7 de abril de 2026

Resenha: A culpa deve ser do sol

  

Se você curte livros que trazem a realidade de forma crua mas dinâmica, de histórias que tratam da vida de pessoas comuns e em que, uma hora ou outra, você vai se identificar com alguma situação ou personagem, esse livro é para você! 

Recebi “A culpa deve ser do sol” em parceria, em virtude da leitura coletiva organizada com carinho pela LC Agência de Comunicação 

No livro, o autor Gustavo Alkmin reúne contos que mergulham no cotidiano, revelando recortes intensos - e, muitas vezes, desconfortáveis - da vida real.

São histórias em que os personagens estão frente a frente com escolhas, consequências e emoções que trazem muita identificação — ainda que, nem sempre, queiramos admitir.

Me chamou a atenção a riqueza de detalhes e a coerência na criação dos personagens trazidos no livro, sem estereotipação e com extrema humanidade.


Aqui, encontramos contos sobre os mais diversos assuntos: infidelidade, violência contra a mulher, polarização, maternidade solo, solidão, relações familiares… e como tudo isso pode levar uma pessoa ao alto da montanha ou ao fundo do poço.

Em alguns momentos, horrorizada ou surpresa com a atitude de alguns personagens, eu me perguntava: será que, nessa situação, eu reagiria da mesma forma?

A escrita do autor é extremamente clara e fluida, gostosa de ler, e me prendeu muito do início ao fim. Além disso, de forma sutil, irônica e bastante crítica, ele também aponta as desigualdades e os absurdos da sociedade brasileira.

Já tive a oportunidade de ler "O futuro te espera" (tem resenha no feed) do mesmo autor - premiado como o melhor livro de contos do ano pela UBE-RJ (União Brasileira de Escritores) -  e, mais uma vez, me vi completamente envolvida pela sua escrita. 

O livro, que está disponível para compra na Amazon, traz reflexões muito importantes e, para mim, Gustavo Alkmin se firma como um dos melhores contistas brasileiros da atualidade.

Já leu ou ficou com vontade de ler? Me conta aqui! 





2 de março de 2026

Resenha: O peso da inexistência

 



Marcante!


Recebido em parceria com a LC Agência de Comunicação em razão da leitura coletiva, O peso da inexistência, de Amelia Greier nos apresenta uma mulher sem nome, dentro de uma rotina exaustiva de sustentar a própria casa, enquanto tenta manter tudo funcionando. Entre tarefas, urgências e silêncios, o tempo escorre — e a vida parece sempre acontecer fora dela.

A protagonista não ter nome é, para mim, uma escolha simbólica poderosa: ela está viva, faz de tudo para sobreviver, mas não consegue existir para si. Nunca há um minuto disponível — o tempo sempre falta.

 Com três filhos pequenos e um marido que acabou de ficar desempregado, o livro trata do luto silencioso pelo que se perde quando a estabilidade acaba. Essa fase desorienta, cansa e, muitas vezes, esvazia à pessoa e às suas relações.

O livro está repleto de dramas familiares extremamente reais - do jeito que eu gosto. Entre as demandas constantes, a protagonista mal é vista — e, ainda assim, é a espinha dorsal da família, sem reconhecimento algum.

 Outro ponto central é a contradição social imposta às mulheres: criar filhos como se não trabalhassem e trabalhar como se não tivessem filhos, o que é trazido de forma brilhante na pele da protagonista. Um tema atual e incômodo, que ajuda a explicar por que tantas mulheres hoje repensam a maternidade.

A edição em capa dura, com ilustração que dialoga com a história, além de valorizar a leitura. A autora Amelia Greier demonstra talento e sensibilidade, e eu espero ler outros trabalhos seus. Recomendo fortemente!

29 de setembro de 2025

Resenha: O pijama de Nina

 


Bora falar sobre livros?

Recebi "O pijama de Nina", da @multi.leitura de autoria de @geovana.csantos publicado pela @literissimaeditora e hoje trago para vocês as minhas impressões.

Aqui conhecemos Nina, uma menina pré-adolescente que está vivendo o período de transição entre a infância e a maturidade.

Durante as festas de fim de ano em sua casa, com familiares reunidos para comemorar o Natal, ela mergulha em reflexões profundas sobre si mesma, sobre o seu lugar no mundo, sobre os seus próprios sentimentos.

Ela ganha de presente um pijama do seu tio, que é muito observador e que costuma dar presentes bem mais pessoais. Então, ela pergunta para ele a respeito do presente. E é muito interessante a conversa que eles têm a partir disso.

Está também presente no livro o incômodo da Nina com as comparações entre ela, o seu primo Raul e também com sua irmã e com outras pessoas quando tinham a mesma idade.

Nina é cobrada sobre sua falta de organização, seu destempero em algumas situações e achei interessante porque, na vida real, são cobranças que não deixam de ocorrer ao longo de toda a trajetória humana.

Eu achei um livro extremamente sensível e perfeito para pré-adolescentes que estão iniciando a jornada de construção da própria identidade.

É um momento muito delicado para identificar e se permitir viver as emoções que fluem a todo momento, e eu entendo que esse tipo de leitura pode auxiliar, por trazer o exemplo de Nina.

O livro tem uma escrita mais poética, contemplativa e introspectiva, mas para mim, a leitura fluiu normalmente.

Para fechar com chave de ouro, as ilustrações da @marianatavaresart dão um tom de emoção e trazem, de uma forma muito significativa, as memórias evocadas por Nina.

Assim, super recomendo!

E você, curtiu a resenha? Ficou com vontade de ler? Indica outros livros para pré-adolescentes? Me conta aqui embaixo.

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