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12 de dezembro de 2020

[Resenha da Karla] O silêncio das montanhas

#PRACEGOVER: Capa do livro

Autor: Khaled Hosseini
Editora: Globo Livros
Ano: 2013
Páginas: 350
Minha classificação: 3,5/5

Sinopse: O Silêncio das Montanhas traz como protagonista os irmãos Pari e Abdullah, que moram em uma aldeia distante de Cabul, são órfãos de mãe e têm uma forte ligação desde pequenos. Assim como a fábula que abre o livro, as crianças são separadas, marcando o destino de vários personagens.
Paralelamente à trama principal, Hosseini narra a história de diversas pessoas que, de alguma forma, se relacionam com os irmãos e sua família, sobre como cuidam uns dos outros e a forma como as escolhas que fazem ressoam através de gerações. Assim como em O Caçador de Pipas, o autor explora as maneiras como os membros sacrificam-se uns pelos outros, e muitas vezes são surpreendidos pelas ações de pessoas próximas nos momentos mais importantes.
Segundo o próprio Hosseini, o novo título "fala não somente sobre a minha própria experiência como alguém que viveu no exílio, mas, também sobre a experiência de pessoas que eu conheci, especial os refugiados que voltaram ao Afeganistão e sobre cujas vidas tentei falar tanto como escritor quanto como representante da Organização das Nações Unidas. Espero que os leitores consigam amar os personagens de O Silêncio das Montanhas tanto quanto eu os amo".
Seguindo os personagens, mediante suas escolhas e amores pelo mundo - de Cabul a Paris, de São Francisco à Grécia -, a história se expanda, tornando-se emocionante, complexa e poderosa. É um livro sobre vidas partidas, inocências perdidas e sobre o amor em uma família que tenta se reencontrar.

Olá, leitores do Pacote Literário!

Hoje deixo aqui a minha última participação de 2020 no desafio dos #12livrospara2020, blogagem coletiva que faço em parceria com as queridas Clauo do Maeliteratura e Hanna, do Mundinho da Hanna. Não deixem de conferir as escolhas das meninas para esse mês!

#PRACEGOVER: LOGO DO PROJETO 12 LIVROS PARA
2020 COM TÍTULO E NOMES DOS PARTICIPANTES

Aproveito para te convidar a clicar aqui e participar do nosso formulário para votação dos 12 livros que lerei em 2021 nesse projeto.

O começo de O silêncio das motanhas me empolgou bastante, com um pai contando aos filhos uma lenda extremamente triste, de uma família obrigada a se separar. Me emocionei e minhas expectativas foram lá em cima.

Conhecemos os irmãos Pari e Abdullah, muito jovens e órfãos de mãe, o que por si só já é algo extremamente triste. Irmãos extremamente unidos que, assim como a lenda contada pelo pai, são obrigados a se separar.

A história vai bem até esse ponto, mas então entram muitos personagens novos, alguns com histórias até interessantes, mas, a meu ver, longe de terem grande relevância para o desenrolar central.

Os personagens secundários formam uma teia de contos enlaçados, como se fizessem parte de uma história única. Mas achei que não precisava entrar tanto em cada uma delas para se fecharem as pontas dos acontecimentos principais.

As narrativas se misturam em primeira e terceira pessoa e isso traz certa confusão à leitura, ao ponto de, muitas vezes, não ficar claro quem é o narrador.

Outro ponto que achei complicado no livro foram as muitas passagens de tempo, são idas e voltas que achei desnecessárias.

Como todo livro desse autor, temos aqui fortes dramas familiares, escolhas muito difíceis, relações mal resolvidas entre parentes e reencontros muito esperados pelo leitor.

O que mais me chamou a atenção foi uma paixão homoafetiva abordada de maneira bem leve, apesar da dureza da tradição daquela sociedade. Para mim, foi uma grande surpresa acompanhar o desvendar dessa história secundária.

#PRACEGOVER: Estante de livros ao fundo, mão segurando o livro à frente.


Achei bem interessante o acesso que o autor nos dá às inquietações internas de cada personagem, é como se estivéssemos dentro de seus corações.

Infertilidade, pobreza, adoção, violência familiar, muitas lágrimas, mas muita esperança são alguns dos temas que o leitor encontrará aqui.

Para mim, foi uma leitura totalmente diferente dos outros livros do autor: não tem o impacto de O caçador de Pipas, nem a sensibilidade de A cidade do sol.

O final não me agradou, pois, no meu entender, não resolveu algumas questões importantes. Além disso, passei o livro todo imaginando e querendo que tudo acontecesse de determinada forma, o que não ocorreu.

Os capítulos são extremamente longos: 350 páginas separadas em apenas 9 capítulos, o que pode tornar a leitura cansativa.

A edição da Globo Livros tem uma linda capa, páginas amareladas e fonte que, apesar de pequena, é legível e confortável.

