18 de junho de 2026

Resenha: Na estação que paramos

 


Recebido em parceria com a LC Agência de Comunicação  em razão da leitura coletiva, "Na estação que paramos", de Eduardo Armelin traz a história de David, um investigador de polícia passando por várias turbulências pessoais e profissionais.

A partir de um fato totalmente aleatório - um bebê é deixado com ele no metrô - muita coisa se desenrola e cresce dentro dele a vontade de ser pai através da adoção.

Ele acabou de romper com a esposa que, ainda por cima, lhe traz notícias bombásticas. Para completar, um outro policial tenta acabar com a sua carreira.

O enredo se desenvolve em torno das relações de David, sobretudo entre familiares, amigos e colegas de trabalho. Ele tem boas pessoas em torno de si, mas isso não é o bastante para evitarem-se conflitos e conversas difíceis.

Para mim, o livro, que está disponível para compra na Amazon, retrata muitas cenas que poderiam ser vividas por qualquer um de nós - dentro do contexto de cada um - com acontecimentos que trazem identificação com qualquer pessoa que precisa tomar decisões complexas.

Gostei muito da mensagem que o autor traz, de que os caminhos da vida são repletos de obstáculos e que cabe a cada pessoa decidir pelo que vale a pena  lutar, mesmo que não estejamos no controle de tudo - como, muitas vezes, queremos! E que, apesar disso, não devemos desistir dos nossos sonhos.

Adorei a leitura e recomendo!

E você, já leu alguma história com a temática adoção? Me conta aqui embaixo.


7 de abril de 2026

Resenha: A culpa deve ser do sol

  

Se você curte livros que trazem a realidade de forma crua mas dinâmica, de histórias que tratam da vida de pessoas comuns e em que, uma hora ou outra, você vai se identificar com alguma situação ou personagem, esse livro é para você! 

Recebi “A culpa deve ser do sol” em parceria, em virtude da leitura coletiva organizada com carinho pela LC Agência de Comunicação 

No livro, o autor Gustavo Alkmin reúne contos que mergulham no cotidiano, revelando recortes intensos - e, muitas vezes, desconfortáveis - da vida real.

São histórias em que os personagens estão frente a frente com escolhas, consequências e emoções que trazem muita identificação — ainda que, nem sempre, queiramos admitir.

Me chamou a atenção a riqueza de detalhes e a coerência na criação dos personagens trazidos no livro, sem estereotipação e com extrema humanidade.


Aqui, encontramos contos sobre os mais diversos assuntos: infidelidade, violência contra a mulher, polarização, maternidade solo, solidão, relações familiares… e como tudo isso pode levar uma pessoa ao alto da montanha ou ao fundo do poço.

Em alguns momentos, horrorizada ou surpresa com a atitude de alguns personagens, eu me perguntava: será que, nessa situação, eu reagiria da mesma forma?

A escrita do autor é extremamente clara e fluida, gostosa de ler, e me prendeu muito do início ao fim. Além disso, de forma sutil, irônica e bastante crítica, ele também aponta as desigualdades e os absurdos da sociedade brasileira.

Já tive a oportunidade de ler "O futuro te espera" (tem resenha no feed) do mesmo autor - premiado como o melhor livro de contos do ano pela UBE-RJ (União Brasileira de Escritores) -  e, mais uma vez, me vi completamente envolvida pela sua escrita. 

O livro, que está disponível para compra na Amazon, traz reflexões muito importantes e, para mim, Gustavo Alkmin se firma como um dos melhores contistas brasileiros da atualidade.

Já leu ou ficou com vontade de ler? Me conta aqui! 





2 de março de 2026

Resenha: O peso da inexistência

 



Marcante!


Recebido em parceria com a LC Agência de Comunicação em razão da leitura coletiva, O peso da inexistência, de Amelia Greier nos apresenta uma mulher sem nome, dentro de uma rotina exaustiva de sustentar a própria casa, enquanto tenta manter tudo funcionando. Entre tarefas, urgências e silêncios, o tempo escorre — e a vida parece sempre acontecer fora dela.

A protagonista não ter nome é, para mim, uma escolha simbólica poderosa: ela está viva, faz de tudo para sobreviver, mas não consegue existir para si. Nunca há um minuto disponível — o tempo sempre falta.

 Com três filhos pequenos e um marido que acabou de ficar desempregado, o livro trata do luto silencioso pelo que se perde quando a estabilidade acaba. Essa fase desorienta, cansa e, muitas vezes, esvazia à pessoa e às suas relações.

O livro está repleto de dramas familiares extremamente reais - do jeito que eu gosto. Entre as demandas constantes, a protagonista mal é vista — e, ainda assim, é a espinha dorsal da família, sem reconhecimento algum.

 Outro ponto central é a contradição social imposta às mulheres: criar filhos como se não trabalhassem e trabalhar como se não tivessem filhos, o que é trazido de forma brilhante na pele da protagonista. Um tema atual e incômodo, que ajuda a explicar por que tantas mulheres hoje repensam a maternidade.

A edição em capa dura, com ilustração que dialoga com a história, além de valorizar a leitura. A autora Amelia Greier demonstra talento e sensibilidade, e eu espero ler outros trabalhos seus. Recomendo fortemente!

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