18 de outubro de 2019

Livros e Esmaltes 19/2019



Olá, queridos leitores!

Hoje é dia daquele desafio lindo, com lindas cores e cheio de boas indicações: o nosso esmaltes e livros!

Lembro a vocês que o desafio tem parceria com os blogs Mundinho da Hanna e Mãe Literatura. Assim, como já explicado anteriormente, deixamos um mural aberto no Blog Mãe Literatura, e, no decorrer do mês, conforme eu trocar de esmaltes e de leituras, farei o post aqui e atualizarei as combinações nos dois blogs.

Para participar, basta entrar no link para postar suas fotos. Caso prefira, é só enviar a foto para nosso e-mail (pacoteliterario@gmail.com) e postaremos a sua combinação de esmaltes e livros!

Vamos às minhas escolhas de esmalte e livro???


O esmalte é o Jujuba de Morango da Impala. Tons de vermelho sempre me conquistam e esse foi mais um que eu realmente gostei demais.


O livro é Na minha pele, leitura autobiográfica onde o autor falar bastante sobre o racismo no Brasil, cuja resenha já foi publicada aqui no blog.

Gostaram das minhas escolhas para o post de hoje? A ideia é sempre juntar nossas paixões por livros e esmaltes nos posts! Confiram as letras e cores das queridas Hanna e Claudia (links acima)!

Em breve retorno com mais livros e esmaltes!






12 de outubro de 2019

[Resenha] Tudo e todas as coisas


TUDO E TODAS AS COISAS 
Autor (a): Nicola Yoon
Editora: Novo Conceito
Ano: 2016
Páginas: 304
Classificação: 5/5

Sinopse:
"Minha doença é tão rara quanto famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Qualquer coisa pode desencadear uma série de alergias. Não saio de casa. Nunca saí em toda minha vida. As únicas pessoas que já vi foram minha mãe e minha enfermeira, Carla. Eu estava acostumada com minha vida até o dia que ele chegou. Olho pela minha janela para o caminhão de mudança, e então o vejo. Ele é alto, magro e está vestindo preto da cabeça aos pés. Seus olhos são de um azul como o oceano. Ele me pega olhando-o e me encara. Olho de volta. Descubro que seu nome é Olly. Talvez eu não possa prever o futuro, mas posso prever algumas coisas. Por exemplo, estou certa de que vou me apaixonar por Olly. E é quase certo que será um desastre."


Olá, leitores do Pacote Literário!

Hoje venho falar para vocês sobre um livro que se encontrava em minha estante há alguns anos e que finalmente consegui ler! Por várias vezes já quis assistir ao filme baseado na obra, mas tenho o hábito de sempre ler o livro antes e assistir depois para fazer a comparação.

“Tudo e todas as coisas” vem nos contar a história de Madeline Whittier (Maddy) adolescente e filha de médica. Sua mãe a criou literalmente dentro de uma bolha. Ela nunca saiu de casa, não estuda em uma escola, não tem amigos, entre outras coisas que uma pessoa nessa idade faz. Tudo isso devido a uma doença grave que faz o paciente ter alergia de tudo!




Em seu sofá branco, dentro do seu quarto com paredes brancas, Maddy passa os dias com suas leituras, em um ambiente totalmente isento de bactérias e doenças.


"Não sei o que falar, de maneira que digo que também a amo. Não é o suficiente, mas vai ter de servir."

Até que um dia ouve um barulho diferente e, ao olhar pela janela, vê uma família de mudança para a casa ao lado. Olly, o filho adolescente da família, lhe chama a atenção por sua beleza e por seus trajes pretos.

A partir daí, uma explosão de sentimentos passa a acontecer no peito de Maddy toda vez que o observa de longe.

A mãe de Olly envia um bolo à casa de Maddy para agradar à nova vizinhança, mas tudo foge do planejado e a situação é um gatilho para novos desejos por parte da menina que vivia na bolha.

Muitas conversas por escrito nos vidros da janela e bate-papos por email depois, Maddy planeja uma grande aventura e sofre as consequências dessa escolha impensada. Mas, como tudo na vida tem um lado bom, Maddy descobre algo surpreendente sobre a sua saúde!


"Se a minha vida fosse um livro e eu o lesse de trás para a frente, nada mudaria. Hoje é o mesmo que ontem. Amanhã será o mesmo que hoje. No Livro de Maddy, todos os capítulos seriam o mesmo."

Não posso deixar de mencionar duas personagens. Minha xará Carla, a enfermeira de Maddy, me chamou a atenção pela amizade e carinho que tem com a garota. Consegue ser legal sem descuidar de Maddy, o que considero realmente sensacional.




Já a mãe de Maddy me deixou com sentimentos contraditórios. Me coloquei no lugar dela como mãe, com inúmeros sofrimentos do passado, feridas que não cicatrizaram. Mas a forma como ela age com Maddy talvez seja difícil de compreender.


" Há mundos inteiros que existem bem debaixo de nossa percepção sobre eles."

