19 de julho de 2019

[Resenha] O amor que sinto agora





O AMOR QUE SINTO AGORA

Autor (a): Leila Ferreira
Editora: Planeta
Ano: 2018
Páginas: 256

Classificação: 5/5 (favoritado)

Sinopse: Confidências de uma filha para a sua mãe.
Quatro anos depois de perder sua mãe, Leila Ferreira decidiu abrir a carta que ela deixou para ser lida depois de sua morte. Foi da necessidade de responder a esta carta que nasceu este livro. O amor que sinto agora é o desabafo extremamente corajoso de uma filha que quebra o silêncio de uma vida. A mistura de realidade e ficção é protagonizada por Ana, uma mulher que enfrentou um casamento fracassado, violência sexual e depressão, mas aprendeu a construir saídas. A conversa, em forma de cartas, relata viagens feitas ao Egito, México e França, mas o grande deslocamento feito por Ana é existencial. É dele, acima de tudo, que ela fala, e é impossível não se emocionar ao acompanhar a reconstrução, dolorosa e bela, do amor de Ana por sua mãe e pela vida.


Olá, leitores queridos!

Hoje estou aqui para falar com vocês sobre o livro "O amor que sinto agora", da Leila Ferreira. Ela é uma autora a quem sempre admirei e cujos livros eu sempre devoro! Com esse não foi diferente!

Leila Ferreira é uma jornalista mineira que tem uma visão muito especial sobre as coisas da vida e dá palestras motivacionais utilizando suas histórias pessoais e profissionais como base e exemplo.

Neste livro que transborda sensibilidade, Leila vem nos contar, em uma mistura de realidade e ficção, como foi o seu período de luto pela morte de sua mãe.

Leila começa o livro contando sobre sua infância na extrema pobreza e tristeza, algo que parece ser característico das gerações anteriores de sua família.

Me emocionei ao ler o relato da vida de sua avó e também o de sua mãe, ambas extremamente oprimidas pela sociedade machista daqueles tempos.

Com sofrimentos inimagináveis, sua mãe conseguiu lhe passar uma educação e ensinamentos de vida muito peculiares, mas sua expectativa sobre a filha fez com que Leila tomasse escolhas e decisões bastante complicadas.



Leila nos conta de suas paixões, de seu casamento, de como tudo desmoronou em sua vida e ela teve crises de depressão e síndrome do pânico em que achava que sua vida iria acabar.

A narrativa do livro é composta por cartas que Leila escreveu em resposta a uma carta de sua mãe, intercaladas com trechos parecidos com um dicionário, explicativos de algum detalhe ou passagem do livro.

"Estava completamente apaixonada, e os apaixonados, quando conseguem pensar, nunca pensam por completo. Você sabe disso." 

O livro, narrado em primeira pessoa por Leila, é sempre forte e profundo, conduz o leitor a entrar dentro da história para rir junto dela ou para oferecer o lenço, um ombro para chorar. Em vários trechos, confesso que lágrimas rolaram, seja de emoção ou tristeza.

Algo que me tocou bastante foi ler sobre as conversas que Leila, ainda muito jovem, tinha com sua mãe em que, para as perguntas que a mãe não sabia a resposta ou que entendia que Leila ainda não era capaz de compreender, a mãe sugeria que pendurassem a pergunta na mangueira que ficava no fundo da casa.

Esse trecho me marcou, tendo em vista a sabedoria dessa mãe em não escolher simplesmente ficar calada, responder a Leila algo que ela ainda não tinha capacidade de ouvir ou, ainda, mentir para filha. Pendurar as perguntas no pé de manga para aguardar a chegada das respostas que viriam posteriormente foi realmente uma atitude que demonstra a paciência e a resignação de sua mãe.

"E eu tentava ser feliz do jeito que você esperava de mim, com seus ingredientes e seu modo de fazer: era inevitável que a receita desandasse."

O leitor faz, ainda, grandes viagens com Leila. A primeira delas ocorre quando Leila se muda de país com seu esposo e acompanhamos toda a trajetória de adaptação a um novo país com novos costumes e tradições. A segunda viagem de Leila narrada já no final do livro, tem outros destinos e, com momentos de profunda tristeza e outros de extrema alegria, sabemos detalhes dessas aventuras pelo mundo.


Lindíssimo, emocionante, extremamente profundo e tocante! Indico a quem curta esse tipo de livro cheio de drama, mas baseado na história de vida real da autora.

Essa leitura faz parte do Projeto #leiamulheres, já explicado aqui no blog.

E você, já leu este livro ou outros livros da autora? O que achou? Conte-nos nos comentários!







6 comentários:

  1. Que temas fortes! Tenho reparado que as suas leituras são a maioria assim, temas fortes, mas certamente nos trazem muito aprendizado.

    Não conhecia a autora e nem o livro, mas parece ser uma obra muito interessante. Beijos.

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  2. Não conhecia a autora, mas o livro parece bem interessante e envolvente. Adoro histórias assim, que trazem lições de vida. E adorei saber que é baseado na vida real da autora, torna tudo ainda mais impactante.
    Beijos!

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  3. Eu AMEI, amei este livro e sabia que você também curtiria
    Também favoritei!!
    Beijos
    Claudia

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  4. Oi, Karla.
    Eu li o Viver Não Dói e gostei muito da escrita dela.
    Não sei se me animo a ler esse livro no momento porque perdi uma pessoa muito próxima recentemente e ainda estou na fase de não querer nada muito cheio de emoção.
    Mas com certeza vou anotar essa dica para outra hora!
    Beijos
    Camis - blog Leitora Compulsiva

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  5. Oi, ainda não conhecia esse livro mas fiquei encantada com a capa.E, ao ler sua resenha, creio que ficaria encantada com o livro também, parece ter palavras muito emocionantes ao nos trazer a trajetória de Leila.

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  6. Olá, tudo bom?
    Eu não conhecia a autora e o livro, mas achei a premissa extremamente interessante e de fato parece ser um livro muito sensível e tocante. Adorei saber que a autora se inspirou em fatos reais de sua vida e da vida de sua família para criar este livro, trazendo lições valiosas.
    Dica mais que anotada!
    Beijos!

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