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23 de julho de 2020

[Entrevista] Mariana Tibo


#PRACEGOVER: Montagem com a foto do autor em preto e branco
e a inscrição "Entrevista MARIANA TIBO"


Olá, leitores do Pacote Literário!

Hoje é dia de entrevista por aqui! A entrevistada de hoje é Mariana Tibo, autora de Curtos e surtos, cuja resenha saiu neste post.

Vamos às perguntas?

- Quem é Mariana Tibo?

Mariana Tibo ou Mari Tibo como sou mais conhecida. Sou uma pessoa que busca sempre a saúde mental, minha e da pessoas ao meu redor. Sou Psicóloga e Pedagoga de formação, trabalho com Artes na Educação Infantil e escrevo bastante. Com o tempo aprendi o poder da resiliência e como na vida, além da morte, temos a certeza da mudança, esse termo passou a ser parte do que me proponho. Acredito na mudança de cada ser humano e no poder de criação que temos, assim como a flexibilidade em lidar com problemas. O autoconhecimento, pra mim, é a grande resposta para uma vida saudável. 


- Quando e como começou a escrever?

Sempre escrevi desde que comecei a escrever , rs. Antes disso, eu escrevia com desenhos. O ato de escrever deve ser aprimorado com a prática e leituras de todos os tipos. Hoje olho pros meus textos e consigo identificar sua evolução. Indico à todos a prática da escrita. 


- Fale um pouco sobre seu livro “Curtos e surtos”.

O livro Curtos e Surtos se consagrou no ano passado, é um apanhado de vivências que registrei com a escrita durante anos. O nome do livro faz menção à curto circuito, a textos curtos em formato crônica e minha experiência com o surto. O livro é um convite ao leitor que irá se aventurar numa escrita que representa ao máximo uma mente Bipolar, tentando se organizar em meio ao caos da vida e sentimentos. Como explico na introdução, não há passagem lógica ou cronológica, apenas a busca pela organização interna.


- Seu livro é sobre a sua vivência com o Transtorno Bipolar. Em seu entendimento, escrever te ajudou a melhorar, ou seja, o livro fez/faz parte do seu tratamento?

Escrever pra mim é existir. Não me foi aconselhado como tratamento, mas eu indico sempre. Minhas vivências com o Transtorno Bipolar não me rotulam, lembrando sempre que um diagnóstico não é feito pra isso e sim para auxiliar o médico no melhor tratamento. Com a prática da escrita e com o poder de ajuda e esclarecimento que o livro carrega, muitas pessoas me procuram, principalmente em momento de crise. Vale ressaltar que eu não ajudo por ajudar e sim porque a liberação do outro tem a ver com a minha. O mundo é uma via de mão dupla. Já deixo uma dica a quem faz qualquer tipo de tratamento, não o abandone sem o consentimento do seu médico. 


- Qual o seu próximo projeto?

Estou trabalhando no próximo livro que não necessariamente tem a ver com o Transtorno Bipolar, mas, talvez, com a quantidade de remédios que tomo e sua repercussão em minha vida. Ainda trabalho com crônicas, mas de uma forma diferente. Assim que o projeto sair, ou "tomar corpo" irei divulgar. 


- Deixe um recadinho aos leitores do Pacote Literário.

Olá, leitores do Pacote Literário! Prontos pra uma aventura intensa, profunda e poética? Leiam Curtos e Surtos e entrem em contato comigo pelo e-mail curtosesurtos@gmail.com ou pelo insta @curtosesurtos e vamos conversar! Agradeço o espaço!



Espero que tenham gostado da entrevista! Caso tenham mais perguntas para Mariana, ela ficará feliz com sua visita através do seu Instagram.

Mari, o Pacote Literário agradece pela sua atenção e lhe deseja todo sucesso!



#PRACEGOVER: Caricatura da Karla com
escrito "Matéria de Karla Samira"

28 de abril de 2020

[Entrevista] com o autor Virgílio Magalde

#PRACEGOVER: Montagem com a foto do autor em preto e branco
e a inscrição "Entrevista VIRGÍLIO MAGALDE"


Olá, leitores do Pacote Literário!

Hoje é dia de entrevista por aqui! O entrevistado de hoje é Virgílio Magalde, autor de A Maria que não vai com as outras, cuja resenha saiu neste post.