Será que o amor nos faz enlouquecer? Ou é a falta dele o problema das pessoas?

Outro ponto interessante é observar os esquemas, anotações e desenhos de Maddy. Algumas coisas exageradas e engraçadas, outras que transmitem bastante solidão e tristeza.

O romance de estreia dessa autora jamaicana me pegou de jeito! Com uma escrita extremante fluida, o desenvolvimento do livro é realmente excelente! Escrito em primeira pessoa, com certo suspense, é o tipo de livro que não dá vontade de parar de ler enquanto a história não se desdobra.




Um excelente drama: recomendo a quem curte esse estilo e esteja disposto a uma história realmente inspiradora.


Essa leitura faz parte do desafio #12livrospara2019 e também do Projeto #leiamulheres, já explicados aqui no blog.

E você, já leu este livro ou assistiu ao filme inspirado nele? O que achou? Conte-nos nos comentários!





8 de outubro de 2019

[Resenha] Na minha pele

NA MINHA PELE
Autor (a): Lázaro Ramos
Editora: Objetiva
Ano: 2017
Páginas: 152
Classificação: 4/5

Sinopse:
Movido pelo desejo de viver num mundo em que a pluralidade cultural, racial, étnica e social seja vista como um valor positivo, e não uma ameaça, Lázaro Ramos divide com o leitor suas reflexões sobre temas como ações afirmativas, gênero, família, empoderamento, afetividade e discriminação.Ainda que não seja uma biografia, em Na minha pele Lázaro compartilha episódios íntimos de sua vida e também suas dúvidas, descobertas e conquistas. Ao rejeitar qualquer tipo de segregação ou radicalismos, Lázaro nos fala da importância do diálogo. Não se pode abraçar a diferença pela diferença, mas lutar pela sua aceitação num mundo ainda tão cheio de preconceitos. Um livro sincero e revelador, que propõe uma mudança de conduta e nos convoca a ser mais vigilantes e atentos ao outro.

Olá leitores do Pacote Literário!

Hoje trago para vocês a resenha do livro "Na minha pele", escrito pelo ator global Lázaro Ramos.

O livro chegou às minhas mãos através do empréstimo de uma amiga querida. Confesso que, inicialmente, não foi uma leitura que me agradou tanto, mas a segunda parte dele é bem interessante e fiquei bem grata por ter insistido na leitura.

Apesar de, no início da obra, prometer que não se trataria de uma autobiografia, na primeira parte do livro o leitor tem contato com a fase inicial da vida de Lázaro. Ele nos conta sobre seus familiares, o local onde vivia, seus costumes e como se iniciou sua carreira como ator.


Na segunda parte do livro, ele entra de cabeça nas questões raciais que ainda permeiam nosso universo, sobretudo o mundo da mídia, da TV e das celebridades.


"Esta viagem que começa aqui só é possível porque redescobri um mundo que é meu, mas que não pertence só a mim."


Em perguntas sutis nas entrevistas sobre seu trabalho, tais como "Como é fazer o papel de um médico negro nessa história?", percebemos o quanto ainda é complicada a nossa relação com as questões de raça.

Afinal, como o próprio Lázaro menciona, ele sabe apenas como é fazer o personagem negro, pois ele não é branco. Ou seja, por quê a pergunta ressalta a questão da cor?

O que Lázaro quer nos mostrar e eu concordo bastante é que, muitas vezes, a cor ainda fica em um patamar muito mais alto de importância que o trabalho em si, a competência e o talento da pessoa.

Outra coisa muito interessante que Lázaro pontua é que ele sempre evitou fazem papéis em que tivesse que segurar ou manipular uma arma, justamente para não se identificar com o papel de bandido, tantas vezes relacionado à cor negra pela mídia.


Ainda são abordadas no livro questões de autoestima, de insegurança e menosprezo, humilhações e o preconceito na acepção mais pura da palavra.

Questões de identificação também são muito bem colocadas, como quando Lázaro procura meios de mostrar a seus filhos que eles podem construir suas vidas, apesar das questões da raça (e do medo que ele tem de que seus filhos sofram com isso!).

"Esses somos nós, reflexos de um espelho quebrado que, como um mosaico, apresenta um pedacinho de nossa história. Se visto com carinho, cada pedaço tem sua beleza, valores e complexidades reconhecidos."

Primeira obra que leio do autor, achei sua escrita fluida e de fácil entendimento.



A meu ver, Lázaro poderia ter se posicionado sobre alguns pontos polêmicos, como o relacionamento inter-racial, assunto sobre o qual ele fez uma abordagem muito sutil. Senti falta dessa discussão e do aprofundamento em assuntos um pouco mais desenvolvidos, mas creio (e espero) que ele os tenha deixado para um próximo livro!

Recomendo o livro (e as reflexões que ele traz) para todas as pessoas.

E você, já leu este livro ou outros que abordem questões de raça? O que achou? Conte-nos nos comentários!




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