Recomendo a quem goste do autor e desse tipo de história, mas já alerto: separem os lencinhos!

#PRACEGOVER: A capa do livro tem fundo de montanhas, um homem de costas com uma menina sobre os ombros. Nome do autor no alto e título abaixo.


#PRACEGOVER: Caricatura da Karla com
escrito "Matéria de Karla Samira"


12 de novembro de 2020

[Resenha da Karla] Fim


#PRACEGOVER: Capa do livro

Autora: Fernanda Torres
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2013
Páginas: 203
Minha classificação: 3,5/5

Sinopse: O público brasileiro acostumou-se a ver Fernanda Torres no cinema, no teatro ou na televisão. Em filmes premiados, novelas ou séries globais, ela se firmou como uma das mais versáteis atrizes brasileiras, capaz de atuar num arco dramático que vai da comédia escrachada ao denso drama psicológico. Recentemente, Fernanda começou a atuar na imprensa, em colunas do jornal Folha de São Paulo, em colaborações para a revista Piauí e na revista Veja. Com Fim, seu primeiro romance, ela consolida sua transição para o universo das letras e mostra que nesse âmbito é uma artista tão completa quanto no palco ou diante das câmeras. O livro focaliza a história de um grupo de cinco amigos cariocas. Eles rememoram as passagens marcantes de suas vidas: arrependimentos, casamentos, festas, inibições, manias e separações. Álvaro vive sozinho, passa o tempo de médico em médico e não suporta a ex-mulher. Sílvio é um junkie que não larga os excessos de drogas e sexo nem na velhice. Ribeiro é um rato de praia atlético que ganhou uma sobrevida sexual com o viagra. Neto é o careta da turma, marido fiel até os últimos dias. E Ciro, o Don Juan invejado por todos, mas o primeiro a morrer, abatido por um câncer. São figuras muito diferentes, mas que partilham não apenas o fato de estar no extremo da vida, como também a limitação de horizontes.


Olá, leitores do Pacote Literário!

Fã da autora, Fernanda Torres, no palco e nas telas, me aventurei a ler seu livro de estreia, que solicitei no Skoob e já se encontrava há algum tempo na estante. Defini que o leria esse ano no desafio dos #12livrospara2020 e aqui trago a resenha para vocês.

O livro, publicado pela Editora Companhia das Letras, traz 5 contos sobre amigos que se deparam com a única certeza inevitável da vida: a morte. Na verdade, é um capítulo sobre cada um dos personagens, mas pode ser compreendido como 5 contos diversos.

O livro se passa no Rio de Janeiro e narra a história de vida desses amigos e suas impressões sobre a vida e a morte, um pouco antes de morrerem. O leitor tem acesso às suas escolhas profissionais, sua rotina e seus dramas familiares.

Achei muito interessante o fato de que os contos se completam, muitas vezes dando ao leitor acesso a uma mesma história contada por 2 ou até por 3 personagens, proporcionando visões diferentes sobre o mesmo caso.

Notei o preconceito em diversas passagens do livro, o que foi um pouco complicado. Embora a princípio tenha compreendido como sendo o ponto de vista dos personagens, percebi que isso se repetiu como sendo um pensamento comum a praticamente todos eles.

Então, percebi que talvez fosse uma crítica da autora a esse tipo de comportamento tão comum do gênero, faixa etária e classe social a que pertencem os protagonistas.

#PRACEGOVER: Boneco com calça branca e camisa listrada que remete ao carioca, o livro recostado ao lado.



Também senti falta de um pouco mais de personalidade dos narradores/personagens, pois a narrativa se alterna, mas o conteúdo às vezes é tão parecido, que aparenta serem histórias sobre a mesma pessoa.

Não consegui sentir me identificar com os protagonistas, mas senti empatia pelas pessoas com as quais eles conviviam ou se envolviam. O filho que quase não tinha a atenção do pai, as esposas traídas, a mulher dada como louca e internada injustamente em uma clínica.

O que gostei bastante no livro foi o recurso utilizado pela autora de vir e voltar no tempo. Embora alguns dos fatos tenham se repetido, acredito que isso tenha sido necessário para que pudéssemos entender outros pontos de vista sobre os mesmos acontecimentos.

O livro é escrito quase como uma peça de teatro, onde se consegue imaginar exatamente os personagens e as cenas, pela forma como a autora narra.

Aliás, que narrativa! A escrita da Fernanda é fluida e gostosa, mesmo quando o assunto me incomodou ou soou repetitivo.

Posso estar errada, mas a impressão que fiquei foi a de que a intenção da autora era a de incomodar o leitor. Comigo funcionou!

Recomendo a quem curta boas histórias sobre o cotidiano, a vida e, claro, a morte.

