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19 de junho de 2026

Resenha: O baú do Raul

 




Acabei de fazer a leitura do livro "O Baú, do Raul", organizado por @kika_seixas e Tárik de Souza e publicado pela @ubookapp e que nos traz trechos, anotações e detalhes da vida daquele que, para mim, é um dos maiores compositores e musicistas da nossa história.


Quando a Parceria6 me mostrou a obra (e a quem agradeço pelo envio), fiquei logo interessada em recebê-la, pois sou grande fã de Raul Seixas, suas músicas e, claro, sou fascinada pelo universo intelectual dessas grandes mentes!


Especificamente quanto ao Raul, sinto que, ao me aprofundar em suas músicas, acabo sempre ficando um pouco menos ignorante.


No livro, temos acesso a trechos de suas músicas e a anotações no original, além de reflexões do próprio compositor, o que achei muito interessante, pois temos uma ideia do contexto em que foram escritas e, ainda, a um pouco do sentido que ele pensou em cada palavra escrita.


Obviamente, quando um artista entrega a sua obra ao público, entendo que ela passa a não ser mais somente dele, mas de todos. E é muito gostoso ter acesso aos pensamentos e sentimentos que os levaram àquele resultado no processo criativo.


Não é demais ressaltar que as músicas do Raul Seixas são repletas de duplos significados, símbolos, detalhes profundos e grandiosos, então, foi muito gostosa a leitura.


Ao contrário de alguns - invejosos - que criticam a obra e a postura do autor, eu sempre o admirei e, depois de ler esse livro, gosto ainda mais de suas músicas.


O livro também está disponível em áudio, no aplicativo da Ubook.


- Toca Raul. Forever!


E você, curte as músicas de Raul Seixas? Qual a sua preferida? Me conta aqui embaixo.


18 de junho de 2026

Resenha: Na estação que paramos

 


Recebido em parceria com a LC Agência de Comunicação  em razão da leitura coletiva, "Na estação que paramos", de Eduardo Armelin traz a história de David, um investigador de polícia passando por várias turbulências pessoais e profissionais.

A partir de um fato totalmente aleatório - um bebê é deixado com ele no metrô - muita coisa se desenrola e cresce dentro dele a vontade de ser pai através da adoção.

Ele acabou de romper com a esposa que, ainda por cima, lhe traz notícias bombásticas. Para completar, um outro policial tenta acabar com a sua carreira.

O enredo se desenvolve em torno das relações de David, sobretudo entre familiares, amigos e colegas de trabalho. Ele tem boas pessoas em torno de si, mas isso não é o bastante para evitarem-se conflitos e conversas difíceis.

Para mim, o livro, que está disponível para compra na Amazon, retrata muitas cenas que poderiam ser vividas por qualquer um de nós - dentro do contexto de cada um - com acontecimentos que trazem identificação com qualquer pessoa que precisa tomar decisões complexas.

Gostei muito da mensagem que o autor traz, de que os caminhos da vida são repletos de obstáculos e que cabe a cada pessoa decidir pelo que vale a pena  lutar, mesmo que não estejamos no controle de tudo - como, muitas vezes, queremos! E que, apesar disso, não devemos desistir dos nossos sonhos.

Adorei a leitura e recomendo!

E você, já leu alguma história com a temática adoção? Me conta aqui embaixo.


2 de março de 2026

Resenha: O peso da inexistência

 



Marcante!


Recebido em parceria com a LC Agência de Comunicação em razão da leitura coletiva, O peso da inexistência, de Amelia Greier nos apresenta uma mulher sem nome, dentro de uma rotina exaustiva de sustentar a própria casa, enquanto tenta manter tudo funcionando. Entre tarefas, urgências e silêncios, o tempo escorre — e a vida parece sempre acontecer fora dela.

A protagonista não ter nome é, para mim, uma escolha simbólica poderosa: ela está viva, faz de tudo para sobreviver, mas não consegue existir para si. Nunca há um minuto disponível — o tempo sempre falta.

 Com três filhos pequenos e um marido que acabou de ficar desempregado, o livro trata do luto silencioso pelo que se perde quando a estabilidade acaba. Essa fase desorienta, cansa e, muitas vezes, esvazia à pessoa e às suas relações.

O livro está repleto de dramas familiares extremamente reais - do jeito que eu gosto. Entre as demandas constantes, a protagonista mal é vista — e, ainda assim, é a espinha dorsal da família, sem reconhecimento algum.

