5 de maio de 2019

[Resenha] Educar sem violência

EDUCAR SEM VIOLÊNCIA
Autor (a/es): Ligia Moreiras Sena/Andréia Mortensen
Editora: Papirus 7 Mares
Ano: 2014
Páginas: 112
Classificação: 5/5



Sinopse: Palmadas educam? Como disciplinar as crianças com amor e respeito, excluindo qualquer possibilidade de violência? Como mudar o estilo de cuidado parental e criar um ambiente amoroso? O que é ensinado às crianças quando se usa a violência contra elas? O que mostram as pesquisas dos últimos anos sobre as consequências da violência praticada por pais e cuidadores? De onde vem a agressividade parental? Por que as 'birras' acontecem? Como corrigir os filhos adequadamente? Que tipo de vínculo você pretende criar com eles? Alguns adultos dizem 'eu apanhei e sobrevivi'. Mas sobreviver é o bastante? Quebrar o ciclo da violência é possível? Esse livro responde a todas essas perguntas, feitas diariamente por milhares de famílias, em linguagem acessível, prática e objetiva, com depoimentos reais de mães. As causas e as consequências da violência parental contra a criança são discutidas pelas autoras com amor, afeto e ciência.


Olá, leitores queridos do Pacote Literário!

Como sabem, me tornei mãe no ano passado e, assim, tenho feito muitas leituras sobre maternidade e criação de filhos, pois educar é um verdadeiro desafio e, muitas vezes, percebemos que os grandes e graves erros estão nos adultos e não das crianças!

Soube desse livro através da indicação de uma mãe em um grupo de disciplina positiva. Antes de começar a falar especificamente sobre o livro, acho importante ressaltar que a disciplina positiva é uma técnica de abordagem muito utilizada dentro das famílias, em ambientes corporativos e dentro de relacionamentos em geral.

Ela propõe o foco na parte positiva, no encorajamento, em dar opções de soluções ao invés de apontar defeitos, criticar e, com relação à criação de filhos, censura gritos, palmadas e qualquer outra forma de comunicação violenta.

O livro é escrito nessa perspectiva e, através da abordagem da disciplina positiva, tece outro olhar para pais e educadores que desejam uma nova forma de agir para ter um resultado diferente, uma outra resposta por parte da criança.

As autoras iniciam livro com explicações de como funciona o cérebro do bebê e da criança. O que achei mais importante foi saber que, até os dois anos de idade, eles não discernem tão bem o significado da palavra "não". Esclarecem que, para conseguir algo do filho, os pais agridem de forma ampla: exigem, gritam, forçam, ameaçam e até batem na criança.



Achei muito interessante compreender e aprender o que essa atitude causa no cérebro e na mente infantis, são marcas que jamais serão apagadas e farão parte da vida da pessoa para sempre. As consequências desse tipo de atitude para com a criança vão desde a insegurança e  a ansiedade até transtornos mentais graves, como a depressão e a falta de autoestima.

Ao contrário do que se pode imaginar, não é um livro cansativo, tendo em vista os vários exemplos com os quais os pais se identificam no dia a dia dos filhos. Além disso, a linguagem utilizada é simples e compreensível e a escrita é bastante fluida e gostosa de ler.

As autoras mostram que a cooperação entre pais e filhos é fundamental para uma relação saudável. Os pais têm a missão de orientar, demonstrar, dar bons exemplos, influenciar e, assim, fortalecer a dignidade da criança e criar com ela uma relação de respeito. 

Recomendo a grávidas, mães, pais, professores e a todos os que de alguma maneira lidam com crianças. A responsabilidade de melhorar o mundo está nas nossas mãos e, a meu ver, está diretamente ligada à forma como nos comportamos com relação às crianças, que são o nosso futuro.


Essa leitura faz parte do Projeto #leiamulheres, já explicado aqui no blog.

E você, já leu este livro ou outros que tratam de maternidade e criação de filhos? O que achou? Conte-nos nos comentários!



3 comentários:

  1. Oi Karlinha, eu não li esse livro, já que a maternidade não chegou para mim... rs
    Mas é uma boa para quem quer uma forma legal de educar seus pequenos e encorajá-los a ser uma pessoa melhor.
    Bjks!

    Mundinho da Hanna

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  2. Ah, educação é um tema tão importante! Trabalho em escola, então, apesar de não ter filhos, sou íntima do assunto, pois lidamos diariamente com a educação de casa e a escolar.

    Parabéns pela resenha, você falou muito bem sobre o livro. Beijos!

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  3. Oi Karla. Não sabia que você era mãe!!! [pausa para o choque] ~rsrs. Educação é um tema muito importante e fico feliz em saber que existem pessoas como você que se preocupam em educar verdadeiramente os filhos para não torná-los adultos ruins no futuro.
    A Carla do meu blog trabalha com crianças, vou indicar pra ela essa leitura! :)
    Beijos.

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