#PRACEGOVER: LOGO DO PROJETO 12 LIVROS PARA
2020 COM TÍTULO E NOMES DOS PARTICIPANTES


Esse foi o décimo primeiro livro lido nessa blogagem coletiva em parceria com as queridas Clauo do Maeliteratura e Hanna, do Mundinho da Hanna, não deixem de conferir as escolhas das meninas para esse mês.

Volto com as minhas impressões do último livro desse desafio no dia 12 de dezembro!

E você, já leu ou recomenda algum livro desse tipo? Me conte nos comentários!

#PRACEGOVER: A capa do livro tem tom areia e remete à praia do Rio de Janeiro, com vários guarda-sóis. Como se fossem sombras no chão, aparecem o título e o nome da autora.


#PRACEGOVER: Caricatura da Karla com
escrito "Matéria de Karla Samira"



12 de outubro de 2020

[Resenha da Karla] Sr. Daniels

#PRACEGOVER: Capa do livro

Autora: Brittainy C. Cherry
Editora: Record
Ano: 2015
Páginas: 322
Minha classificação: 5/5

Sinopse: Depois de perder a irmã gêmea para a leucemia, Ashlyn Jennings vê sua vida mudar completamente. Além de ter de aprender a conviver sem parte de si mesma, ela precisa se adaptar a uma nova rotina. Enviada pela mãe para a casa do pai, com quem mal conviveu até então, ela viaja de trem para Edgewood, Wisconsin, carregando poucos pertences, muitas lembranças e uma caixa misteriosa deixada pela irmã.
Na estação de trem Ashlyn conhece o músico Daniel, um rapaz lindo e gentil, e a atração é imediata. Os dois compartilham não só o amor pela música e por William Shakespeare mas também a dor provocada por perdas irreparáveis. Ao sentir-se esperançosa quanto a sua nova vida, Ashlyn começa o ano letivo na escola onde o pai é diretor. E não consegue acreditar quando descobre, no primeiro dia de aula, que Daniel, o belo músico de olhos azuis com quem já está completamente envolvida, é o Sr. Daniels, seu professor de inglês.
Desorientados, eles precisam manter seu amor em segredo, e são forçados a se ver como dois desconhecidos na escola. E, como se isso já não fosse difícil o bastante, eles ainda precisam tentar de todas as formas superar os antigos problemas e sobreviver a novos e inesperados conflitos.


Olá, leitores do Pacote Literário!

Hoje é dia de resenha de Sr. Daniels, publicado pela Editora Record.

Esse livro ganhei de uma amiga querida, mas um belo presente mesmo foi a leitura, sobre a qual passo a lhes contar.

"Sr. Daniels" traz como protagonista Ashlyn, uma adolescente que acabou de perder sua "metade". Sua irmã gêmea faleceu e ela ainda está sem rumo. Para completar, sua mãe está péssima e ela vai morar com o pai (com quem nunca teve um bom relacionamento) e sua nova família, em outra cidade.

Ou seja... Ashlyn tem inúmeros desafios a superar e, além de tudo, precisa cumprir algumas "metas" para ler várias cartas que sua irmã deixou para ela em uma caixinha.

#PRACEGOVER: Banquinho de madeira com vaso retangular de pequenas flores amarelas e rosas, o livro apoiado à frente.



Ao viajar de trem para a casa do pai, ainda bastante melancólica pela perda, Ashlyn se depara com lindíssimos olhos azuis e o dono deles é o Sr. Daniels, um músico que, assim como ela, ama literatura, sobretudo Shakespeare!

O romance entre os dois se desenvolve de uma maneira bastante peculiar, pois ambos precisam lidar com questões emocionais bem pesadas.

Famílias despedaçadas, dependência química, ameaças de criminosos, repressão à homossexualidade, conflitos típicos da adolescência e, sobretudo, o luto são algumas das coisas que o casal vai precisar enfrentar.

Mas de forma alguma senti o peso desses problemas que os rondam, na escrita. Pelo contrário, a autora conseguiu abordar tudo de uma forma bastante lúcida e verdadeira, sem "forçar" a barra só para emocionar.

O livro se desenvolve entre os dramas familiares de Ashlyn e Sr. Daniels, bem como seus sonhos, recomeços e, claro, algumas cenas sensuais do casal.

Algo que me chamou a atenção foi que, apesar de estar "na cara" que os dois seriam um casal, o romance é construído devagar e de forma bastante sensata. Assim, fiquei torcendo para que as coisas avançassem e curiosa para saber como se apoiariam em todas as questões que precisavam solucionar.

Os papéis secundários também são bem pensados, todos têm a personalidade bem definida e trazem elementos importantes para a história.

#PRACEGOVER: Fundo de céu azul e paisagem verde, com muitas árvores. à frente, uma mão segura o livro.