 Outro ponto central é a contradição social imposta às mulheres: criar filhos como se não trabalhassem e trabalhar como se não tivessem filhos, o que é trazido de forma brilhante na pele da protagonista. Um tema atual e incômodo, que ajuda a explicar por que tantas mulheres hoje repensam a maternidade.

A edição em capa dura, com ilustração que dialoga com a história, além de valorizar a leitura. A autora Amelia Greier demonstra talento e sensibilidade, e eu espero ler outros trabalhos seus. Recomendo fortemente!

29 de setembro de 2025

Resenha: O pijama de Nina

 


Bora falar sobre livros?

Recebi "O pijama de Nina", da @multi.leitura de autoria de @geovana.csantos publicado pela @literissimaeditora e hoje trago para vocês as minhas impressões.

Aqui conhecemos Nina, uma menina pré-adolescente que está vivendo o período de transição entre a infância e a maturidade.

Durante as festas de fim de ano em sua casa, com familiares reunidos para comemorar o Natal, ela mergulha em reflexões profundas sobre si mesma, sobre o seu lugar no mundo, sobre os seus próprios sentimentos.

Ela ganha de presente um pijama do seu tio, que é muito observador e que costuma dar presentes bem mais pessoais. Então, ela pergunta para ele a respeito do presente. E é muito interessante a conversa que eles têm a partir disso.

Está também presente no livro o incômodo da Nina com as comparações entre ela, o seu primo Raul e também com sua irmã e com outras pessoas quando tinham a mesma idade.

Nina é cobrada sobre sua falta de organização, seu destempero em algumas situações e achei interessante porque, na vida real, são cobranças que não deixam de ocorrer ao longo de toda a trajetória humana.

Eu achei um livro extremamente sensível e perfeito para pré-adolescentes que estão iniciando a jornada de construção da própria identidade.

É um momento muito delicado para identificar e se permitir viver as emoções que fluem a todo momento, e eu entendo que esse tipo de leitura pode auxiliar, por trazer o exemplo de Nina.

O livro tem uma escrita mais poética, contemplativa e introspectiva, mas para mim, a leitura fluiu normalmente.

Para fechar com chave de ouro, as ilustrações da @marianatavaresart dão um tom de emoção e trazem, de uma forma muito significativa, as memórias evocadas por Nina.

Assim, super recomendo!

E você, curtiu a resenha? Ficou com vontade de ler? Indica outros livros para pré-adolescentes? Me conta aqui embaixo.

3 de setembro de 2025

Resenha: A voz do tempo

 





Bora falar sobre livros?

Hoje trago a resenha de "A voz do tempo" , publicado pela @editora_autografia , de autoria de @lenahoswaldocruz lido para a leitura coletiva promovida com carinho pela @lcagcomunicacao 

Nesse livro, a autora retrata a própria história, cujo contexto familiar é fascinante, porém muito doloroso.

O livro se inicia com o universo de sua mãe Dora, uma mulher totalmente à frente de seu tempo; e de seu pai Luiz, um religioso que largou a batina em nome do amor, o que deixa o leitor muito envolto nos dramas pessoais e familiares de cada personagem.

Luiz largou a carreira religiosa sobre a qual, até aquele momento, tinha muita certeza, para viver um tipo de amor diferente. A constituição de uma família é de extrema responsabilidade e ele não suportou seguir dessa forma.

Por outro lado, Dora não atinge as próprias expectativas de vida "apenas" com a família e busca conhecimento, trabalho, um novo amor e, o que exige a divisão dos cuidados com os filhos, da qual Luiz jamais deu conta.

A relação familiar com Luiz é um ponto que mexeu profundamente comigo e, em alguns momentos, minha vontade foi de confrontá-lo por sua dureza. Em outros, de acolher seus filhos - as crianças que tanto sofreram com suas escolhas.

E, após a conversa com a autora, pude compreender que ela também tomou esse caminho, de abraçar sua própria criança interior, ao colocar essa história no papel e enviá-la para o mundo.

Após o sepultamento de Luiz, Lenah tem acesso a cartas por ele deixadas e, embora tais registros não tenham a mesma fluidez do núcleo narrativo de Lenah,  dão acesso ao leitor a memórias e às raízes dos conflitos que atravessam a família.

Entendo que a única explicação possível para as atitudes de Luiz é sua completa inabilidade de lidar com a própria decisão de abandonar o seminário e assumir uma vida conjugal e familiar para a qual não estava preparado. Nesse conflito interno, Luiz envolve e faz sofrer a todos os que estão à sua volta.