Vamos às perguntas?

Quem é Virgilio Magalde de Azevedo?

Virgilio é um garoto de 33 anos que busca escrever o que sente e que se interessa por poesia, romance, livros, filmes e séries. Expõe seus trabalhos nas redes sociais, principalmente no instagram @virgilioescritor. Tem dois livros publicados, um de poesia chamado “Estado de Poesia”; outro de ficção chamado “A Maria que não vai com as outras”. É também professor e engenheiro eletricista.

Quando e como começou a escrever?

O livro começou a fazer parte da minha vida com 21 anos e com 30 comecei a escrever contos e romances. Mas muito antes disso já esboçava os meus primeiros poemas de um adolescente apaixonado, só que nunca tive coragem de leva-los para frente ou publicar.

Tem algum autor que você considere uma referência para o seu trabalho como escritor?

De clássicos, tenho um carinho especial por Machado de Assis, Guimarães Rosa e Fernando pessoa. Hoje em dia aprendo muito com Marcelino Freire e Valter Hugo Mãe.

Fale um pouco sobre “A Maria que não vai com as outras”. 

Maria é uma criança encantadora e que usa sua inteligência para questionar o que não concorda no mundo, em especial o mundo dos adultos. Ela tem tantas questões para serem respondidas que resolve criar um dicionário de adultos e dai nasce o livro “A Maria que não vai com as outras”. São pequenas histórias que acontecem na vida de Maria que levam ela a definir o amor, conflito, família, amigos, trabalho, vida e felicidade.


Dentre os personagens que você criou, tem algum personagem favorito ou com quem mais se identifique? 

A Maria, com certeza. Ela é uma graça, inteligente, esperta e bastante questionadora. Tem um dom natural para conquistar as pessoas e para liderança. Eu coloquei os melhores ingredientes nela (risos). 

Quanto às características dos personagens, você se inspirou em alguém que conhece?

Não especificamente, mas acho que quando a gente é criança sempre tem os nossos melhores amigos, os colegas da rua, os vizinhos que brigam, as crianças que são mais arteiras, outras mais quietas, etc. Me inspirei nesse coletivo basicamente. Ariano Suassuna também dizia isso, que suas obras eram baseavam nas cidades pequenas do interior que tem sempre um padre, uma beata, um louco, um bêbado, um casal infiel, vizinhos fofoqueiros, etc. Esse coletivo faz com que nos sintamos ‘’em casa”.

Qual o seu próximo projeto?

Tenho um livro de ficção pronto e estou em busca de uma editora e quero levar a Maria para o formato de livro físico e para os quadrinhos. 

Deixe um recadinho aos leitores do Pacote Literário.

Estamos no momento de uma quarentena e esse é um ótimo momento para trabalharmos a nossa imaginação, que tem uma relação direta com o nosso bem-estar e com a nossa saúde. Vamos ler livros, tem sempre um na fila esperando você. Qualquer coisa, a Maria está pronta também para te ajudar com a sua história e você pode encontra-la na Amazon (https://bitly.com/amariaa). Me siga em @virgilioescritor e nos vemos por lá. Muito obrigado por ter vindo até aqui e pelo seu tempo.




Espero que tenham gostado da entrevista! Caso tenham mais perguntas para Virgílio, ele ficará feliz com sua visita através do seu Instagram.

Virgílio, o Pacote Literário agradece pela sua atenção e lhe deseja todo sucesso!

#PRACEGOVER: Caricatura de Karla Samira
e inscrição "Matéria de Karla Samira"

24 de abril de 2020

[Entrevista] com a autora Val Armanelli


#PRACEGOVER: Montagem com a foto da autora e a inscrição: "Entrevista com
a autora VAL ARMANELLI"


Olá, leitores do Pacote Literário! Hoje é dia de entrevista por aqui!


Nossa entrevistada da vez é Val Armanelli, autora de As flores falam, cuja resenha já foi postada aqui no Pacote.

Vamos às perguntas?


- Quem é Val Armanelli?

Sou Ilustradora, poeta, artista visual, performer, professora e quadrinista independente. Ufa! 

Gosto de trabalhar com aspectos do feminino, com morbidez e delicadeza, contextos pesado e um traço doce, meu trabalho é marcado por fortes contrastes, seja nas cores ou na execução, no texto em contraponto com a imagem.