Narrado em primeira pessoa de maneira intercalada pelos dois personagens que dividem o protagonismo, me senti bem próxima dos sentimentos e atitudes deles, apesar de às vezes não concordar com o que estavam fazendo.

Os diálogos presentes no livro também me agradaram bastante, sobretudo por afirmarem a forte personalidade de Ashlyn, que faz escolhas inteligentes e prudentes.

Primeiro livro da autora que leio, achei sua escrita bastante fluida e real, principalmente ao retratar os inúmeros sentimentos e reações ao luto.

A edição da Editora Record traz uma capa muito bonita, páginas amareladas e uma fonte que achei pequena, embora o tamanho não tenha prejudicado a leitura.

Gostoso de ler, recomendo a quem curta um bom romance com muitas citações de Shakespeare!

#PRACEGOVER: LOGO DO PROJETO 12 LIVROS PARA
2020 COM TÍTULO E NOMES DOS PARTICIPANTES


Escolhido para o #12livrospara2020 (blogagem coletiva em parceria com as queridas Clauo do Maeliteratura e Hanna, do Mundinho da Hanna), esse é o décimo livro que leio para o desafio. As meninas também postaram hoje seus livros do desafio, não deixem de conferir.

Volto com as minhas impressões do próximo livro desse desafio no dia 12 de novembro!

E vocês, já leram algum livro que retrate o luto? Já leram algum outro livro dessa autora? Me contem nos comentários.

#PRACEGOVER: A capa do livro tem uma paisagem verde desfocada. Em destaque, a foto de uma mulher de costas com cabelos loiros compridos e vestido azul. Acima, o título e no fim da página, o nome da autora.


#PRACEGOVER: Caricatura da Karla com
escrito "Matéria de Karla Samira"

12 de setembro de 2020

[Resenha da Karla] Mentes perigosas


#PRACEGOVER: Capa do livro

Autora: Ana Beatriz Barbosa Silva
Editora: Fontanar
Ano: 2008
Páginas: 218
Minha classificação: 5/5 

Sinopse: Quando pensamos em psicopatia, logo nos vem à mente um sujeito com cara de mau, truculento, de aparência descuidada, pinta de assassino e desvios comportamentais tão óbvios que poderíamos reconhecê-lo sem pestanejar. Isso é um grande equívoco! Para os desavisados, reconhecê-los não é uma tarefa tão fácil quanto se imagina. Os psicopatas enganam e representam muitíssimo bem.

"Mentes Perigosas" discorre sobre pessoas frias, manipuladoras, transgressoras de regras sociais, sem consciência e desprovidas de sentimento de compaixão ou culpa. Esses "predadores sociais" com aparência humana estão por aí, misturados conosco, incógnitos, infiltrados em todos os setores sociais. São homens, mulheres, de qualquer raça, credo ou nível social. Trabalham, estudam, fazem carreiras, se casam, têm filhos, mas definitivamente não são como a maioria da população: aquelas a quem chamaríamos de "pessoas do bem".
Eles podem arruinar empresas e famílias, provocar intrigas, destruir sonhos, mas não matam. E, exatamente por isso, permanecem por muito tempo ou até uma vida inteira sem serem descobertos ou diagnosticados. Por serem charmosos, eloqüentes, "inteligentes" e sedutores costumam não levantar a menor suspeita de quem realmente são. Visam apenas o benefício próprio, almejam o poder e o status, engordam ilicitamente suas contas bancárias, são mentirosos contumazes, parasitas, chefes tiranos, pedófilos, líderes natos da maldade.
Em casos extremos, os psicopatas matam a sangue-frio, com requintes de crueldade, sem medo e sem arrependimento. Porém, o que a sociedade desconhece é que os psicopatas, em sua grande maioria, não são assassinos e vivem como se fossem pessoas comuns.

Olá, leitores!

Um livro muito forte e revelador é o que aguarda quem quiser ler Mentes perigosas.

Escrito pela psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva e publicado pela Editora Fontanar, sempre tive vontade de ler esse livro, que chegou em uma troca do Skoob.

Ana Beatriz explica, com muita propriedade e uma linguagem bastante acessível, o que é a psicopatia e como agem os psicopatas. Em fim, o livro é um verdadeiro manual de como identificar as mentes psicopatas que existem por aí.

A autora esclarece que existem vários tipos, várias classificações para as pessoas com psicopatia, dentre elas os sociopatas e as que têm desvio de conduta. Mas no livro, ela utiliza apenas o termo ‘psicopata’, para facilitar a comunicação e o entendimento do leitor.

A autora explica que os psicopatas são pessoas sem consciência, incapazes de ter bons sentimentos por qualquer coisa ou pessoa. Exatamente por isso, essas "mentes perigosas" não pensam em ninguém na hora de agir, a não ser em si mesmas.

Com isso, trazem grandes problemas às vidas de outras pessoas e vão embora levando sonhos, o esforço e, algumas vezes, a vida delas.