A autora me prendeu desde as primeiras páginas, com uma narrativa de forte intensidade emocional, que traz reflexão sobre escolhas, renúncias e consequências na vida, então, super recomendo.

E você, curte livros com essa pegada? Gostou da resenha? Me conta aqui embaixo.





16 de julho de 2025

Resenha: Precioso

 


Bora falar sobre livros (infantis)?

"Precioso", escrito por Fernando Zenshô e publicado pela Editora Pera Books, é uma verdadeira joia da literatura infantil contemporânea. Com uma edição lindíssima, repleta de ilustrações coloridas e encantadoras, a obra chama a atenção logo à primeira vista, despertando o interesse tanto das crianças quanto dos adultos.

Aqui, conhecemos uma menina super curiosa que, interessada em saber mais sobre o mundo - animal e humano - começa a perguntar aos bichinhos o que é mais importante na vida. E todos respondem que, na realidade, o mais importante é o grupo em que vivem.

Mais do que um livro bonito, Precioso conduz seus leitores a reflexões profundas sobre temas fundamentais da vida em sociedade, como a convivência, a amizade e os verdadeiros valores que devemos cultivar. 

De maneira delicada e acessível, o autor utiliza personagens animais para ilustrar situações cotidianas e sentimentos humanos, estabelecendo pontes entre o universo infantil e o mundo real.

A lição trazida no livro - a importância do todo, do grupo, da sociedade - é, para mim, fundamental para demonstrarmos às crianças algo que se contraponha à individualidade que nos assola e faz com que deixemos de enxergar as pessoas em nosso entorno.

Com uma sensibilidade que me encantou, o autor mostra como o mundo externo — cheio de desafios, relações e escolhas — se entrelaça com o mundo interno de cada indivíduo, formado por emoções, desejos e necessidades. Trata-se de uma obra que ultrapassa o mero entretenimento e pode ser uma ferramenta de educação socioemocional, essencial na formação das crianças.

Por isso, recomendo Precioso a pais e educadores e profissionais da infância, pela importância dos diálogos que podem se dar a partir dele.

E você, gostou da resenha? Ficou com vontade de ler? Leu algum livro infantil esse ano? Me conta aqui embaixo.




27 de março de 2025

Resenha: As pulgas

 


Bora falar sobre livros?

Hoje venho falar sobre a minha leitura de "As Pulgas", de @vfsampaio

publicado pela @editoraasesdaliteratura , recebido em parceria com a @oasyscultural

Aqui conhecemos Roberto, nosso protagonista ímpar que está em um supermercado e, de repente, começa a sentir uma coceira enorme e desconcertante.

Nas sessões de terapia de Roberto, descobrimos um pouco da sua vida, toda a sua trajetória desde a infância, com suas angústias, traumas e as tentativas infrutíferas de buscar a felicidade.

Nesse ponto, preciso mencionar que o autor, Doutor em Psicologia, traz uma brilhante metáfora, relacionando a coceira de Roberto a todas as questões incômodas e ainda não resolvidas no coração e na mente do personagem.

E assim, se descortinam vários aspectos de Roberto, inclusive a sua criação, onde não faltaram episódios de hipocrisia, racismo, homofobia e perdas importantes para alguém tão jovem.

A história passa marcando o leitor, que passa a refletir sobre sua própria história, com toda a inteireza humana, seja nas dores e traumas, no abandono ou nas memórias.

O autor optou por revezar a escrita entre primeira e terceira pessoas, o que fez com que eu me perdesse algumas vezes, mas nada que reler com um pouco mais de atenção não resolvesse.

Um livro que traz tensão e incômodo e nos faz repensar no quanto nossas atitudes refletem no outro.

Assim, como não poderia deixar de ser, recomendo a leitura.

E você, curte essa pegada de leitura? Aguçou a curiosidade? Me conta aqui embaixo!




7 de março de 2025

Resenha: O navio da morte

 



Bora falar sobre livros?

Hoje é dia de lhes contar sobre a minha leitura de "O navio da morte", publicado pela @editora7letras que recebi em parceria com a @oasyscultural

Aqui conhecemos Gales, um marujo esquecido em um porto da Antuérpia após a Primeira Guerra. Ocorre que ele está sem seus documentos e, em primeira pessoa - quase em formato de fluxo de consciência - nos conta essa história repleta de detalhes sobre como era a vida naquela época, as agruras e desejos.