Sou autora dos quadrinhos Em FuGa! (2015) e As Flores Falam (2018), e dos livros ilustrados PSeudo poemas I - Amor (2016) e II- Desconforto (2017) e dos zines Solo (2019) e Agachar (2019).

Gosto muito de misturar coisas que a princípio podem parecer não ter a ver, como poesia e quadrinho. Gosto de criar esses espaços estranhos e cruzar públicos que muitas vezes não se encontram.


- Quando e como começou a escrever?

Eu sempre gostei de histórias. De ouvir, de ler, saber, de criar, contar. Lembro que comecei a gostar de poesia com Cora Coralina. Mas tinha também, como boa criança, uma queda pro fantástico. Aprendi a ler com um livro chamado “o segredo das fadas”, e isso gerou uma fixação. Eu realmente amava fadas. De ler e ouvir histórias e poemas pra começar a escrever os meus próprios foi um pulo.

Mas o engraçado é que considerar minha escrita como parte da minha produção artística veio muito depois. Eu não encarava meu texto com a mesma seriedade que encarava minha imagem -tanto que sou formada em artes e não em letras, rs- escrevia pra mim, ás vezes para desabafar, às vezes por “esporte”. Não deixava meu texto circular como fazia com a imagem. Principalmente por vergonha. Tenho déficit de atenção e erro muito coisas “bobas”; ortografia, digitação, até concordância, e tenho uma dificuldade enorme em revisar meu próprio texto.

Aqui entra um detalhe, uma pessoa muito importante nessa história. Eu tive um amigo e professor, o Lederson Nascimento. Pra ele mostrei muitos dos meus textos e poemas. Ele me ajudou bastante nesse ínicio. Corrigindo e editando meus textos. Um ano depois de termos iniciado essa dinâmica e quando estávamos combinando vários projetos colaborativos, ele morreu.

Bom, não preciso dizer que perder um grande amigo me deixou arrasada. Fiquei alguns meses sem conseguir escrever nada. sem conseguir reler meus textos e menos ainda os dele. Alguns meses se passaram e a faculdade me forçou a voltar pros projetos que havia começado. Com isso decidi criar coragem e começar deixar meu texto aparecer.


- Tem algum autor que considere uma referência para o seu trabalho como escritora?

Nossa, muitos, e são referências que se mesclam da literatura as artes visuais, muitos, pessoas que “vivem em cima do muro” como eu, que não decidem se escrevem ou produzem imagens. Acho que hoje meu texto, assim como minha imagem é um Frankstein de tudo que já li e vi, de tudo que vivi, de pessoas que conheci.

Uma orelhinha de Edgar Allan Poe, um olhinho do Lederson Nascimento, um dedinho da Norma de Souza Lopes, Uma mechinha de cabelo do Neil Gaiman, um dentinho de Ana Martins Marques. Uma balançadinha de pé do Craig Thompson e o jeitinho de espirrar do Augusto dos anjos.

Tem também um jeitinho de prender o cabelo da Julia Panadés e uma piscadela do Dave McKean -que é um ilustrador e desenhista na verdade, mas bom, conta histórias como ninguém- e ainda nessa de ilustradores que contam histórias como ninguém, Tem uma olhadinha da Ângela Lago e um abraço apertado da Marilda Castanha..


- Fale um pouco sobre “As flores falam”.

Sobre o “As Flores Falam”, bom, que livro difícil. eu tenho o péssimo hábito de ser tragada para dentro dos livros enquanto os faço. E esse me doeu do início ao fim.

Ele surge de ouvir relatos, de não saber lidar com a dor de pessoas próximas, pessoas que eu amo e me importo e a quem não posso proteger, de quem não posso mudar o passado, pegar no colo, cuidar. Tudo que eu podia, ou achava que podia fazer por essas mulheres era ouvir. Bom, logo eu descobri que enquanto artista tinha um jeito de honrar essas histórias.

E foi assim, meio dolorido, mas com muito carinho, com muito afeto, que surgiu o livro. Com ajuda e toques da Norma de Souza Lopes e com uma coragem que nem eu sei de onde tirei, pra botar essas dores no mundo, pra me arriscar num projeto de financiamento coletivo, e contar essas histórias tão doídas mas também tão preciosas para mim.


