14 de janeiro de 2021

[Resenha da Karla] Um milhão de finais felizes

#PRACEGOVER: Capa do livro

Autor: Vitor Martins
Editora: Globo Alt
Ano: 2018
Páginas: 352


Sinopse: O Silêncio das Montanhas traz como protagonista os irmãos Pari e Abdullah, que moram em uma aldeia distante de Cabul, são órfãos de mãe e têm uma forte ligação desde pequenos. Assim como a fábula que abre o livro, as crianças são separadas, marcando o destino de vários personagens.
Paralelamente à trama principal, Hosseini narra a história de diversas pessoas que, de alguma forma, se relacionam com os irmãos e sua família, sobre como cuidam uns dos outros e a forma como as escolhas que fazem ressoam através de gerações. Assim como em O Caçador de Pipas, o autor explora as maneiras como os membros sacrificam-se uns pelos outros, e muitas vezes são surpreendidos pelas ações de pessoas próximas nos momentos mais importantes.
Segundo o próprio Hosseini, o novo título "fala não somente sobre a minha própria experiência como alguém que viveu no exílio, mas, também sobre a experiência de pessoas que eu conheci, especial os refugiados que voltaram ao Afeganistão e sobre cujas vidas tentei falar tanto como escritor quanto como representante da Organização das Nações Unidas. Espero que os leitores consigam amar os personagens de O Silêncio das Montanhas tanto quanto eu os amo".
Seguindo os personagens, mediante suas escolhas e amores pelo mundo - de Cabul a Paris, de São Francisco à Grécia -, a história se expanda, tornando-se emocionante, complexa e poderosa. É um livro sobre vidas partidas, inocências perdidas e sobre o amor em uma família que tenta se reencontrar.


Olá, leitores do Pacote Literário!

Hoje é dia de contar sobre essa que foi uma das minhas últimas leituras do ano passado. Quando eu já não esperava mais nada de 2020, chegou essa história e não só arrebatou o meu coração, mas entrou para as melhores leituras do ano!

Aqui vamos conhecer Jonas, atendente de uma lanchonete, em uma vida bem diferente da que seus pais sonhavam para ele. Aliás, vale ressaltar aqui que tive muita raiva do pai dele, aquela pessoa inútil e desagradável!

Jonas foi criado na Igreja, à qual sua mãe ainda frequenta e cobra que ele também compareça. Ocorre que Jonas se sente julgado ali dentro, por questões que, inicialmente, sequer sabia explicar porque sentia.

Na lanchonete, entre tantos clientes que chegam para serem atendidos por Jonas, eis que um ruivo barbudo lhe chama a atenção e, a partir de então, ele passa a seguir outros rumos em sua vida.

Várias coisas me chamaram a atenção neste livro, fazendo com que se tornasse um dos que mais curti em 2020. Amei a forma como o autor trata da amizade. Jonas tem alguns melhores amigos (amei Karina!). Jonas poder contar com eles quando mais precisa é, realmente, inspirador.

Outro ponto interessante foi como o autor trabalhou a questão da religião. Sem qualquer desrespeito, mas fiel em relação às convicções de Jonas, no meu modo de ver.

#PRACEGOVER: Fundo de páginas antigas, dispositivo Kindle com a capa do livro, caneta com borracha de arco-íris, marcador de pena, chaveiro de best friends



Jonas também é escritor e tem um caderninho de entrada para suas ideias de novas histórias – muito engraçado, por sinal! Depois que conhece Arthur (o “barba ruiva”), se dedica a uma história específica e a forma como ele a desenvolveu me deixou curiosa. Acho muito legal quando encontro um livro escrito dentro de outro livro, por isso curti muito!

Por fim, gostei demais do livro porque o autor foi muito feliz em colocar as questões de sexualidade de forma leve a todo momento. Afinal, nos apresentou um personagem inteiro, que vai muito além da sua sexualidade, é uma pessoa completa, com seus diversos dramas e questões sobre sonhos, estudos, carreira, amor, amizade... E fez tudo isso sem deixar de lado a questão da representatividade!