Então, Gales embarca no "navio da morte", não sem antes rodar de um lado para o outro na tentativa de regularizar sua condição para trabalhar e viajar - já que perdeu seus documentos.

E assim, acompanhamos as aventuras desse moço um tanto azarado e com um humor ácido, que flerta com preocupantes perigos e me fez rir e me emocionar durante a leitura.

Para mim, a dureza das coisas pelas quais o marinheiro passa se assemelha à dureza de nosso próprio cotidiano e, assim, o autor faz uma metáfora interessantíssima da diferença de classes, da importância de cada um de nós e das nossas necessidades - físicas, emocionais, existenciais - tão humanas.

O final é inesperadamente trágico, sem perder o tom irônico que permeia todo o livro, o que ressalta ainda mais o talento do escritor.

Escrito em 1926, no meu modo de ver, a obra é atemporal, clássica e necessária para basear infindáveis discussões sobre a temática de privilégios e lutas de classes, presentes até hoje em nossa sociedade.

Assim, recomendo muito!

E aí, curtiu a resenha? Ficou com vontade de ler? Costuma ler obras clássicas? Me conta aqui embaixo.




15 de maio de 2024

Resenha: Catrevagem

 

 

Uma pérola nesse mar de coisas complexas que estamos vivendo... 

Catrevagem foi recebido pelo Pacote Literário através da @parceria6

E foi uma delícia viajar nas milhares de ideias para as coisinhas que temos em casa e que podem se tornar obras de arte! Basta soltar a imaginação.

Catrevagem significa “montes de coisas”, “trecos”, “bugigangas”, “cacarecos”, que muitas vezes não servem para nada.

E quem não tem em casa um pedacinho de pano ou de papel, uma mecha de cabelo de alguém querido, um perfume do qual ficou apenas um restinho, um botão ou uma louça de um familiar importante?

O que a autora nos propõe é fazermos arte com o que nos aparece na frente. Pode ser um vasinho feito de garrafa pet para colocarmos uma planta, um porta-lápis, um porta-retratos, até mesmo a letra inicial do nome para enfeitar a porta do quarto, com um molde de papelão.

Basta pegar esses itens que temos espalhados em casa e colar no entorno, como ela propõe no livro e na vídeo aula que a autora disponibiliza no YouTube.

A criatividade e o artesanato têm reflexo positivo na saúde mental e bem estar, além de trazer a análise sobre um consumo mais consciente, de acordo com as mudanças climáticas e com a necessidade de preservação do meio ambiente.

Em breve, trarei um vídeo com os detalhes da edição desse livro maravilhoso!

E aí, curtiu a resenha? Gosta de fazer artesanato? Me conta aqui embaixo qual arte te faz bem.


18 de outubro de 2023

RESENHA: HORA DO BLEC

  






INCLUSÃO E DIVERSÃO DE MÃOS DADAS


Hoje trago as minhas impressões sobre o box com 4 livros infantis da Hora do Blec, essa lindeza da Editora Mostarda que tive o prazer de receber na Bienal do Rio, através da Parceria6.

São livros que trazem os nomes das cores, frutas, animais e brinquedos, com as letras que compõem cada palavra, além da imagem e de como se representa, em libras.

Blec é um personagem muito cativante, que acompanha o leitor em cada um dos livros. Ele também aparece nas capas, com holografia nos cabelos, o que torna tudo ainda mais lindo e chamativo para a criançada.

Tive o prazer de conhecer os autores do projeto do YouTube, que já se expandiu para o Instagram e para o teatro e se tornou essa coleção linda de livros que valem a leitura.

David Junior e Yasmin Garcez ainda autografaram o meu exemplar da obra e eu pude tirar uma foto linda com eles, no lançamento.

Esse tipo de leitura é extremamente rica, pois oportuniza às crianças o contato com personagens com todos os tons de pele, todos os tipos de cabelos e, ainda, provavelmente é o primeiro contato que as crianças terão com a língua de sinais.

Importantíssimo, então, ler com as crianças e para as crianças, pois só assim formaremos pessoas que se importam com a igualdade, a justiça social e outros valores grandiosos que se encontram em desuso em nossa sociedade.

Por tudo isso, recomendo muito a leitura!

E aí, curtiu a resenha? Quer saber mais sobre os livros? Quantos livros infantis com personagens pretos você já viu? Já teve acesso a algum livro com libras? Me conta aqui embaixo!