- Tem algum personagem favorito ou com quem mais se identifique nos seus livros?

Cada uma dessas mulheres me toca e é importante pra mim de uma forma, não consigo escolher entre elas. Acho que o máximo que consigo é dizer que dos personagens o que mais me orgulho é o desenho da Orquídea. Ali, naquela história, eu descobri coisas sobre meu desenho que vão me acompanhar numa nova fase do meu trabalho.


- Quanto às características dos personagens, você se inspirou em alguém que conhece?

Bom, a única mulher fictícia no livro é a Crisântemo. Dela, li o poema e imaginei uma história e uma saída pra ela. Amo o poema da Norma mas não gosto do lugar que essa mulher fica no fim do poema e tomei a liberdade de inventar meu próprio final. Achei que a Norma ficaria brava mas para minha sorte ela adorou!

As outras três são mulheres que eu conheço. A primeira história que escrevi foi a da Tulipa. Um dia, tomando café com essa viúva, ela começou a comentar sobre uma notícia de legalização de portes de armas. Ela parou. Ficou um tempo encarando a xícara de café, e quando voltou a falar, parecia que estava revivendo tudo aquilo. me contou essa história de um fôlego só.

Eu segurei a mão dela, com força para que não percebesse que estava tremendo. terminamos o café, conversamos amenamente. Assim que saí de perto dela chorei. Chorei e depois transcrevi o relato, de memória, o melhor que pude lembrar. tentando ao máximo replicar cada palavra que ela me contou. Assim com as outras duas, que me contaram suas histórias por áudio, que eu ouvi em loop enquanto desenhava.


- Qual o seu próximo projeto?

Meu próximo projeto se chama “Comida de Fada” e vai ser um financiamento coletivo também. Surgiu de um “conto macabro” que escrevi juntando alguns dos meus recentes estudos em contos infantis, memórias da minha própria infância e a peculiar obsessão com fadas que a jovem Valzinha tinha.

Disso saiu a história de uma menina que eu carinhosamente apelidei de ovelhinha. É uma garotinha solitária que mora com o pai numa área periférica. O pai trabalha o dia inteiro e ela, fica na companhia das fadas. As dos livros, claro, por que fadas não existem de verdade.

Ou será que existem? E se existem, será que são realmente doces e fofas, madrinhas, e bonitinhas? Serão elas gentis como a sininho ou algo mais sombrio? Que mistura, né?

Queria um projeto assim para trazer pro quadrinho a técnica de colagem que tenho trabalhado na ilustração. Um híbrido entre ilustração e quadrinho. A concepção e processo desse projeto tem sido um enorme desafio mas também muito gratificante. Mesmo pra mim que já tenho o hábito de tentar dar passos maiores que as pernas tenho achado que é um trabalho ousado. Com menos texto, muitas coisas sendo resolvidas somente na imagem e muitas, muitas cores e camadas.


- Deixe um recadinho aos leitores do Pacote Literário.

São tempos difíceis, se cuidem, cuidem dos seus, apoiem os pequenos, quem não tem grandes editoras, não têm grande circulação. Apoiem os escritores e artistas independentes. Fiquem bem. Fiquem em casa.

#PRACEGOVER: Dois pacotes de cor rosa  e ramos
de flores


Espero que tenham gostado da entrevista. Caso tenham mais perguntas para a autora, ela ficará feliz com sua visita através do seu Instagram.

Val, o Pacote Literário agradece pela sua atenção e lhe deseja todo sucesso!


#PRACEGOVER: Caricatura de Karla
e inscrição "Matéria de Karla Samira"

15 de abril de 2020

[Entrevista] com a autora Thaisa Lima

#PRACEGOVER: Montagem com a foto da autora (que traz um cachorro no colo)
e a inscrição "Entrevista THAISA LIMA"


Olá, leitores do Pacote Literário!

Hoje é dia de entrevista por aqui!

Nossa estrela de hoje é a autora parceira Thaisa Lima, por quem o Pacote tem um imenso carinho.

Vamos às perguntas?

Quem é Thaisa Lima?

Uma blogueirinha apaixonada por café e protetora ferrenha dos animais. Vegetariana, leitora compulsiva e faz qualquer coisa para ver a família feliz. Thaisa Lima é gente como a gente. (risos)

Quando e como começou a escrever?

