12 de setembro de 2019

[Resenha] Viver não dói

VIVER NÃO DÓI

Autor (a): Leila Ferreira
Editora: Principium
Ano: 2013
Páginas: 280
Classificação: 5/5 (favoritado)


Sinopse: Inspirada pela frase do poeta Emílio Moura, Leila Ferreira destaca em novo livro temas como amor, sexo, felicidade, despedidas, gentilezas, envelhecer e solidão.
Viver não dói, publicação da Principium, é o terceiro livro da jornalista mineira Leila Ferreira, que chegou à lista dos mais vendidos com Mulheres: por que será que elas...? e A arte de ser leve. Nesta obra, ela pretende mostrar que viver não é fácil, como todos nós sabemos, e até os mais otimistas concordam que a vida é osso duro de roer. Mas é também um exercício apaixonante, que exige apetite, persistência e dentes afiados. "Claro que viver dói, mas dói mais ainda não viver, porque quem não aproveita a vida acaba sendo poupado do medo e do susto, mas deixa de desfrutar paisagens, deixa de ter a própria identidade", destaca a autora.
O livro, que conta com 48 crônicas, começa com uma bela frase de Emílio Moura, poeta modernista, mineiro e um dos grandes amigos de Carlos Drummond de Andrade: "Viver não dói, o que dói é a vida que não se vive, tanto mais bela sonhada quanto mais triste perdida". E é usando essa frase como inspiração que Leila Ferreira passa a escrever sobre como é importante viver, ser feliz todos os dias em doses homeopáticas, e não buscar a felicidade única, porque quem procurar vai buscar a vida inteira e não conseguirá perceber como era possível ter sido feliz ao longo do caminho.

 Olá leitores do Pacote Literário!

Como todos sabem, sou fã da escritora Leila Ferreira e essa leitura foi mais um presente que essa grande autora mineira nos trouxe!


Há tempos os livros dessa autora se encontram em minha lista de desejados e, há alguns anos, uma amiga gentilmente me deu "Viver não dói" em meu aniversário.

Novamente temos crônicas sobre a vida, o amor, relacionamentos em geral, a dificuldade de se envelhecer em nossa sociedade, e outros acontecimentos cotidianos, que ganham forma nas palavras de Leila e a identificação do leitor acontece de maneira imediata.

"Aprendi cedo que felicidade não é coisa para pessoas desatentas. Chega quando a gente menos espera, dura menos do que a gente gostaria e vai embora sem dar satisfações. "

Ela nos conta momentos de sua vida, passagens de suas viagens e experiências e comenta o comportamento humano no que há de melhor e pior, nas partes mais agradáveis e outras lastimáveis que nos compõem.


Dentre os comportamentos mais criticados por Leila, com os quais eu absolutamente concordo, está a total dependência das pessoas ao uso do celular (e a total falta de educação que acompanha esse vício!).

Nos lugares mais inesperados e descabidos, vemos as pessoas deixaram de dar atenção ao que realmente importa (sua família, seu trabalho, uma apresentação), para responder a mensagens em redes sociais que não são urgentes, de pessoas que talvez elas nem conheçam pessoalmente.

O contraditório nas relações humanas é justamente imaginar um esforço tão grande por pessoas de quem recebemos tão pouca atenção e, enquanto isso, o marido, a esposa, o filho, o chefe continuam aguardando aquele abraço, aquela brincadeira ou aquele relatório que pode ser crucial para sua permanência na empresa.


Leila também nos fala sobre como o silêncio é importante e como ele tem sido deixado de lado ultimamente! Em grandes metrópoles como Belo Horizonte é quase impossível ter um momento de total ausência de barulho. E como é difícil conviver o tempo todo com esse barulho que parece se internalizar e não permite a experiência daquele sossego gostoso dentro da gente...

Ela ainda nos conta de onde tirou inspiração para escrever suas crônicas, seja na movimentada Nova York ou no pedacinho de terra no interior a 150 metros de distância do seu vizinho mais próximo! A descrição das paisagens vistas nessa cidadezinha me deixou com muita vontade de viajar até lá para conhecer esse cantinho de terra que me passou uma sensação maravilhosa de aconchego!

"Mas a gente se esquece da natureza da felicidade e da precariedade da nossa própria natureza. Queremos ser felizes a qualquer preço."

A linguagem de Leila é poética, fluida e leve, mesmo nas passagens duras, difíceis e tristes. Um livro para rir e se emocionar, sempre de forma deliciosa. Mais uma vez um livro dessa autora entra para a minha lista de favoritos! Maravilhoso do início ao fim!


Recomendo a todos sem moderação!


Essa leitura faz parte do desafio #12livrospara2019 e também do Projeto #leiamulheres, já explicados aqui no blog.

E você, já leu este livro ou outros livros dessa autora? O que achou? Conte-nos nos comentários!




3 comentários:

  1. Karlinha querida
    AMEI sua escolha deste mês!
    Eu adoro a escrita da Leila, ela me encanta muito e este livro está entre os meus desejados
    Fiquei ainda mais com vontade de ler, depois da sua resenha
    Ah e adorei seu marcador!!
    Amo nossa parceria neste projeto
    Bjs mil
    Claudia

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  2. Olá, tudo bem Karla?

    Eu não conhecia esse livro e a autora, gostei da capa por ser simples e elegante. A sua resenha ficou bem legal e gostei da premissa.
    Dica anotada!
    Abraço!

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  3. Olá...
    Amei sua resenha!
    Ainda não conhecia esse livro, mas, já estou aqui babando nessa obra! Pelos seus comentários pude perceber que é um livro muuuito inspirador e que com certeza tem quotes lindos ;)
    Bjo

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