O estrago na vida financeira das suas vítimas também costuma ser grande. Assim que conseguem a confiança de alguém, pegam para si tudo o que ela construiu: dinheiro da poupança, a admiração de outras pessoas, a empresa, aquele cargo importante no trabalho...

O que mais me preocupou, no livro, foi saber que a maioria deles está solto por aí, convivendo conosco em sociedade.

Apenas uma minoria dos psicopatas chega a cometer um crime bárbaro, como um assassinato e desses, poucos são presos. Fiquei pensando o que fazer com os presos que se enquadram nessa categoria já que, pelo que compreendi, não há ressocialização possível para eles. 

No geral, psicopatas são pessoas de natureza combativa, transgressoras, que não se importam em seguir regras, sejam elas a lei em si, sejam regras sociais ou as mínimas parcerias de convivência estabelecidas dentro de uma relação, por exemplo.

#PRACEGOVER: Fundo de madeira, o livro ao centro. Em torno, uma faca de cozinha, um estilete e um broche de "sherif". Em cima do livro, algemas.



E o conselho da autora é claríssimo em todo o livro: MANTENHA-SE LONGE DELES! Não tenha dó em se afastar, pois qualquer remorso demonstrado por um psicopata será apenas uma representação da parte deles para manipular e convencer a vítima a fazer o que eles desejam.

Terminei essa leitura com um misto de emoções! Fiquei pesarosa pelas pessoas que têm esse transtorno, já que imagino não ser uma escolha livre de sua parte. Por outro lado, de coração partido pelas vítimas desses verdadeiros predadores emocionais.

Foi uma leitura intensa, com linguagem super compreensível mesmo nas partes mais técnicas.

A edição da Editora Fontanar é muito bonita, com a capa intrigante, páginas brancas e letras confortáveis à leitura.

Recomendo a quem é leigo e deseja saber mais sobre o tema. 

#PRACEGOVER: LOGO DO PROJETO 12 LIVROS PARA
2020 COM TÍTULO E NOMES DOS PARTICIPANTES

Escolhido para o desafio dos #12livrospara2020 (blogagem coletiva em parceria com as queridas Clauo do Maeliteratura e Hanna, do Mundinho da Hanna), esse é o oitavo livro que leio para o desafio. As meninas também postaram hoje seus livros do desafio, não deixem de conferir.

Volto com as minhas impressões do próximo livro desse desafio no dia 12 de outubro!

E vocês, já leram algum livro que trate de transtornos mentais? Já leram algum outro livro dessa autora? Me contem nos comentários.

#PRACEGOVER: A capa do livro é preta, com o nome da autora no alto. Centralizados, a foto de olhos claros e o título. 


#PRACEGOVER: Caricatura da Karla com
escrito "Matéria de Karla Samira"



12 de agosto de 2020

[Resenha da Karla] Diário de uma paixão

 

#PRACEGOVER: Capa do livro

Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Ano: 2014
Páginas: 256
Minha classificação: 4,5/5 (favoritado)

Sinopse: "Os românticos chamariam isso de uma história de amor, os cínicos diriam que é uma tragédia. Na minha cabeça, as duas versões se completam, no fim das contas, qualquer que seja a versão escolhida para encarar este relato, nada altera o fato de que ele abrange uma grande parte da minha vida e do caminho que escolhi trilhar. Não tenho nenhuma queixa a fazer quanto ao meu percurso e aos lugares onde ele me levou; talvez sobre outas coisas eu tenha reclamações, suficientes para encher uma tenda de circo, mas o caminho que escolhi tem sido sempre o certo, e tampouco gostaria que tivesse sido de outro jeito."
A história começa no início de outubro de 1946, quando dois jovens, Noah Calhoun e Allison Nelson, se conhecem e se apaixonam perdidamente. Tudo parece perfeito até que a família de Allie a impede de continuar a vê-lo devido à enorme diferença de classe social entre os jovens.
Diário de uma Paixão foi originalmente inspirado na história dos avós da esposa de Nicholas. Quando o autor os conheceu, eles já estavam casados há mais de 60 anos. O amor verdadeiro em si, o carinho e a devoção se sobrepõem às mudanças inevitáveis do tempo, que afetam a todos nós.



Olá, leitor do Pacote Literário!

Que delícia voltar a ler um livro deste que é um dos meus autores favoritos! O rei do drama, Nicholas Sparks, nos impressiona mais uma vez com uma história para refletir e chorar, que mostra o que de mais verdadeiro pode haver em um amor!

Isso tudo ocorre no livro Diário de uma paixão, publicado pela Editora Novo Conceito e republicado pela Editora Arqueiro.

Noah e Allison se conhecem na adolescência e desenvolvem uma paixão daquelas que o leitor fica bem aflito para saber se vai continuar.

