13 de maio de 2019

[Resenha] O menino do pijama listrado



O MENINO DO PIJAMA LISTRADO

Autor: John Boyne

Editora: Seguinte
Ano: 2007
Páginas: 190
Classificação: 3,5/5

Sinopse: Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz idéia que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e a mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e para além dela centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com frio na barriga.

Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. O menino do pijama listrado é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.

Olá, leitores queridos! 

Primeiramente, peço desculpas pelo atraso na postagem do Desafio 12 livros para 2019, que seria ontem dia 12.

Amo obras que retratam as Grandes Guerras Mundiais ou as têm como pano de fundo (como é o caso desse livro) e, por isso, comprei há muito tempo "O menino do Pijama Listrado" e ainda não havia tido oportunidade de ler.

Com o desafio, finalmente realizei a leitura e venho contar para vocês!

O livro vem nos contar a história de Bruno, um garotinho de 9 anos de idade, que tem como pai um comandante do exército alemão.

A família mora em uma casa enorme em Berlim, onde Bruno realiza suas "explorações", ou seja, desvenda os mistérios em cada cantinho dos seus cinco andares.


Certo dia, ao chegar da escola, Bruno descobre que irão se mudar e fica chateado por ter que deixar sua explorações e seus amigos.

" 'Despedir-me de Karl e Daniel e Martin?', prosseguiu Bruno, a voz se aproximando perigosamente do grito, o que não era permitido dentro de casa. 'Mas eles são os três melhores amigos da minha vida toda!' "

Ao chegar à nova casa, que é bem menor e é chamada de "Haja-vista", Bruno não tem o que explorar, não tem amigos com quem brincar e deseja, com todas as forças, retornar a Berlim.

Ao conversar com os pais sobre essa vontade, é fortemente repreendido. Bruno ainda não compreende, mas o mundo está em guerra e seu pai foi designado para trabalhar em outro país.

Quando olhou pela janela de seu quarto, Bruno avistou uma série de pessoas com a mesma roupa listrada, inclusive crianças, e se perguntou porque não poderia se divertir com elas. Se sentiu injustiçado porque, próximo a ele, não havia sequer uma criança com quem poderia ter qualquer momento de alegria, brincar e ser criança.

Certo dia, Bruno resolve recomeçar suas "explorações" e caminha na reta da cerca que margeia sua casa. Após muito andar, encontra Shmuel do lado oposto da cerca, um menino magro que tem a sua idade, usa a mesma roupa das pessoas que avistou da sua janela e ali começa uma amizade verdadeira.

O autor desenvolve muito bem essa relação, mas o final do livro é corrido e não fecha com tanta clareza a história. Não obstante, basta ter um mínimo de conhecimento sobre nazismo e o leitor irá deduzir o que ocorreu.

'Bruno acenou e saiu cabisbaixo sabendo que "certas pessoas" era uma expressão que os adultos usavam para "pai" em que ele próprio não podia usar'

A escrita do autor é fluida, como na maioria dos seus livros e temos acesso aos pensamentos e sentimentos dos personagens de forma clara. Detalhes extremamente bem descritos complementam as páginas que nos trazem o desenvolvimento do livro de maneira bem nítida.

Ao contrário da maioria das pessoas, o livro não me tocou como normalmente ocorre com os outros que se passam na mesma época.

Na realidade, o achei bem superficial, quando se tinha um grande assunto em mãos para ser melhor abordado, mesmo sob os olhos de uma criança no papel principal.


O final do livro é triste sem ser sensível e não me fez chorar. O drama é um pouco arrastado, a impressão que tive foi a de que parece que o autor teve medo de se aprofundar.

Acredito que eu possa ter ido com uma grande expectativa e não me culpo, pois o livro vendeu 5 milhões de cópias e isso prova que ele realmente caiu no gosto popular.

Vou assistir ao filme para comparar e volto para comentar aqui no blog se tive a mesma impressão.

Recomendo a quem curte histórias que tenham como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial, mas não posso deixar de alertar para que leiam sem grandes expectativas.


Essa leitura faz parte do desafio #12livrospara2019, já explicado aqui no blog.

E você, já leu este livro ou outros do mesmo autor ou do mesmo tema? O que achou? Conte-nos nos comentários!


4 comentários:

  1. Ah, o que dizer deste livro? Apaixonante, envolvente, mexe com nossas emoções como poucos! Amei este livro, a temática, a amizade entre os meninos, apesar de cortar nossos corações, especialmente pelo final. Beijos.

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  2. Poxa, sempre tive grandes expectativas sobre esse livro, apenas conheço por cima a história, mas é uma pena que ele tenha se mostrado tão superficial. As guerras mundiais, essa em especial, são tão profundas e pesadas que é difícil não se emocionar, então fico triste que esse livro não tenha cumprido isso tão bem. Ainda assim, espero algum dia conseguir coragem para lê-lo, rs. Beijos.

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  3. Poxa Karlinha, sempre ouço falar bem desse livro, que é emocionante e tal... Fiquei curiosa e tenho até em versão pdf aqui para ler... Mas não sabia que o tema era tratado de forma tão superficial assim... =/
    Bjks!

    Mundinho da Hanna

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