sua irmã mais velha, Bailey. Mas quando Bailey morre abruptamente, Lennie é catapultada para o centro do palco de sua própria vida - e, apesar de sua inexistente história com os meninos, inesperadamente se encontra lutando para equilibrar dois. Toby era o namorado de Bailey, cujos sentimentos de tristeza Lennie também sente. Joe é o garoto novo da cidade, com um sorriso quase mágico. Um garoto a tira da tristeza, o outro se consola com ela. Mas os dois não podem colidir sem que o mundo de Lennie exploda...

Olá, pessoal do Pacote! 

Com muito carinho, trago para vocês a resenha desse livro delicioso que me encantou do início ao fim!

Ganhei de uma amiga muito querida no meu aniversário de 2016 e ainda não havia realizado a leitura e, assim, o incluí no desafio 12 livros para 2019 justamente para cumprir o objetivo de conhecer essa história.

Apesar do volume de páginas, é um livro muito fácil de ler, devido à sua diagramação e à escrita da autora. Assim, aproveitei o feriado de Carnaval e realizei essa leitura super sensível!

Esse livro é lindo em todos os aspectos: tanto a história quanto a edição são de encher os olhos e, a partir de agora, vou contar um pouquinho para vocês sobre ele.

O livro vem nos contar a história de Lennie, que acabou de perder a sua irmã, Bailey. Mora com sua avó e seu tio, não tem contato com sua mãe e sua irmã era sua melhor amiga, praticamente sua outra metade.



Muito abalada com a morte da irmã, ela sofre o luto de uma maneira muito profunda e complexa, confunde sentimentos e não consegue conviver e realizar suas atividades como antes.

"Minha irmã vai morrer todos os dias, pelo resto da minha vida. A dor dura para sempre. Não desaparece nunca; torna-se parte de nós, a cada passo, a cada suspiro. Nunca vai parar de doer, Bailey, porque nunca vou deixar de gostar muito de você."

Toby, o ex-namorado de sua irmã, aparece em sua casa em busca de conforto. Ele quer conviver com a sua família para amenizar a dor da perda da namorada. Essa convivência irá confundir a cabeça de ambos e muitas coisas acontecem devido a isso.


Muitos segredos de Bailey são revelados a Lennie, fatos que ela jamais esperava, pois achava que a irmã dividia tudo com ela.

Como se não bastasse, um jovem da família mais cobiçada da cidade parece estar interessado em Lennie, o que causa toda a confusão do livro. Ela mete os pés pelas mãos, toma decisões das quais se arrepende no futuro e, sem conseguir domar as sensações a que seu corpo reage, a personagem passa por maus bocados tentando se reencontrar.

É muito gostosa a relação familiar na casa de Lennie, com seu tio e sua avó. Adorei a parte em que aparece a avó, seus ensinamentos, suas flores e teorias que as relacionam à saúde da neta.

A questão da música, sempre presente no livro ( a personagem é trompetista), também me agradou bastante, tendo em vista que adoro música e ela cria um cenário de fácil imaginação na mente do leitor.




Também gostei bastante do fato de a personagem escrever sempre os seus sentimentos e ao final do livro, vamos descobrir que alguém os coleciona. São cartas, bilhetes e outros escritos aparecem de forma entre "original" no livro, o que torna a diagramação muito bonita.

"A tristeza é uma casa em que cadeiras se esqueceram de como nos segurar, os espelhos de como nos refletir, as paredes de como nos conter."

As páginas são coloridas e dá uma impressão de ter tirado foto dos bilhetes e recados da personagem. Além disso, toda a história é contada com letras azuis e com fonte que nunca havia visto antes em nenhum livro, simplesmente linda!



A escrita da autora é bastante fluida e a narrativa em primeira pessoa me fez me sentir próxima à personagem! Parecia que eu vivia a história junto de Lennie, o que achei bem agradável.

Este é o primeiro livro que leio da autora e gostei muito, Recomendo a todos os que curtem um bom romance, leve e descontraído.


Essa leitura faz parte do desafio #12livrospara2019 e também do Projeto #leiamulheres, já explicados aqui no blog.

E você, já leu este livro ou outros do mesmo tema? O que achou? Conte-nos nos comentários!



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