Inicialmente, Allison já tem compromisso sério com um namorado e assim, percebendo a grandiosidade do amor dela por Noah, torci para que tudo ocorresse da melhor maneira, para que ninguém sofresse muito com as suas decisões.

E assim, as coisas acontecem. Com uma coragem de dar inveja, Allison faz uma opção lindíssima com todo o seu coração e sua vida segue (não sem muitos percalços).

#PRACEGOVER: Fundo de livros colocados lado a lado, Diário de uma paixão na frente. Tecido azul de bolinhas brancas, um toquinho de madeira, caixinha dourada com colar de pérolas, botões decorados para compôr.


Através de um diário e das mais lindas cartas que falam de amor e da vida, conhecemos o desenrolar dessa história que tem aventura, união e uma dose imensurável de paciência.

Muitos são os obstáculos, muitas são as circunstâncias que desafiam esse casal por toda a vida. Noah incentiva Alisson a voltar a pintar quadros, sua paixão desde sempre.

Eles têm quatro filhos juntos, cada um com sua personalidade e peculiaridade próprias.

Até que (como não podia deixar de ser em uma história de Sparks), uma doença grave a acomete.

Alisson deixa cartas a cada uma das pessoas a quem ama. E a carta que escreve a Noah é das coisas mais lindas que já li na vida.

"Com o tempo, uma pessoa pode se habituar a tudo "

Um amor de verdade. Com desencontros e reencontros maravilhosos de se ler e sentir.

O autor entrega o que promete (e escreve absolutamente de acordo com a sua fama): uma história intensa e forte, dolorida, mas que compensa a leitura por um amor lindo, grande, indestrutível e incondicional, com todos os ingredientes para arrancar suspiros do leitor!

Terminei a leitura chorando e recomendo a quem curte romances bem fortes!

Existe uma adaptação ao cinema que ainda não assisti, mas agora quero ver o quanto antes!


#PRACEGOVER: LOGO DO PROJETO 12 LIVROS PARA
2020 COM TÍTULO E NOMES DOS PARTICIPANTES

Essa é a minha oitava leitura do ano para o desafio #12livrospara2020, que tem parceria com os blogs MãeLiteratura e Mundinho da Hanna! Passe lá para conferir os posts das parceiras para esse mês!

E você, já leu esse livro? Deixe nos comentários!

#PRACEGOVER: A capa do livro (edição da Ed. Novo Conveito) tem duas imagens: um casal jovem se beijando e uma grande casa com um lago. Título e nome do autor centralizados.


#PRACEGOVER: Caricatura da Karla com
escrito "Matéria de Karla Samira"



12 de junho de 2020

[Resenha da Karla] Mar da tranquilidade

#PRACEGOVER: Capa do livro

MAR DA TRANQUILIDADE

Autora: Katja Millay
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Páginas: 368
Minha classificação: 3/5

Sinopse:
 Nastya Kashnikov foi privada daquilo que mais amava e perdeu sua voz e a própria identidade. Agora, dois anos e meio depois, ela se muda para outra cidade, determinada a manter seu passado em segredo e a não deixar ninguém se aproximar.
Mas seus planos vão por água abaixo quando encontra um garoto que parece tão antissocial quanto ela. É como se Josh Bennett tivesse um campo de força ao seu redor. Ninguém se aproxima dele, e isso faz com que Nastya fique intrigada, inexplicavelmente atraída por ele.
A história de Josh não é segredo para ninguém. Todas as pessoas que ele amou foram arrancadas prematuramente de sua vida. Agora, aos 17 anos, não restou ninguém. Quando o seu nome é sinônimo de morte, é natural que todos o deixem em paz. Todos menos seu melhor amigo e Nastya, que aos poucos vai se introduzindo em todos os aspectos de sua vida.
À medida que a inegável atração entre os dois fica mais forte, Josh começa a questionar se algum dia descobrirá os segredos que Nastya esconde – ou se é isso mesmo que ele quer.
Eleito um dos melhores livros de 2013 pelo School Library Journal, Mar da Tranquilidade é uma história rica e intensa, construída de forma magistral. Seus personagens parecem saltar do papel e, assim como na vida, ninguém é o que aparenta à primeira vista. Um livro bonito e poético sobre companheirismo, amizade e o milagre das segundas chances.


Olá, leitores do Pacote Literário!

Hoje é dia 12, dia daquele desafio gostoso em conjunto com as queridas Hanna, do Mundinho da Hanna e Clauo, do MãeLiteratura, em que escolhi 12 livros para ler em 2020 e tenho cumprido a meta!

Para o mês de junho, o livro escolhido foi Mar da Tranquilidade, da Editora Arqueiro, que ganhei de uma amiga.

Me contem uma coisa: vocês já criaram muita expectativa sobre um livro e, simplesmente, se frustraram?

