3 de julho de 2020

[Resenha da Karla] Um edifício à beira-mar


#PRACEGOVER: Capa do livro
UM EDIFÍCIO À BEIRA-MAR

Autores: diversos
Organização: Thaisa Lima
Editora: Independente
Ano: 2020
Páginas: 152
Minha classificação: 4/5 

Sinopse: Babel Tower, um edifício à beira-mar, esconde segredos inimagináveis dentro de suas instalações. Por trás de cada porta há um mundo de intrigas, paixões, pecados, desejos, dissabores e amores.

Seja bem-vindo ao nosso edifício, entre e desfrute de tudo o que o Babel Tower tem a oferecer, mas cuidado, você pode se deparar com coisas de outro mundo…

Organizada por Thaisa Lima, a antologia “Um edifício à beira-mar” reúne contos dos mais variados gêneros de 10 autores talentosos, para sua diversão.


Olá, leitores do Pacote Literário!

Vocês sabem que adoro livros de contos, não é mesmo? Curto para sair de ressaca literária e pela praticidade de se ler um conto completo a cada pausa que tenho na rotina.

Quando Thaisa Lima me convidou para a leitura desse livro, ainda mais me dizendo que os contos eram de gêneros literários e autores diversos, confesso que não pensei que seria uma leitura tão gostosa.

Isso porque, dentre os contos, ela me disse que teria “de tudo”, inclusive terror e fantasia. Pensem na minha apreensão!?

Os contos são realmente bem diversificados. Mas todos eles têm em comum o fato de se passarem no Babel Tower, um edifício à beira-mar onde acontece literalmente de tudo!

Conforme se desenvolveu a leitura, fiquei ainda mais apegada ao tal edifício, de maneira a me considerar praticamente moradora do condomínio, como se já conhece toda a sua estrutura física e seus acontecimentos diários.

Temos contos de todo jeito: alguns com cenas quentes, outros com pontos aterrorizantes, alguns trazem acontecimentos corriqueiros do dia-a-dia. E outros com detalhes polêmicos, por que não?

Jamais esquecerei o olhar assustado de Murilo, que se envolveu com a Freya e depois descobriu a verdade sobre ela. Nem da coitada da Clarice, garota de programa que teve um fim trágico, de revirar o estômago (literalmente!!). 

#PRACEGOVER: Fundo de madeira, o dispositivo Kindle com a capa do livro à direita. Em torno, objetos em tons de roxo e lilás (caneta, marcador de livros, bolinha de alfinetes, prendedores de papel).


E o padre que, ao que tudo indica, vai largar a batina? Gente... não tem como não se encantar por Dona Zica! Apesar de tudo, não podemos negar que ela sabe das coisas!

Eu fiquei absolutamente impressionada com o talento e a criatividade dessa moçada, todos autores brasileiros contemporâneos, donos de imaginações férteis, eu diria.

Igualmente notável a criatividade da pessoa que propôs a história, bem contextualizada com os fatos que estamos vivendo no mundo atual, ao amarrar com um barbante todos os contos e fechar com chave de ouro esse enredo do Edifício Babel Tower.

Contos sensacionais em um livro interessante, com nuances de diversos tipos de escrita e gêneros literários.

Vale alertar para alguns gatilhos contidos no livro, então, para quem tem problemas e questões emocionais em curso, é bom pesquisar antes de ler.

Nesse edifício, tudo acontece de uma forma muito envolvente e, a julgar pela escrita dos autores, será um grande sucesso! 

E vocês, já conheciam o livro? Curtem livros de contos? Me indiquem nos comentários.

#PRACEGOVER: A capa do livro como fundo a paisagem de praia repleta de prédios. O título acima e a inscrição "Organização: Thaisa Lima"





#PRACEGOVER: Caricatura da Karla, escrito
"Matéria de Karla Samira"



1 de julho de 2020

Leituras de junho - 2020



#PRACEGOVER: Pilha de livros lidos no mês (detalhes no post)




Olá leitores do Pacote Literário!

Em mais um mês, sigo em home office por aqui, devido ao isolamento social pelo COVID-19.

Como contei no post das leituras de maio, a leitura tem sido minha grande aliada em meio a toda essa confusão mental gerada pela quarentena.

Então, venho lhes contar sobre os livros lidos no mês de junho. Vem comigo?

- Para Francisco, livro maravilhoso que trata da dor do luto em contraponto à felicidade da maternidade. 

- Teto para dois, um dos melhores do mês e mais bem humorados que já li!

- Mar da tranquilidade, pelo qual criei uma enorme expectativa e não fluiu tão bem, como lhes contei na resenha

- Pequenos incêndios por toda parte, leitura deliciosa que baseou uma série de TV.

- A diferença invisível, livro sobre uma pessoa adulta com autismo, tema pouco explorado...

- Edifício à beira-mar, coletânea de contos nacionais muito boa!

- Eros, ah, gente! Aquele romance que me fez suspirar.

