25 de agosto de 2019

DESAFIO (JULHO): 12 livros, 12 países, 12 receitas



Olá, leitores queridos!

O post de hoje é de mais um desafio delicioso do qual o Pacote Literário decidiu participar, juntamente com o Blog Mãe Literatura e a amiga Claudia Vasconcelos!

Alinhei este desafio com o Desafio Volta ao Mundo, pois nesse também a ideia é inovar as leituras com autores de 12 nacionalidades diferentes.

Além disso, para este desafio, devemos fazer uma receita do país onde o autor nasceu!

Para o mês de julho, escolhi uma leitura bem pesada e forte, de um autor espanhol.

Sim, sim, o post está atrasado pois, como expliquei antes, tive um probleminha de saúde mas, após uma pequena cirurgia, estou de volta às leituras e ao blog que tanto amo!

O LIVRO:


A BIBLIOTECÁRIA DE AUSCHWITZ
Autor (a): Antonio G. Iturbe
Editora: Agir
Ano: 2014
Páginas: 366
Classificação: 4/5

Sinopse: Muitas histórias do horror e sofrimento testemunhados dentro dos campos de concentração nazistas são contadas e recontadas, já estão gravadas e arquivadas. É difícil, nesses relatos, encontrar atos de esperança e força diante de todo o mal registrado durante o Holocausto. 'A Bibliotecária de Auschwitz' é um livro diferente. É uma história verdadeira e cheia de detalhes a respeito de um professor judeu, Fredy Hirsh, que criou uma escola secreta dentro do bloco 31, no campo de concentração de Auschwitz, dedicando-se a lecionar para cerca de 500 crianças. Criou também uma biblioteca de poucos volumes com a ajuda de Dita Dorachova, uma menina judia de 14 anos que se arriscava para manter viva a esperança trazida pelo conhecimento e escondia os livros embaixo do vestido. É um registro de uma época sofrida da História, mas que também mostra a coragem de pessoas que não se renderam ao terror e se mantiveram firmes usando os livros como 'arma'. "


Resenha:

Como já falei repetidas vezes, adoro leituras da época da Segunda Guerra Mundial e esse livro é um misto de ficção com fatos reais que faz o leitor refletir a todo instante.

Narrado em primeira pessoa por Edita Adlerova (sim, o sobrenome dela está errado na sinopse do Skoob!!!), o livro nos conta dos horrores sofridos no campo de concentração nazista em Auschwitz (chamado campo familiar), mais especificamente, no bloco 31, onde muitas crianças aguardam o dia em que sua sentença de morte será concretizada.

O crime dessas crianças? Serem judias!

Mas, ao invés de simplesmente esperarem a morte chegar, com a ajuda de pessoas muito corajosas, dentre elas, Dita, essas crianças terão aulas, contação de histórias e uma pequena biblioteca para explorar e ajudar a passar esse tempo de confinamento e sofrimento.

Em tempos de guerra, livros são proibidos em todos os campos. Assim, a cada inspeção dos soldados nazistas, a coragem de Dita e dos demais fica mais clara: eles os escondem da melhor forma e demonstram, para além da obstinação por ensinar, seu amor pelos livros!

Estou bastante acostumada a ler sobre a Segunda Guerra, mas esse livro mexeu comigo não apenas pelo sofrimento habitual dos personagens, mas porque me identifiquei com alguns deles justamente por esse cuidado e proteção com a educação daquelas crianças.

Falta de comida, água contaminada, pragas diversas, maus tratos das autoridades e tantas outras atrocidades para se preocupar, mas Dita só tem uma coisa em mente: sua biblioteca!

O tom da narrativa é extremamente melancólico e isso traz tristeza para todas as páginas. A escrita do autor não é fluida e, repleta de detalhes, faz o leitor se perder caso não preste muita atenção a cada frase.

Fiquei feliz em descobrir que Edita é uma personagem real, ou seja, a existência dela não é ficção. Acompanhar sua vida tão difícil e sofrida nas páginas desse livro foi uma experiência emocionante!

Não há possibilidades de final feliz em livros que tratam sobre guerra, pois são marcas que ficam até em quem lê, quanto mais em quem passou por tudo aquilo!

Mas posso dizer que vale a pena manter as esperanças pelos personagens durante a leitura.

A edição da Editora Agir está impecável, sem erros de grafia ou de tradução. A capa lindíssima e triste tem tudo a ver com a história.

Recomendo a quem curte livros dentro da temática, mas leia com paciência para não perder nenhum detalhe...

A RECEITA:

Para o mês de julho, escolhi como receita típica da Espanha, a "tortilha", que retirei aqui. A tortilha espanhola é, praticamente, uma omelete de batatas e acompanha vários tipos de bebidas, é servida em lanchonetes e restaurantes a qualquer hora do dia!


Adorei o resultado! A cebola deu um sabor meio adocicado à receita e eu simplesmente amei!


Cláudia Vasconcelos, a Cau, escolheu Alemanha para o mês de julho!


Comentários da Cau: Alemanha foi o país escolhido este mês para o desafio #12livros12paises12receitas. O livro lido foi O Leitor, escrito pelo alemão  Bemhard Schlink. 
Uma história de amor entre Michael, um adolescente de 15 anos, descobrindo a vida, e Hanna, uma mulher misteriosa 21 anos mais velha. Eles vivem uma relação cheia de rituais, incluindo as leituras que Michael faz em voz alta de livros clássicos, a pedido de Hanna, todas as tardes na casa dela. Até que um dia, misteriosamente, Hanna desaparece. Anos mais tarde, estudante de direito, Michael vai assistir a um julgamento e descobre que Hanna é uma das acusadas por crimes de Guerra, e a partir dos depoimentos, um dos segredos que ela tanto tentou esconder, acaba se tornando claro pra ele, que vive o dilema de revelar este segredo para tentar salvá-la ou permanecer em silêncio respeitando sua vontade. Um livro extremamente envolvente, assim como o filme, estrelado por Kate Winslet (que ganhou o Oscar pelo papel) e Ralph Fiennes.

“Só que fugir mão é só correr de um lugar,mas também chegar a outro." 

Recorri a minha amiga Jenny, e sua boa vontade e origem alemã, para me ensinar uma receita típica da Alemanha, e preparei Schweinekoteletts Mit Kartoffelsalat, que consiste em Bistecas de porco com molho e salada de batatas. Ficou tudo delicioso, especialmente o molho!

E aí? Você já leu os livros mencionados ou já fez alguma dessas receitas? Ficou com água na boca? Me conte nos comentários!

Voltaremos em poucos dias com novos livros e receitas para o desafio de agosto!





    



3 comentários:

  1. Que post mais saboroso, Karlinha!
    AMEI suas escolhas e as da Cau também.
    Fico muito feliz que vocês estejam firmes neste desafio tão bacana!!
    O livro está na minha lista também
    Bjs
    Claudia

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  2. Opa, que interessante! Já tinha ouvido falar do livro espanhol e já experimentei tortilla (ainda não sei se gosto, rsrs), mas as indicações alemãs foram novidade para mim. Nem vou tentar pronunciar o nome do prato hahaha. Adoro quando vocês postam sobre esse tema (culinária e livros), e aprendo muito com suas publicações. Beijos.

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  3. Que graça de post! Amei a ideia, como fazia algo parecido em um blog que participei, fiquei até com vontade de voltar a escrever.

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