Pois é... curti muito a sinopse desse livro, pois adoro bons dramas. Porém, algo não deu certo para mim.

O livro nos conta a história de Nastya, uma adolescente que passou por algo muito grave há pouco mais de 2 anos. Devido ao ocorrido, ela parou de falar e foi obrigada a desistir de algo que amava: a música.

Para que não precisasse voltar à escola onde estudava, se mudou para a casa de uma tia na cidade vizinha e, ao chegar à nova escola, não se adaptou aos novos colegas (e fazia de tudo para estar longe de todos).

Ela, bem como outros colegas, algumas vezes era motivo de chacota, risadinhas e outras situações desagradáveis. A única pessoa que não passava por isso era Josh, que parecia ter certa “imunidade”. Eu o interpretei como aquele cara para quem as pessoas preferem “abrir caminho”, para se livrarem logo!

A atração entre os dois acontece, mas ambos lutam de todas as formas contra ela. O romance se desenvolve de forma muito lenta, pois os dois já carregam dramas pessoais em excesso e têm pânico de “trazer outra pessoa para seu próprio inferno”.

A história e os motivos de Josh são muito bem construídos e revelados aos poucos desde o início do livro. Já a de Nastya, parece que nunca será revelada ao leitor e isso me cansou.


#PRACEGOVER: Fundo neutro, Karla usa óculos e brincos, está de blusa branca e segura ao lado do rosto o livro Mar da tranquilidade.


Até que, um dia (faltando poucas páginas para o livro terminar), Nastya encontra a pessoa que lhe causou tanto mal no passado e, após uma conversa, luta fervorosamente consigo mesma para não perdoá-la.

Não consegui me conectar com a história desde o início. Senti empatia pelos personagens principais, mas não passou disso.

Passei todo o livro ansiosa por desvendar o mistério (e entender melhor a revolta e o ódio) de Nastya, mas encontrei uma resposta bem superficial.

É claro que os motivos da pessoa que agrediu Nastya não foram justos (pois ninguém está autorizado a causar mal a alguém!), mas sim, ela teve os seus motivos. E, no meu entendimento, era impossível ela não ter conhecimento desses motivos logo após o incidente que lhe traumatizou.

Toda a construção da história de Nastya me levou a imaginar algo muito mais complexo. Ela tinha sim motivos para sofrer como sofreu, mas não aceitei que os motivos da outra pessoa envolvida só fossem descobertos por ela no final do livro, em um evento quase 3 anos após o incidente.

A ponta solta deixada pela autora me incomodou muito.

As narrações dos capítulos (e, às vezes, no mesmo capítulo) são intercaladas entre Nastya e Josh, sempre em primeira pessoa, o que gosto muito, por achar que aproxima o leitor do personagem.

O livro tem muitos personagens secundários que tornam a trama mais interessante, como Drew, Clay, Margot e a Sra. Leighton.

A edição da Arqueiro é linda, com uma capa com dois significados possíveis. As páginas são amareladas, com boa fonte para leitura.

Tendo em vista a alta nota do Skoob, a indicação de várias pessoas e a votação no IG do Pacote, creio que aumentei muito as expectativas para a leitura e, o que é uma pena, para mim a leitura não funcionou.


Mesmo assim, recomendo a quem curte bons dramas.


#PRACEGOVER: LOGO DO PROJETO 12 LIVROS PARA
2020 COM TÍTULO E NOMES DOS PARTICIPANTES

Essa é a minha sexta leitura do ano para o desafio #12livrospara2020, que tem parceria com os blogs MãeLiteratura e Mundinho da Hanna! Passem lá para conferir os posts das parceiras para esse mês!

E vocês, já leram esse livro? Deixem nos comentários!

#PRACEGOVER: A capa do livro tem duas imagens possíveis: Um pote de sorvete derretido caído no asfalto, o sorvete derrete (no meio da página) e forma a silhueta de dois rostos (no escuro que seria o asfalto). O título e o nome da autora vêm centralizados abaixo.

#PRACEGOVER: Caricatura da Karla com
escrito "Matéria de Karla Samira"


12 de maio de 2020

[Resenha] Um olhar de amor

#PRACEGOVER: Capa do livro
UM OLHAR DE AMOR

Autor (a): Bella Andre
Editora: Novo Conceito
Ano: 2012
Páginas: 256
Minha classificação:4/5


