23 de outubro de 2020

[Resenha da Karla] Os leões de Bagdá


#PRACEGOVER: Capa do livro

Autor: Brian K. Vaughan
Editora: Intrínseca
Ano: 2008
Páginas: 140
Minha classificação: 5/5

Sinopse: Em seus premiados Y: O Último Homem e Ex Machina (eleito pela revista Entertainment Weekly como um dos melhores títulos de ficção de 2005), o roteirista Brian K. Vaughan mostrou-se capaz de entender tanto o instinto de sobrevivência quanto as nuances políticas do mundo moderno. Agora, nesta surpreendente graphic novel, Brian retrata as ruas destroçadas pela Guerra do Iraque.
Na primavera de 2003, um bando de leões escapou do Zoológico de Bagdá durante um bombardeio norte-americano. Perdidos, confusos, famintos e finalmente livres, os quatro leões perambularam pelas ruas destruídas de Bagdá numa batalha pela sobrevivência. Retratando o drama dos animais, Os Leões de Bagdá levanta algumas questões sobre o verdadeiro significado da liberdade - ela pode ser presenteada ou apenas conquistada por meio de luta e sacrifício?
Inspirado-se numa história real, Brian K. Vaughan e Niko Henrichon criaram um ponto de vista único sobre a vida durante a guerra, lançando luz sobre esse conflito como apenas uma graphic novel é capaz.

Olá, leitores do Pacote Literário!

Para quem curte HQ, a resenha de hoje é a indicação certa!

Os Leões de Bagdá, publicado pela Panini Comics, é um livro fantástico, que traz uma situação um tanto inusitada e triste, na qual eu nunca havia parado para pensar.

Para onde vão os animais do zoológico quando uma guerra acaba de estourar?

O livro é protagonizado por leões de um zoológico do Iraque que conseguem escapar das jaulas após um bombardeio dos Estados Unidos acabar de acontecer no país.

Antes, porém, da fuga, observamos uma discussão entre esses leões que, inevitavelmente, falam sobre suas noções de liberdade e proteção ali dentro e como será do lado de fora das grades.

Essa discussão me tocou muito porque entendi como uma metáfora para os humanos que, diante de uma situação de guerra, literalmente também não sabem para onde correr, nem como se proteger e vivem em constante estado de uma falsa liberdade.

Inclusive um ponto interessante a se ressaltar é, de uma forma ampla, se alguma guerra é capaz de, realmente, resolver algum problema entre países, libertar um povo e, em última análise, "melhorar o mundo", em algum nível.

Particularmente, penso que não, pois, quando vão para a guerra, todos os envolvidos saem perdendo.

O livro nos presenteia, então, com a jornada que os leões precisam enfrentar, muitas vezes sendo obrigados a se separarem, em outras tendo que lutar com inimigos muito maiores e, claro, mostra o sofrimento de todos diante das perdas que acontecem ali.

#PRACEGOVER: Fundo de livros, 2 vasos artesanais, flores amarelas e o livro ao centro.



No decorrer dessa caminhada, temos acesso aos sentimentos e pensamentos dos leões, de suas lembranças e dos princípios que regem a vida selvagem, o que achei muito pertinente.

Achei muito interessante também como o autor abordou a relação daqueles animais selvagens com o homem, sendo que, até aquele momento, as únicas pessoas a quem eles tinham acesso eram seus tratadores no zoológico e cada um tem uma imagem a respeito do ser humano.

Baseado em fatos reais, foi uma leitura deliciosa, mas bem dolorida, que, como vocês puderam perceber, me trouxe muitas coisas sobre as quais refletir.

A edição da Panini Comics é lindíssima e traz ilustrações lindíssimas e muito reais, além de diálogos de alta qualidade e fáceis de compreender.

Eu não tenho o hábito de ler muitas HQ´s, mas essa me pegou de jeito e eu recomendo a todos!

E vocês, gostaram? Têm outras HQ´s com temas fortes para me indicar? Me contem nos comentários.