Eu escrevo desde criança, mas nunca tive a intenção de publicar nada. Me tornei blogueira há 10 anos atrás, em um blog sobre o jogo World of Warcraft, depois passei a escrever sobre o universo literário também. Em 2016 comecei a escrever meu primeiro romance, como forma de terapia para me ajudar numa crise de depressão e luto, sem muitas pretensões de publicação, mas em 2018 a escritora nasceu junto com o Minha Resiliência. Incentivada por uma amiga, resolvi publicar meu primeiro livro e me surpreendi com a aceitação das pessoas.

#PRACEGOVER: Thaisa Lima sentada em uma cadeira preta. Ela tem a pele clara, cabelos castanhos pouco abaixo dos ombros, está de calça preta e blusa listrada de preto e branco.


Tem algum autor que você considere uma referência para o seu trabalho como escritora?

Eu sou fã de alguns autores e gosto de estudar a forma como eles escrevem. São eles: Stephen King, Diana Gabaldon e Harlan Coben (bem diferente do que costumo escrever, eu sei). Cada um tem algo que me chama atenção e me inspira. É, posso dizer que servem como referência sim.

Fale um pouco sobre seu livro “Minha resiliência”. 

O Minha Resiliência é um livro muito especial para mim. Não só pelo fato de ter sido meu primeiro romance, mas por ser uma autoficção e conter alguns elementos que aconteceram de verdade. É um livro que me acompanhou no pior momento da minha vida, onde eu não via saída e estava sofrendo muito. Ele é uma homenagem para a minha mãe e um lembrete de que toda tempestade, em algum momento, dá lugar ao sol. É um livro onde eu derramei meu coração, minha esperança, dor e amor.

Fale um pouco sobre a série de contos “Quatro estações”. 

Quatro estações é uma série introdutória para os meus próximos romances. Cada livro trata da história de um casal diferente, porém são histórias que se entrelaçam, pois todas se passam com pessoas que se conhecem e na cidade de Esperança. É uma série onde resolvi abordar alguns temas que julgo importantes no combate aos preconceitos diversos que existem na nossa sociedade. É uma série que está me dando um certo trabalho em escrever mas que tem me deixado muito orgulhosa do resultado.

Tem algum personagem favorito ou com quem mais se identifique nos seus livros? 

Todos os meus personagens são importantes e carregam alguma coisa de mim, mas a que mais eu me identifico é Maria Clara de Minha Resiliência. Emprestei pra ela a minha personalidade e as minhas dores...

#PRACEGOVER: Thaisa Lima tem a pele clara, cabelos castanhos longos, blusa vermelha.
De frente para a foto, traz em mãos um exemplar do seu livro Minha resiliência. Ao fundo, estante com livros.


Quanto às características dos personagens, você se inspirou em alguém que conhece?
Acho que todo autor sempre se inspira em alguém conhecido, seja um amigo, um amor, um parente, um vizinho ou mesmo algum caso que conheceu através dos jornais e internet. Eu gosto de me inspirar em pessoas que conheço para criar meus personagens e eu tenho alguns que foram criados assim, mas não posso falar quem são. Outros surgem em minha mente, prontinhos, me pedindo para contar suas histórias.

Qual o seu próximo projeto?

Atualmente estou trabalhando na série As quatro estações. Estou escrevendo o primeiro romance da série, o “Um outono de saudade” que é a continuação de “Aconteceu no outono”. Tenho mais alguns projetos de contos para esse ano também. Aguardem as novidades.

Deixe um recadinho aos leitores do Pacote Literário.

Eu só tenho a agradecer pelo carinho de cada leitor, em ler meus livros, acompanhar meu trabalho e me presentear com cada comentário sobre minhas obras. Obrigada por vocês existirem em minha vida, afinal eu não seria uma escritora sem os meus leitores.

Espero que tenham gostado da entrevista. Caso tenham mais perguntas para a autora, ela ficará feliz com sua visita através do seu Instagram.

Thaisa, o Pacote Literário agradece pela sua atenção e lhe deseja todo sucesso!