2 de setembro de 2023

Resenha: Rio


 

RIO DE SENSIBILIDADE

O que falar de "Rio", de Inah Xavier?

A autora já "chega chegando" com o poema que dá nome ao livro! Rio é uma poesia tão marcante e envolvente, que me emocionou!

Assim como em todo o livro, ali ela abusa da criatividade e dos vários significados dessa palavra tão pequena, mas que é um mundo de coisas ao mesmo tempo.

Com suas memórias muito "nossas", a autora fez correr em mim um rio de caminhos, resgatando lembranças e, ao mesmo tempo, me trazendo ao presente de forma muito natural, fluente como águas de um rio.

É muito lindo perceber como Inah consegue se expressar com as poucas palavras e a forma peculiar da poesia, o que fez com que minha admiração só aumentasse a cada página.

Mas também outra ideia me encantou: algumas poesias são escritas em formato de desenhos ou, ainda, com a repetição de palavras que já denunciam o conteúdo que está por vir. E isso é de uma originalidade sem tamanho!

Um verdadeiro presente que recebi em parceria com a Oasys Cultural, à qual agradeço a oportunidade de leitura nessa edição caprichada da Editora Raíz.

No meu entendimento, é impossível ler e não transbordar. Por isso, super recomendo!

E aí, você curte ler poesias? Gostou dessa indicação? Me conta aqui embaixo!




13 de abril de 2022

[Resenha] A vida como ela era - Retratos da pandemia





Sinopse: Nas crônicas aqui reunidas, Lino de Albergaria aborda, como indica o subtítulo, os efeitos produzidos pela pandemia na vida de personagens os mais variados. O que torna esses instantâneos especiais é, mais que o tema, o ponto de vista em que se situa o narrador. Ele funciona como uma câmera postada em frente a um prédio, que registra o que acontece nos diferentes apartamentos e em seus arredores.
A câmera giratória não se contenta em flagrar tais cenas, mas volta a focar os mesmos personagens em outros momentos de suas vidas, tecendo, com esses variados fios misturados, uma trama multicor e variada.
Perpassando toda a coletânea, a referência a Nelson Rodrigues se faz
desde o título, que remete à coletânea A vida como ela é, e explicita-se na epígrafe tomada ao autor, onde ele constata a hostilidade do mundo em relação ao homem e a eterna nostalgia de um Paraíso perdido.





Oi gente!

Hoje venho lhes contar sobre A vida como ela era - Retratos da pandemia, livro de @linodealbergaria.autor publicado pela @quixote.do que recebi em parceria com a @etccomunicacao

Aqui temos um apanhado de crônicas sobre casos ocorridos durante a pandemia. Os medos iniciais, o pavor de ver as notícias na TV, o número de mortos, o receio em sair nas ruas, em conversar com outras pessoas...

E pude perceber, durante a leitura, que quase todos tivemos pensamentos parecidos. A brutalidade da pandemia e a forma de sentir o vírus no organismo acabaram igualando ricos, pobres, homens, mulheres, na mesma dor.

Me identifiquei muito com algumas das falas presentes no livro, pois o autor traz tudo com muita verdade e humor.

O medo de ir ao salão cortar o cabelo, o entregador sendo o único contato que a pessoa tem por meses com outra pessoa. A carência, a irresponsabilidade das festas e aglomerações, o cuidado dos filhos para com os pais, casais que adoeceram juntos, alguns idosos que não resistiram...

Essa é a realidade que enfrentamos diariamente há mais de 2 anos em todo o mundo.

Mas o ponto alto do livro para mim é que Lino soube dar autonomia a cada história e, depois, entrelaçou-as. Sim, alguns personagens voltam a aparecer e o leitor te acesso a partes de suas histórias sob outros olhares, com outros pontos de vistas, o que achei uma grande sacada!

Sei que a pandemia parece ser uma página virada para muitas pessoas e sim, a vida precisa continuar, é claro, com todos os cuidados necessários. Mas, para mim, tem sido um grande alívio poder ler sobre o que enfrentamos e saber que não estou sozinha em meus medos, mágoas, tristezas, em fim, em todas as sensações experimentadas nesse período!

Recomendo muito a leitura!

E você, leu algum livro que relate algo sobre a pandemia de covid 19? Me conte nos comentários!