#PRACEGOVER: A capa do livro tem fundo em tons de laranja e traz o close de dos olhos e focinho de um leão. Abaixo, a imagem que remete a uma cidade destruída e leões passando. Os nomes do autor e ilustrador no início da página e o título centralizado em letras grandes.




#PRACEGOVER: Caricatura da Karla com
escrito "Matéria de Karla Samira"




21 de outubro de 2020

[Resenha da Karla] A escuta de um coração

#PRACEGOVER: Capa do livro

Autoras: Flávia Machado/Karine Gomes
Editora: Inverso
Ano: 2020
Páginas: 142
Minha classificação: 5/5

Sinopse: A ESCUTA DE UM CORAÇÃO é um compilado das experiências de um terapeuta, sejam elas imaginadas ou vivenciadas entre as quatro paredes do consultório e fora dele. De forma objetiva, mas também poética e acolhedora, autora e coautora abordam questões existenciais de grande impacto nos dias de hoje, trazendo, além de reflexões, luz para momentos tão delicados pelos quais muitas pessoas passam. A linguagem acessível garante o vínculo com o leitor, como uma conversa entre amigos.


Olá, leitores do Pacote Literário!

Hoje é dia de resenha de A escuta de um coração, livro recebido em parceria com a Editora Inverso.

Eu assisti à live de lançamento do livro pelo Instagram da Editora e gostei muito da forma como Flávia Machado e Karine Gomes falaram sobre o processo de produção dos textos que estavam no livro.

Ambas autoras terapeutas, elas de fato abriram seus corações, proporcionando ao leitor a experiência de saber um pouquinho mais sobre o que se passa dentro de um consultório de Psicologia.

Em contos que variam os temas, por sempre se tratarem de pacientes e atendimentos diversos, as autoras nos falam das dores humanas, que muitas vezes alteram o comportamento da pessoa ainda na infância.

Alguns contos também se referem a passagens fora do consultório, mas que retratam igualmente, as vivências e dores do dia-a-dia.

Esse livro me fez refletir muito sobre alguns aspectos da vida.

Primeiramente, notei a semelhança entre vários casos que se tratavam do excesso do uso de telas (celulares, TV, videogames) e do que a falta que a atenção dos pais fazem nas vidas das crianças.

#PRACEGOVER: Karla sorri e segura o livro ao lado do rosto, próximo à orelha.


A falta que faz às crianças brincarem ao ar livre, para experimentar novas sensações é gritante e, não raras vezes, refletem diretamente no comportamento (inadequado) delas.

Outro ponto importante também tem a ver com a infância. Na realidade, no quanto a criança que fomos impacta no adulto que somos hoje. Costumes, hábitos, memórias de vivências que nunca mais saem da nossa cabeça e que também refletem em nossos comportamentos atuais.

Elas ressaltam em alguns contos, também, a dificuldade das escolas (que representam a sociedade em geral) em aceitarem as diferenças. E lutam, de todas as formas, para que haja, de fato, acessibilidade para todos o que, de alguma maneira, não se enquadram num "padrão" imposto.

A escrita das autoras é fluida  e poética. Cada conto lido, aguçava a minha curiosidade 
para ler o próximo. E quanto terminei de ler todos, me senti mexida, como se tivesse acabado de sair de uma sessão de terapia. Pois lendo, pude rever aspectos da minha vida e da minha infância também!

Os contos são curtos, mas de uma profundidade incrível e me emocionaram, me colocaram para pensar e me arrancaram alguns sorrisos.

A edição da Editora InVerso tem uma lindíssima capa. O tom das páginas é amarelado e o tamanho da forte é confortável à leitura. A revisão também está perfeita.

Um livro bem gostoso de ler, sensível e bonito, tudo na dose certa para me causar esse encantamento.

Recomendo muito a todos, sobretudo a quem trabalha na área, faz ou tem filhos que façam terapia. 

E vocês, já leram algum livro que retrate questões de infância ou de consultório terapêutico? Me contem nos comentários.

#PRACEGOVER: A capa do livro tem fundo parte avermelhado e parte uma mistura de cores. Acima, os nomes das autoras e ao centro, o título.