A escrita do autor é boa e fluida e a minha leitura foi surpreendentemente rápida. Chegando às cenas finais, li bem devagar porque fiquei com dó de finalizar!

Quer ler um romance LGBTQIA+? Já recomendo esse!

#PRACEGOVER: A capa do livro traz o desenho de parte de uma pessoa com um avental de cozinheiro, com título e nome do autor. 

#PRACEGOVER: Caricatura da Karla com
escrito "Matéria de Karla Samira"


12 de janeiro de 2021

[Resenha da Karla] O tatuador de Auschwitz

#PRACEGOVER: Capa do livro

Autora: Heather Morris
Editora: Planeta
Ano: 2018
Páginas: 240


Sinopse: Nesse romance histórico, um testemunho da coragem daqueles que ousaram enfrentar o sistema da Alemanha nazista, o leitor será conduzido pelos horrores vividos dentro dos campos de concentração nazistas e verá que o amor não pode ser limitado por muros e cercas.
Lale Sokolov e Gita Fuhrmannova, dois judeus eslovacos, se conheceram em um dos mais terríveis lugares que a humanidade já viu: o campo de concentração e extermínio de Auschwitz, durante a Segunda Guerra Mundial. No campo, Lale foi incumbido de tatuar os números de série dos prisioneiros que chegavam trazidos pelos nazistas – literalmente marcando na pele das vítimas o que se tornaria um grande símbolo do Holocausto. Ainda que fosse acusado de compactuar com os carcereiros, Lale, no entanto, aproveitava sua posição privilegiada para ajudar outros prisioneiros, trocando joias e dinheiro por comida para mantê-los vivos e designando funções administrativas para poupar seus companheiros do trabalho braçal do campo.
Nesse ambiente, feito para destruir tudo o que tocasse, Lale e Gita viveram um amor proibido, permitindo-se viver mesmo sabendo que a morte era iminente.


Olá, leitores do Pacote Literário!

Hoje é dia de falar sobre as impressões que eu tive desse livro que foi um dos que vocês escolheram para que eu lesse em 2021, no desafio dos 12 livros para 2021, realizado com as amigas Mãeliteratura e Mundinho da Hanna. Passem nos blogs para conferir as postagens delas.

#PRACEGOVER: Imagem com inscrições: "12 livros para 2021, Mãeliteratura, Mundinho da Hanna, Pacote Literário"



O livro vem nos contar sobre Lale, que se despede da sua família a caminho de um campo de concentração nazista.

Chegando lá, passa a desempenhar algumas funções e a pensar em como sobreviveria naquele inferno.

Ganha a vaga de tatuador que, apesar de enojá-lo por ter que marcar números nos corpos de outras pessoas, lhe daria alguma chance de ajudar a outros prisioneiros.

#PRACEGOVER: Fundo de página sobre a Segunda Guerra, papel com número, pulseira e anel dourados, livro em destaque.



E assim ele consegue comida, medicamento e outros itens essenciais para si e seus colegas.

Quando conhece Gita, seu coração dispara e, a partir de então, se decide a fazer qualquer coisa, absolutamente qualquer coisa para sobreviver àquele caos.

Para mim, o comportamento dele em todos os momentos mais difíceis foi o ponto alto do livro. Senti que ele não era apenas resignado, chegava a ser otimista, mesmo diante de tanto horror.

A frase dita pelo personagem principal diz tudo sobre a sua personalidade:

“Você vê seu mundo refletido em um espelho, mas eu tenho outro espelho.”

O final foi extremamente satisfatório para mim e terminei o livro verdadeiramente emocionada.

Vale lembrar que o livro se baseou em uma história real e a autora matou a minha curiosidade contando como foi o processo de escrita. Para fechar com chave de ouro, o prólogo me arrancou lágrimas pelo conteúdo e, sobretudo, por quem foi redigido.

A escrita da autora é fluida e me instigou a todo momento. Torci do início ao fim pelo casal e para que sobrevivessem juntos!