Sinopse: Chloe Peterson está tendo uma noite ruim. Uma noite realmente ruim. O machucado grande em sua bochecha pode provar isso. E quando seu carro patina para fora da estrada molhada em direção a uma vala, ela está convencida de que até o cara maravilhoso que a salvou do meio da tempestade deve ser muito bom para ser verdade.
Ou ele é mesmo? Por ser um fotógrafo de sucesso que viaja frequentemente pelo mundo, Chase Sullivan tem seu jeito com mulheres bonitas, e quando ele está em casa, em São Francisco, um de seus sete irmãos normalmente está acordado para começar um pouco de diversão.
Chase acha que sua vida é ótima do jeito que está — até a noite que encontra Chloe e seu carro destruído na rodovia Napa Valley. Não apenas nunca tinha conhecido alguém tão adorável, por dentro e por fora, mas como também percebe que ela tem problemas maiores do que seu carro batido.
Logo, ele será capaz de mover montanhas por amor — e proteção — a ela, mas ela deixará? Chloe prometeu nunca cometer o erro de confiar em um homem novamente. Mas a cada olhar que Chase lança a ela — e a cada carinho doce e pecaminoso — conforme a atração entre eles sai faísca e esquenta, ela não pode fazer nada a não ser se perguntar se encontrou a única exceção. E apesar de Chase não perceber que sua vida mudaria para sempre em um instante, para melhor, ele não é o único a querer lutar por essa mudança.
Ao contrário, ele está se preparando para uma luta... pelo coração de Chloe.


Olá, leitores do Pacote Literário!

Hoje é dia 12, dia daquele desafio gostoso em conjunto com as queridas Hanna, do Mundinho da Hanna e Clauo, do MãeLiteratura, em que escolhi 12 livros para ler em 2020 e tenho cumprido a meta!

Para o mês de maio, livro o escolhido foi Um olhar de amor, da Editora Novo Conceito, que ganhei de uma amiga.

Vamos conferir as minhas impressões sobre ele?

#PRACEGOVER: Fundo de madeira, flores cor de rosa e uma folha à esquerda e, à direita, o livro.


Hoje vamos conhecer a história de Chloe e Chase.

Chloe saiu de um relacionamento falido e acabado, onde há muito tempo não havia mais amor. Nos últimos dias, seu ex-marido passou da conta, a desrespeitou e agiu fora da lei. Ela, ao fugir da situação, se encontrava tão atordoada que caiu com o carro em uma vala na estrada.

Poucos segundos depois, quem passava por ali? Isso mesmo, Chase! Ao ir embora de uma festa para curtir a noite com mais uma daquelas belas mulheres, estava o nosso herói!

Passamos algumas páginas na insistência dele em ajuda-la e ela recusar mas, finalmente, Chloe aceita acompanhar Chase e se hospedar no vinhedo Sullivan.

E assim começou uma história de acelerar o coração e fazer o sangue pulsar mais forte nas veias.

Chase é fotógrafo e tinha bastante trabalho pela frente no dia seguinte, mas ao entrar no quarto para garantir que Chloe estava bem, a encontrou de uma forma que o deixou com ainda mais vontade de tê-la em seus braços.

Daí a tentar conquista-la, foi um pequeno passo. Ela jurava que envolvimento dos dois não passaria de algo físico, que iria embora em breve para se dedicar às questões internas com as quais ela sabia que precisava lidar.

E foi então ambos se viram completamente perdidos, com medo de deixar um ao outro.

Ao construir Chloe, senti que a autora soube colocar as doses certas do medo causado pelo relacionamento anterior, mas ao mesmo tempo, a fez forte o suficiente para saber o que queria. E lapidou a personagem, para encontrar por baixo de todo aquele sofrimento, a força há muito tempo esquecida.

Foi lindo ver a paciência de Chase por baixo da robustez de todos aqueles músculos! A forma como ele respeita sua equipe de trabalho e o olhar delicado nas fotos dão todo um charme a ele!

A forma como ele conduz a situação com Chloe é sensível e me fez suspirar. Sabe aqueles mocinhos dos livros por quem as leitoras normalmente ficam fascinadas? Então... Chase é um deles!

O livro se desenvolve entre as cenas quentes do casal e os suspiros dos leitores. Adorei essa história cheia de drama, amor, emoções contidas (a muito custo!), e, claro, desejos à flor da pele...

A edição é linda, com a capa que traz o casal protagonista, páginas amareladas e fonte confortável à leitura.

Recomendo a quem curte um bom romance com uma pegada erótica!


#PRACEGOVER: LOGO DO PROJETO 12 LIVROS PARA
2020 COM TÍTULO E NOMES DOS PARTICIPANTES

Essa é a minha quinta leitura do ano para o desafio #12livrospara2020, que tem parceria com os blogs MãeLiteratura e Mundinho da Hanna! Passem lá para conferir os posts das parceiras para esse mês!

E você, já leu esse livro ou outros da autora? O que achou? Deixe seu comentário!

#PRACEGOVER: A capa do livro tem fundo neutro, traz o nome da autora acima, centralizado e, abaixo, o nome do livro. Ao centro, um casal que se olha.

#PRACEGOVER: Caricatura da Karla com
escrito "Matéria de Karla Samira"


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