#PRACEGOVER: Caricatura da Karla com
escrito "Matéria de Karla Samira"


18 de outubro de 2020

[Resenha da Dani] Mulherzinhas

#PRACEGOVER: Capa do livro

Autora: Louisa May Alcott
Editora: Martin Claret
Ano: 2019
Páginas: 682
Minha classificação: 5/5

Sinopse: Talvez você não tenha ouvido falar de Louisa May Alcott, mas deve ter ouvido a respeito de Jane Austen. Pode ser que não tenha visto o filme “Adoráveis mulheres” de 1994, estrelando Winona Ryder, mas talvez tenha visto “Lady Bird” de 2017, dirigido por Greta Gerwig. Ao longo das páginas de Mulherzinhas, o leitor entenderá o que une essas obras: fortes personagens femininas que marcaram e continuam a marcar gerações. Acompanhe as aventuras, dores, desilusões amorosas, perdas e aprendizados das irmãs March e descubra o que torna esse livro um dos mais queridos e relevantes da literatura mundial.

Ei, leitores!

Vocês gostam de clássicos? Eu amo! Gosto de entender de onde vêm as referências feitas em outras obras, além da riqueza cultural que os acompanha. Tenho listas de grandes sucessos nacionais e internacionais que pretendo devorar. Então, espero que sua resposta tenha sido sim, porque provavelmente esta será a primeira de muitas resenhas de clássicos escrita por mim. 

Hoje venho contar sobre Mulherzinhas, livro de Louisa May Alcott, publicado pela Editora Martin Claret. Eu ainda não tinha ouvido muito sobre este livro, mas ele faz parte da minha listinha e o nome me chamou a atenção. 

A história se passa no Estados Unidos do século XIX. Nossas protagonistas são Meg, Jo, Beth e Amy. As quatro irmãs March, que tiveram suas vidas muito afetadas por conta da guerra. Seu pai, um aristocrata falido, teve que deixar sua amada família para lutar por seu país; e sua mãe faz o que pode para criar da melhor forma possível suas queridas filhas.

Meg, é a primeira das quatro irmãs. Delicada e apaixonada. Ela sonha com o dia que sua família voltará a ter dinheiro, para ela poder comprar os melhores vestidos e participar de todos os bailes da alta sociedade.

Jo, minha favorita; é sonhadora e aventureira. Ela só queria ter mais livros do que é capaz de ler (mais alguém se identifica?) e um dia, quem sabe, poder viajar para viver aventuras tão fantásticas quanto as de seus livros.

#PRACEGOVER: Fundo neutro, roda de madeira, livros empilhados onde se apoia o celular com a capa do livro. Em volta, flores, potes de tinta e porta jóias.



Beth, é um doce! A mais tímida, mas também a mais carinhosa das irmãs. Ela ama cantar e tocar seu velho pianinho, ama os animais e a cima de tudo, sua família. Ela sonha com o dia que seu querido pai voltará da guerra.

Amy, é a artista caçulinha da família. Ela gosta muito de pintar, fazer esculturas e de palavras difíceis. É uma graça!

A história se desenrola junto com as meninas. Acompanhamos seus primeiros amores, suas primeiras decepções, seus sucessos, fracassos, suas dúvidas, medos e alegrias. É uma leitura extensa, porém leve.

Eu li um áudio livro, dividido em duas partes e gostei bastante da primeira. A segunda achei mais parada, mas não chega a ser ruim. Os personagens secundários também não deixam a desejar! A mãe das meninas é uma mulher muito sábia e forte. Também gosto dos vizinhos delas, que vocês vão conhecer.

Mas para mim o maior destaque é Jo. Ela é totalmente fora dos padrões da época. Adora usar calças, prefere os livros do que os meninos... ela é demais!

Curtiram? Já leram? Se sim, me contem qual a favorita de vocês e porque a Jo. Hehe. 

Até a próxima!

#PRACEGOVER: A capa do livro tem fundo neutro, título e nome da autora acima  e os desenhos de 4 mulheres.


#PRACEGOVER: Logo do Pacote Literário, inscrição: 
"Matérias de Dani, Postado Karla Samira"

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