Caricatura de Karla Samira,
inscrição "Matéria de Karla Samira"

10 de abril de 2020

[Entrevista] com o autor Leandro Schulai

#PRACEGOVER: Montagem com a foto do autor
e a inscrição "Entrevista com o autor LEANDRO SCHULAI"


Olá, leitores do Pacote Literário!

Hoje é dia de entrevista por aqui!

Nosso entrevistado de hoje é Leandro Schulai, escritor e organizador editorial da Editora Andross.

Vamos às perguntas?

Me fale um pouco sobre você, sua paixão por livros, boas histórias e quando começou a se interessar por esse universo editorial.

Olá, é realmente curioso me fazer essa pergunta, pois tenho interesse por esse universo desde a adolescência quando iniciei a escrita do meu primeiro livro. Sou um apaixonado por livros desde pequeno e tudo eclodiu com Harry Potter, sou da geração com muito orgulho. 

Como e quando começou a escrever? 

Comecei aos dezesseis anos, estava no ensino médio e a professora pediu para a turma fazer uma redação e eu fiz usando os meus amigos da sala como personagens e o texto fez um baita sucesso. Isso ascendeu uma faísca em mim de que podia agradar as pessoas através da minha escrita e desde então comecei a criar ideias de como começar a escrever meu primeiro livro. Isso foi em 2002.

Me fale um pouco sobre seu livro Playlist.


Playlist nasceu na verdade de contos avulsos que escrevia para as coletâneas que organizava, atividade que falarei mais abaixo. Em determinado momento, percebi que coincidentemente usava músicas como pano de fundo para meus contos e que eles eram inspirados em suas letras. Nasceu daí a ideia do playlist, que é a união entre música e literatura, com a ideia de aproximar leitores de todos os gostos e até os que não são chegados a leitura, os quais são atraídos pela música e a curiosidade. São histórias inspiradas nas letras, clipes e ideias da canção e todos os contos retratam acontecimentos de uma década em específico.

Como começou seu trabalho como organizador de coletânea de contos?

Comecei em 2012, após conversar com o Edson Rossato, editor chefe da editora, a respeito de uma ideia para uma coletânea, que seria coletânea de contos de amor romântico. Na época havia dúvidas se a antologia atrairia a atenção dos escritores, mas tivemos êxito e desde então tenho organizado coletâneas para a editora todos os anos.



Fale um pouco sobre “Caixa de memórias”. 

Essa antologia é um projeto novo que visa homenagear pessoas queridas do nosso passado. Não são relatos ou diários, mas sim contos em que essas pessoas homenageadas sejam personagens e que possamos lembra-los da forma que eles eram. 



Fale um pouco sobre a série de contos “Fio Vermelho”. 

Fio Vermelho é uma linda lenda de Akai Ito onde diz que toda pessoa tem um fio que se conecta à outra e mesmo que o tempo, distância e ocasiões da vida as afastem, a vida sempre dará um jeito de uni-las em algum momento. Essa antologia visa mostrar o poder desse laço seja para a felicidade ou mesmo para a tragédia.

Qual é o critério para seleção dos contos para as coletâneas? Algumas vezes se leva mais em conta o poder de emocionar o leitor em comparação à capacidade técnica do autor? Ou ambos devem estar em equilíbrio?

Então, muitas vezes o conto faz a pessoa rir, refletir e não necessariamente emocionar. Existe uma estrutura mínima para o conto ser aceito que observa basicamente a estrutura, harmonia, construção de personagens, cenas, diálogos e veracidade do que está na trama. O conto pode ser sobre dragões andando em São Paulo, mas isso tem que fazer sentido naquele universo. Muitos contos possuem boas histórias, mas às vezes muito mal estruturados e meu trabalho é justamente ajudar os autores com essas estruturas deficientes.

Quais os seus próximos projetos?

Agora em 2020 finalizo e publico o terceiro volume da série playlist, agora focado nos anos 2000 para encerrar a série em 2021.

Deixe um recadinho aos leitores do Pacote Literário.

Agradeço o carinho, lavem as mãos e só saiam de casa em necessidade extrema. Faço o convite para conhecerem meus livros, tanto em ebook quanto físico, caso queiram me seguir só procurar por schulai em todas as redes que devem me encontrar. Grande Abraço!

Espero que tenham gostado da entrevista. Caso tenham mais perguntas para nosso entrevistado, ela ficará feliz com sua visita através do seu Instagram.