#PRACEGOVER: Caricatura da Karla com
escrito "Matéria de Karla Samira"


12 de abril de 2022

[Resenha] Ciça e Luna

   



#pracegover Foto do livro com a Blanka, a capa traz título e nome da autora acima.
Abaixo, o desenho de um caminho, uma moça e uma cachorrinha de costas.



Sinopse: Ciça e Luna eram grandes amigas. Juntas desde pequenas, as duas viveram anos de uma intensa e bonita amizade.  
Mas chega a hora de dizer adeus. 
Com cuidado e sensibilidade, Ciça e Luna é uma história sobre perda e luto, mas, acima de tudo, sobre os laços de amizade e companheirismo que desenvolvemos com nossos animais de estimação. 
Um livro sobre as doces lembranças que levamos conosco para todo o sempre. 




Oi pessoal!


Hoje quero lhes falar sobre Ciça e Luna, essa lindeza recebida em parceria com a Editora InVerso, que amei ter lido!

Ciça adotou Luna, uma cadelinha ainda pequena, que parecia estar abandonada.

O amor as arrebatou de vez e se tornaram melhores amigas. Ambas crescem e se desenvolvem. Sempre juntas na rotina, brincam e cuidam uma da outra.

Então, Ciça percebe que Luna não está bem, sua grande amiga está mais fraquinha, pois chegou a uma idade bem avançada.

Luna, sua cachorrinha amada, não resistiu e, então, Ciça chora, se entristece e busca retomar a vida após um golpe tão duro da vida.

Quem nunca passou pela morte de um animalzinho de estimação, não é mesmo? É uma dor tremenda, parece que nos tiram um pedacinho de nós.

Quando nossos amiguinhos partem, sentimos falta do amor incondicional que só eles podem nos oferecer. E através de Ciça, a autora demonstra bem todo o ciclo a ser percorrido para vivência do luto.

Considero esse livro de extrema importância, por diversos motivos. O principal deles é a dificuldade que temos em lidar com a morte, com o luto e, assim, necessariamente, ensinamos às crianças a reagirem dessa forma também.

Esse tipo de leitura, ao ser trabalhada com a criança, de alguma maneira se torna o primeiro contato dela com a possibilidade da perda, o que é extremamente válido pois, por mais que entendamos que é inevitável, ainda não percebemos a morte como algo tão natural, não é mesmo?

A edição é bilíngue (português e inglês) e está linda, os desenhos me lembraram a minha cachorra (e, por isso, a fiz de modelo nesse post). 

Amei a leitura e super recomendo!

E você, já leu algum livro que ajuda a trabalhar o luto? Me conta aqui embaixo.


#PRACEGOVER: Caricatura da Karla com
escrito "Matéria de Karla Samira"

8 de abril de 2022

[Resenha] A batalha de Cabun

  

#PRACEGOVER Foto do livro em cima de um canteiro de planta, Capa azul, título e nome da autora acima, desenho de pirata, fada, dragão, crianças e vovó, personagens do livro.




Sinopse: Em Cabun, uma batalha é travada, com dois lados que se enfrentam. As pessoas estão atônitas e precisam de ajuda. Nesse momento vão surgindo pessoas comuns, de muito boa vontade, e seres mágicos. Um pedido de ajuda tem que chegar ao destino, e há muito a ser feito. Inicia-se então uma longa aventura.
Chegarão a tempo para vencer a batalha? 
Nesta fábula em que magia e realidade transformam os dias, é necessário união para descobrir quais as mensagens que a batalha nos traz.





Hoje é dia de contar sobre A batalha de Cabun, recebido em parceria com a Editora InVerso.

E aqui a gente conhece o dragão Seryuu e a fada Chô, que têm o bem como propósito de vida e vivem em um universo paralelo.

Conhecemos, ainda, duas outras localidades: o planeta Norvem e a cidade de Cabun, que se encontra sob o ataque de um inimigo invisível, que tem tirado a paz de seus habitantes.

E então, acompanhamos a história dessa luta de todos contra o monstro que deixa as pessoas doentes, com falta de ar e em isolamento, com escolas e parques fechados.

Adorei especialmente a personagem Doutora Curatudo, que se esforçou tanto para tentar encontrar uma cura para essa doença.

Eu gostei bastante da premissa dessa história, que tenta fazer uma alusão ao que estamos passando desde o princípio da pandemia de Covid-19. Porém, em alguns pontos, o excesso de personagens, lugares e acontecimentos me deixou um pouco perdida.