O que mais me marcou no livro foi que, apesar de retratar os horrores da Segunda Guerra Mundial, o livro vai muito além disso, nos dando acesso ao sentimento e pensamento dos prisioneiros e dos oficiais.

E, claro, ver um romance construído em meio a tudo isso foi realmente para aquecer o coração.

A edição da Editora Planeta traz uma capa lindíssima, marcante e condizente com a história. Excelente revisão, páginas amareladas e fonte confortável à leitura.

Em fim... uma história que vale a pena ser lida, que eu recomendo a todos.

#PRACEGOVER: A capa do livro tem fundo preto, com a foto de dois braços (marcados com números) de mãos dadas. Título e nome da autora ao centro.



#PRACEGOVER: Caricatura da Karla com
escrito "Matéria de Karla Samira"


11 de janeiro de 2021

[Resenha da Helô] Pollyanna & Pollyanna moça

#PRACEGOVER: Capa do livro

Autora: Eleanor H. Porter
Editora: Martin Claret
Ano: 2015
Páginas: 471

Sinopse: Uma grande história de amor e amizade. A infância e adolescência de uma menina se encontram em uma edição encantadora. Pollyanna e Pollyanna Moça são as duas grandes obras de Eleanor H. Porter, umas das mais famosas escritoras infantojuvenis dos Estados Unidos. Pollyanna conta a história da jovem menina que, ao ficar órfã, muda-se para a cidade para morar com a tia. Apesar de todos os desafios da vida, Pollyanna nos ensina que é preciso manter a felicidade, o amor e o bem. Em Pollyanna Moça, a jovem encontra muitas aventuras e conhece novos amigos, mudando a vida destes também.


Olá leitores!!!!

Hoje vim contar uma historinha (mais uma)!

Como já falei aqui e ali, cresci com muitos livros. Um belo dia, eu estava na sexta série (literalmente no século passado), a professora de Português deu uma tarefa: deveríamos escolher um livro, qualquer um que fosse, ler, e na data marcada, apresentar para a turma o livro lido e as nossas impressões. 

Cheguei em casa, contei para a minha mãe, que imediatamente veio com Pollyanna. 

Comecei a ler meio desconfiada, eu estava na idade de duvidar de tudo o que minha mãe dizia, e li Pollyanna e seu jogo do contente meio que sem dar a devida importância. Mesmo desdenhando, gostei do livro e li também Pollyana Moça.

Comentando no ballet (acostumem - se, foi e é minha segunda casa), uma das professoras pediu emprestado, depois a outra e eu nunca mais vi os livros. Inclusive Pollyana, além do jogo do contente, me ensinou uma lição importante: para não perder a amizade, não devemos emprestar livros.

#PRACEGOVER: Fundo de jornal, alce de pelúcia, livro ao centro.

Tempos depois reli e já surtiu outro efeito em mim, eu percebi que mesmo não tendo dado tanto valor com 11 anos de idade, com 16 o jogo do contente fazia parte da minha vida.

Acho que mensagem de estima e esperança, a gente não ensina, estamos ou não preparados para ela em determinado momento. 

Muitos e muitos anos se passaram e pouca coisa restou da Heloísa dos 16 anos, mas a forma de levar a vida, o olhar positivo sobre todas as coisas, ficou pra sempre.

Essa edição, que é bem colorida e que dá muita vontade de ler, eu ganhei de uma aluna do ballet (eu avisei!), ela também leu o livro na escola e me achou parecida com a personagem. É... parece que esse livro me marcou para sempre!

Recomendo a todos!

Até a próxima leitura!

E vocês, já leram ou querem ler Pollyanna?

#PRACEGOVER: A capa do livro tem fundo verde, o desenho de Pollyanna quando menina e quando moça. Ao centro, título e nome da autora.


#PRACEGOVER: Logo do Pacote Literário
Inscrição: "Matéria de Helô - Postado por Karla Samira"


© Pacote Literário ♥ 2020 - Todos os direitos reservados.