- Apenas um dia, que começou com um ritmo bem louco e delicioso, mas decepcionou no desenvolvimento.

- Volta ao mundo, lindíssimo livro que conta em detalhes a viagem de um casal que conheceu nada menos que 42 países e pouco mais de 1 ano!

- Herdeiras do mar, um livro simplesmente sensacional que nos conta tristes bastidores que acontecem em toda guerra. Amei!

Como podem ver, as leituras renderam bem por aqui. Algumas resenhas já foram elaboradas, outras estão em produção, mas garanto que, em breve, estarão todas aqui disponíveis para vocês.

A grande diferença que notei esse mês foi que as leituras no Kindle renderam mais que as de livros físicos. Foram 6 e-books e 4 físicos.

E vocês, leram muito nesse mês que terminou?

Desejo um mês de JULHO maravilhoso, repleto de excelentes leituras para todos!

#PRACEGOVER: Caricatura da Karla, escrito
"Matéria de Karla Samira"

30 de junho de 2020

[Resenha da Karla] Tartarugas até lá embaixo


#PRACEGOVER: Capa do livro
TARTARUGAS ATÉ LÁ EMBAIXO

Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Ano: 2017
Páginas: 272
Minha classificação: 4/5 

Sinopse: Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, autor do inesquecível A culpa é das estrelas, lança o mais pessoal de todos os seus romances: Tartarugas até lá embaixo.
A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.



Olá, leitores do Pacote Literário!

Hoje venho falar sobre o livro Tartarugas até lá embaixo, de John Green, publicado pela Editora Intrínseca.

Primeiramente, preciso lhes contar sobre minha relação de amor e ódio com esse autor, que me marca bastante com seus livros de início arrastado, em que eu acho que não vou conseguir continuar a leitura.

Muitas vezes, de fato deixo o livro de lado e depois pego novamente na tentativa de concluir. Foi o que me aconteceu com esse livro, que tem um começo bem devagar.

O livro nos conta a história de Aza Holmes, uma adolescente com transtorno de ansiedade. E aqui já dou o alerta de gatilho, pois se tem uma coisa que John Green conseguiu com esse livro foi uma descrição muito bem feita do TOC - o transtorno obsessivo compulsivo - da protagonista.

“O verdadeiro terror não é ter medo, é não ter escolha senão senti-lo.”

O TOC de Aza é grave, chega a um ponto em que seus pensamentos a dominam e ela já não raciocina a situação como um todo. Então, a necessidade de cumprir um “protocolo” (comportamento) daquele pensamento obsessivo é maior que tudo.

Explicado esse ponto, volto à história do livro, em que, influenciada pela amiga Daisy, Aza vai atrás de uma recompensa por qualquer informação que leve a encontrar o pai de Davis. 

O misterioso desaparecimento do pai de Davis é notícia de capa em todos os jornais. Aza conheceu Davis quando mais jovem e, no livro, restabelece contato com ele para tentar ganhar essa recompensa.

#PRACEGOVER: Fundo lilás, dispositivo Kindle com a capa do livro ao centro, sobre páginas amareladas de livros. No entorno, um band-aid, cápsulas de medicamento, canetas e um aromatizador de ambientes.


Davis e Aza vivem uma relação muito típica da adolescência, com seus dramas pessoais e várias demandas complicadas das quais eles precisam dar conta.

Ao se colocar no lugar de Davis, Aza compreende detalhes importantes de sua vida, de como sua família chegou àquele ponto e, sobretudo, que talvez não possa seguir com seus planos de conseguir aquela recompensa por informações que levem a encontrar o seu milionário pai.

“O problema dos finais felizes é que ou não são completamente felizes, ou não são realmente finais, sabe?”

Preciso pontuar que a amizade entre Aza e Daisy é muito bonita, recheada de momentos de tensão e de uma compreensão que nem sempre temos durante a adolescência.

O autor ainda encontra espaço no livro para muitas situações inesperadas, exageradas e bizarras. Quem, tendo 2 filhos, deixa toda os seus bens para um animal de estimação, gente?

Achei bem interessantes as reflexões propostas, com as quais lidei com bastante expectativa, o que tornou a leitura bem fluida do meio até o final do livro.

Por falar em final, leitores! O final do livro é triste, mas... quem ainda espera um final feliz nos livros de John Green???

Porém, ao contrário do que me aconteceu em “A culpa é das estrelas”, do mesmo autor, nesse livro achei que a tristeza “valeu a pena” e estava completamente dentro do contexto colocado pelo autor.

Recomendo a leitura a todos, principalmente a quem curte a temática de transtornos mentais. 

E vocês, curtem esse tipo de leitura? Curtem os livros do autor? Não deixem de comentar e me indicar.

#PRACEGOVER: A capa do livro tem fundo neutro, um espiral alaranjado em toda a sua extensão com título e nome do autor.





#PRACEGOVER: Caricatura da Karla, escrito
"Matéria de Karla Samira"


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