Além disso, algumas informações são colocadas de forma muito "solta" no livro, o que fez com que, apesar de importantes, não conseguissem fixar a minha atenção.

O livro não me prendeu, mas para quem curte viagens a lugares imaginários e seres mágicos, acredito que seja uma boa indicação.

E você, leu algum infantil ou infanto-juvenil que fale um pouco sobre essa loucura por que passamos? Me conta nos comentários!


#PRACEGOVER: Caricatura da Karla com
escrito "Matéria de Karla Samira"

26 de janeiro de 2022

[Resenha] Tem barulho no terreiro, estranho no galinheiro

  

#pracegover Fundo claro, pequeno regador, livro em destaque, que traz na capa o desenho de uma menina com um galo no ombro, fazendo carinho em uma galinha. Título e nome da autora acima.




Sinopse: Ilustrado por Vivian Saad, o livro conta a história de Carol e o seu amor pelos animais. Dona da galinha Maricota, Carol acompanhava de perto tudo o que se passava no galinheiro. Certo dia, um intruso baixou por lá e o barulho foi grande!!! O que teria acontecido? Quem seria o intruso? Adquira a obra e fique por dentro de mais essa aventura!




Olá, olá!

Hoje venho falar sobre mais essa fofura recebida em parceria com a @escritoramonicacosta e publicado pela @arpublishereditora

Em "Tem barulho no terreiro, intruso no galinheiro", acompanhamos a linda amizade entre Carol, Maricota e Colorido que são, na verdade, uma menina e seus bichinhos de estimação: uma galinha e um galo.

Com leveza e transbordando simplicidade, a autora nos transporta para uma vida no interior, em contato com a natureza e sem o barulho das grandes cidades.

O galo é o rei do terreiro, até que, um dia, tentam leva-lo embora. O pai de Carol sai em sua busca e não retorna até encontra-lo.

Esse é o quarto livro da Monica que leio e continuo me surpreendendo com sua capacidade de combinar palavras e acontecimentos tão simples e transformar em histórias tão doces.

Nesse, com a presença de rimas, a escrita ficou bem poética e ainda mais bonita.

As ilustrações dão o ar da graça, minha filha adorou e eu recomendo muito a leitura.

E você, curtiu a história? Deixe nos comentários!


#PRACEGOVER: Caricatura da Karla com
escrito "Matéria de Karla Samira"



18 de janeiro de 2022

[Resenha] Paragon

  

#pracegover Fundo de paisagem de deserto, nome do autor à esquerda, título ao centro.


Sinopse: Tempo. Começo, meio e fim. Juventude, começo e fim. Paragon acordou com o fim. Jovens sentados na praia vendo o mar sem fim e o horizonte cheio de promessas, quando antes do começo chegou o fim. No negro da noite, no negro dos olhos, nos cabelos negros, nos olhos, na boca, a promessa de vida, de amor e de futuro. Como Caio poderia estar tão enganado? A vida, como o tempo, muda com o vento e o fim chega antes do começo . Bem-vindos a Paragon, onde tudo é para poucos e nada é para muitos.








Olá, pessoal! Tudo bem por aí?


Hoje trago as minhas impressões sobre Paragon, mais um conto do parceiro @selemeariel que me surpreendeu!


Aqui conhecemos Caio, que é guia turístico e trabalha mostrando a cidade a quem deseja conhecê-la.


E também Júlia, que precisa de um emprego e consegue a vaga para trabalhar em uma grande mansão de Paragon, onde residiam um casal e um cachorro.


Um romance se desenvolve entre os personagens, a quem me afeiçoei rapidamente.


Após algum tempo, fatos trágicos passam a ocorrer na mansão e, dali em diante, fiquei com a pulga atrás da orelha para descobrir exatamente quem havia dado causa a tamanho sofrimento.


Fiquei desconfiada de várias pessoas e tentei entender as possíveis motivações que cada um teria.


Ariel consegue conduzir o leitor ao auge do suspense e eu precisei ler tudo de uma só vez para desvendar a trama, pois a minha cabeça fervilhava, cheia de teorias a cada página lida.


E, como sempre, o autor trouxe um final inesperado, mas extremamente crível que me deixou impressionada. Adorei e super recomendo!


E você, curte contos de suspense? Comente aqui embaixo.


#PRACEGOVER: Caricatura da Karla com
escrito "Matéria de Karla Samira"


16 de janeiro de 2022

[Resenha] Ambiguidades

  

Foto do livro com marcador e caneta em formato de chave. A capa em P/B traz recortes de um tabuleiro de xadrez e silhuetas de pessoas em um local público. Nome da autora e título centrais.