Leandro, o Pacote Literário agradece pela sua atenção e lhe deseja todo sucesso!

Caricatura de Karla Samira,
inscrição "Matéria de Karla Samira"


29 de março de 2019

Entrevista pré lançamento: Amanda Bonatti




Olá, queridos leitores!

É amanhã o lançamento de Nas Colinas de Dorsetshire, da querida autora parceira do blog, Amanda Bonatti.

Para comemorar o lançamento do livro e para que vocês, leitores, possam conhecer melhor a história, segue a entrevista coletiva com a Amanda, que nos conta tudo, mas deixa aquela água na boca pela leitura!

Vamos lá?

✓ Do que trata esse livro?
Nas colinas de Dorsetshire conta a história de Lolla Gibbons. Ela vive em Bincombe, na Inglaterra, com sua família. De origem humilde, ela se sente feliz com a vida que tem, porém a mãe é inconformada com a situação em que vivem. O pai tem muitas dificuldades financeiras e acaba entrando em um acordo com um homem muito mais velho do que a filha, entregando Lolla em casamento para este homem que grande fortuna. O futuro de Lolla se mostra então como a ruína de todos os seus sonhos, porém depois de muito relutar ela acaba aceitando o seu destino ao saber que os pais fariam algo de ainda pior se ela recusasse. Lolla parte então para Londres, para a casa do seu noivo, e lá conhece James, o gentil filho de noivo. Eles se apaixonam e começam a enfrentar várias tormentas em busca se viverem o seu final feliz.

✓ É uma série ou volume único?
Volume único.

✓De onde veio a inspiração para escrevê-lo?
Livros de romance de época são minha grande paixão. Só precisei unir a criatividade com todas as referências que me constituem enquanto leitora e escritora. Nesse livro há muito drama, como em Jane Ayre, e tem muito de Romeu e Julieta, de Shakespeare.

✓ Qual a origem do nome do livro?
Quando fui ambientar essa história, pesquisei lugares na Inglaterra que unissem a beleza natural do mar com o bucolismo das colinas. Encontrei Dorset e me encantei. Numa pesquisa mais detalhada descobri que na época em que ambientei a trama, o lugar chamava-se Dorsetshire.

✓ Quais as suas referências ao escreve-lo?
Neste livro minhas referências foram Romeu e Julieta, Jane Ayre e A senhora de Wildfell Haal.


✓ Você o apresentará na bienal do livro?
Sim, estarei no primeiro final de semana no estande da Coerência autografando Nas colinas de Dorsetshire.

✓ Está planejando novos livros depois desse lançamento? Quais?
Ps: se não for o da Eleanor, vai ter sangue u.u
Hhahaha. Com certeza vai ter Eleanor. Vai ter Eleanor antes do que todos imaginam (para a bienal!). Depois da bienal vou dar continuidade a um romance que estou desenvolvendo há dois anos, chamado Ubuntu e que tem como principais temas a reencarnação, reencontros. Falará sobre a escravidão também. 

✓ Como é seu processo criativo?
Sento-me junto ao computador quase todos os dias da semana, ao menos três horas por dia. Leio o que já escrevi, reviso e então escrevo mais um pouco. Tento não me afastar da história por muito tempo, para me manter conectada à trama. Às vezes faço pequenos roteiros.

✓ Quanto tempo levam as pesquisas sobre a época, locais e costumes, até finalizar o livro?
Vou pesquisando enquanto escrevo, então durante todo o período de escrita há pesquisa.

✓ Por que escolheu escrever romances de época?
É minha grande paixão. Sempre gostei mais de filmes e livros que retratassem outra época. Acho mágico. Adoro os cenários, costumes, vestes. E os romances... (suspiros).

✓ Como é criar as personalidades dos personagens, do mocinho ao vilão?
Adoro! Tento fazer com que todos os personagens sejam o mais perto do real…

Espero que tenham gostado da entrevista e, para quem quiser prestigiar o lançamento, será às 15 h do dia 30 de março, na Martins Fontes Paulista SP, na Avenida Paulista.

Amanda, o Pacote Literário deseja todo sucesso no lançamento de Nas Colinas de Dorsetshire e, claro, em breve faremos a leitura para trazermos a resenha aos nossos leitores!

Até a próxima!!!





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