Sinopse: Os contos do volume Ambiguidade pulsam e germinam em torno de universos que a autora vem trabalhando também em suas outras narrativas, como em seus romances. E, assim, os temas vão surgindo pouco a pouco, configurando alguns eixos temáticos. Um deles é a situação amorosa entre casais. Por exemplo, em “Odor”, uma mulher relata à filha os pecados e as traições do pai. Já “Morta-viva” apresenta uma protagonista que cobra do marido suas traições e mentiras, e ele, por sua vez, diz que ela perdeu o brilho. O tempo surge, porém, como um véu que cobre angústias e ressentimentos e até envolve a narradora, que observa um velho casal sentado em uma praça, testemunha seu desencontro e se confunde com ele. Algumas vezes, o sentimento amoroso adquire contornos de mistério, como em “Insulto”, em que um casal alimenta uma relação platônica em encontros semanais ao longo do tempo, até que o fantasma da morte e de um outro plano se revela no fim






Oi, oi!

Recebido em parceria com a autora, li Ambiguidades aos poucos. Adoro a escrita da @adri_ana_vieiralomar que conheci através de seu livro Aldeia dos mortos.

Aqui temos contos sobre a vida, a morte e o que se passa entre um acontecimento e outro.

Não é um livro fácil de ler, mas não pela escrita de Adriana, que é extremamente fluida. Acho que a dificuldade vem das coisas impensáveis e, ao mesmo tempo, possíveis e, até mesmo, prováveis.

Relações amorosas, decepções e sofrimentos. Marcas da infância dos personagens, vida e morte que acontecem e mudam totalmente os rumos das histórias.

Tudo isso nos é contado pelos personagens, que variam entre pessoas e objetos. Achei bem inusitado o fato de Adriana criar pensamentos para um fogão, por exemplo. Um objeto que observa um casal e conta ao leitor seus impressões sobre algo que acontecia na casa.

Esse e outros tipos de questões são abordados de forma a sugerir que tudo tem dois lados - e penso que, por isso, o título ambiguidades - de forma que fiquei com os sentimentos divididos.

Também gostei bastante de não haver julgamentos no decorrer das histórias. Senti que Adriana joga os acontecimentos e sentimentos e deixa com o leitor a parte de julgar quem agiu corretamente.

Considero impossível fechar o livro e não se colocar a refletir sobre a vida e a morte. E também sobre as ambiguidades com as quais nos deparamos durante o intervalo.

Para quem curte uma leitura um pouco mais densa e introspectiva, recomendo muito.

E aí, bateu curiosidade para ler os contos? Me fala aqui embaixo!

#PRACEGOVER: Caricatura da Karla com
escrito "Matéria de Karla Samira"


26 de março de 2021

[Resenha em vídeo da Karla] O que aconteceu com o lobo mau no final?

#PRACEGOVER: Capa do livro

Autora: Renata Morbeck
Ilustrador: Thassiel Melo
Editora: InVerso
Ano: 2020
Páginas: 28

Sinopse: Todas as pessoas em algum momento tiveram contato com o universo fabular de Chapeuzinho Vermelho e dos Três Porquinhos. No entanto, sobre o lobo, tudo que se sabe é que ele é mau. Assim, nesta história você conhece a filha do Lobo Mau, uma lobinha que sonha em ver seu pai se transformando em um Lobo Bom. Após uma conversa, os dois concluem que existe um longo trabalho pela frente. Então, eis que surge uma ideia perfeita. Adentre esse universo e saiba qual foi esse plano e se ele deu certo!



Olá, leitores do Pacote Literário!

A resenha de hoje é de O que aconteceu com o Lobo Mau no final, recebido em parceria com a Editora Inverso.

De autoria de Renata Morbeck, o livro tem ilustrações de Thassiel Melo.

Vem conferir aqui no vídeo todos os detalhes desse livro lindo e repleto de lições!!!




Vale muito a pena a leitura para adultos e crianças. Quem se interessar, pode acessar o site da Editora Inverso para adquirir e ler para as crianças que te rodeiam!

E você, curte livros infantis? Me conte aqui embaixo.

#PRACEGOVER: A capa traz os personagens citados e ao centro, título e nome da autora.

#PRACEGOVER: Caricatura da Karla com
escrito "Matéria de Karla Samira"


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