19 de junho de 2026

Resenha: O baú do Raul

 




Acabei de fazer a leitura do livro "O Baú, do Raul", organizado por @kika_seixas e Tárik de Souza e publicado pela @ubookapp e que nos traz trechos, anotações e detalhes da vida daquele que, para mim, é um dos maiores compositores e musicistas da nossa história.


Quando a Parceria6 me mostrou a obra (e a quem agradeço pelo envio), fiquei logo interessada em recebê-la, pois sou grande fã de Raul Seixas, suas músicas e, claro, sou fascinada pelo universo intelectual dessas grandes mentes!


Especificamente quanto ao Raul, sinto que, ao me aprofundar em suas músicas, acabo sempre ficando um pouco menos ignorante.


No livro, temos acesso a trechos de suas músicas e a anotações no original, além de reflexões do próprio compositor, o que achei muito interessante, pois temos uma ideia do contexto em que foram escritas e, ainda, a um pouco do sentido que ele pensou em cada palavra escrita.


Obviamente, quando um artista entrega a sua obra ao público, entendo que ela passa a não ser mais somente dele, mas de todos. E é muito gostoso ter acesso aos pensamentos e sentimentos que os levaram àquele resultado no processo criativo.


Não é demais ressaltar que as músicas do Raul Seixas são repletas de duplos significados, símbolos, detalhes profundos e grandiosos, então, foi muito gostosa a leitura.


Ao contrário de alguns - invejosos - que criticam a obra e a postura do autor, eu sempre o admirei e, depois de ler esse livro, gosto ainda mais de suas músicas.


O livro também está disponível em áudio, no aplicativo da Ubook.


- Toca Raul. Forever!


E você, curte as músicas de Raul Seixas? Qual a sua preferida? Me conta aqui embaixo.


18 de junho de 2026

Resenha: Na estação que paramos

 


Recebido em parceria com a LC Agência de Comunicação  em razão da leitura coletiva, "Na estação que paramos", de Eduardo Armelin traz a história de David, um investigador de polícia passando por várias turbulências pessoais e profissionais.

A partir de um fato totalmente aleatório - um bebê é deixado com ele no metrô - muita coisa se desenrola e cresce dentro dele a vontade de ser pai através da adoção.

Ele acabou de romper com a esposa que, ainda por cima, lhe traz notícias bombásticas. Para completar, um outro policial tenta acabar com a sua carreira.

O enredo se desenvolve em torno das relações de David, sobretudo entre familiares, amigos e colegas de trabalho. Ele tem boas pessoas em torno de si, mas isso não é o bastante para evitarem-se conflitos e conversas difíceis.

Para mim, o livro, que está disponível para compra na Amazon, retrata muitas cenas que poderiam ser vividas por qualquer um de nós - dentro do contexto de cada um - com acontecimentos que trazem identificação com qualquer pessoa que precisa tomar decisões complexas.

Gostei muito da mensagem que o autor traz, de que os caminhos da vida são repletos de obstáculos e que cabe a cada pessoa decidir pelo que vale a pena  lutar, mesmo que não estejamos no controle de tudo - como, muitas vezes, queremos! E que, apesar disso, não devemos desistir dos nossos sonhos.

Adorei a leitura e recomendo!

E você, já leu alguma história com a temática adoção? Me conta aqui embaixo.


7 de abril de 2026

Resenha: A culpa deve ser do sol

  

Se você curte livros que trazem a realidade de forma crua mas dinâmica, de histórias que tratam da vida de pessoas comuns e em que, uma hora ou outra, você vai se identificar com alguma situação ou personagem, esse livro é para você! 

Recebi “A culpa deve ser do sol” em parceria, em virtude da leitura coletiva organizada com carinho pela LC Agência de Comunicação 

No livro, o autor Gustavo Alkmin reúne contos que mergulham no cotidiano, revelando recortes intensos - e, muitas vezes, desconfortáveis - da vida real.

São histórias em que os personagens estão frente a frente com escolhas, consequências e emoções que trazem muita identificação — ainda que, nem sempre, queiramos admitir.

Me chamou a atenção a riqueza de detalhes e a coerência na criação dos personagens trazidos no livro, sem estereotipação e com extrema humanidade.


Aqui, encontramos contos sobre os mais diversos assuntos: infidelidade, violência contra a mulher, polarização, maternidade solo, solidão, relações familiares… e como tudo isso pode levar uma pessoa ao alto da montanha ou ao fundo do poço.

Em alguns momentos, horrorizada ou surpresa com a atitude de alguns personagens, eu me perguntava: será que, nessa situação, eu reagiria da mesma forma?

A escrita do autor é extremamente clara e fluida, gostosa de ler, e me prendeu muito do início ao fim. Além disso, de forma sutil, irônica e bastante crítica, ele também aponta as desigualdades e os absurdos da sociedade brasileira.

Já tive a oportunidade de ler "O futuro te espera" (tem resenha no feed) do mesmo autor - premiado como o melhor livro de contos do ano pela UBE-RJ (União Brasileira de Escritores) -  e, mais uma vez, me vi completamente envolvida pela sua escrita. 

O livro, que está disponível para compra na Amazon, traz reflexões muito importantes e, para mim, Gustavo Alkmin se firma como um dos melhores contistas brasileiros da atualidade.

Já leu ou ficou com vontade de ler? Me conta aqui! 





2 de março de 2026

Resenha: O peso da inexistência

 



Marcante!


Recebido em parceria com a LC Agência de Comunicação em razão da leitura coletiva, O peso da inexistência, de Amelia Greier nos apresenta uma mulher sem nome, dentro de uma rotina exaustiva de sustentar a própria casa, enquanto tenta manter tudo funcionando. Entre tarefas, urgências e silêncios, o tempo escorre — e a vida parece sempre acontecer fora dela.

A protagonista não ter nome é, para mim, uma escolha simbólica poderosa: ela está viva, faz de tudo para sobreviver, mas não consegue existir para si. Nunca há um minuto disponível — o tempo sempre falta.

 Com três filhos pequenos e um marido que acabou de ficar desempregado, o livro trata do luto silencioso pelo que se perde quando a estabilidade acaba. Essa fase desorienta, cansa e, muitas vezes, esvazia à pessoa e às suas relações.

O livro está repleto de dramas familiares extremamente reais - do jeito que eu gosto. Entre as demandas constantes, a protagonista mal é vista — e, ainda assim, é a espinha dorsal da família, sem reconhecimento algum.

 Outro ponto central é a contradição social imposta às mulheres: criar filhos como se não trabalhassem e trabalhar como se não tivessem filhos, o que é trazido de forma brilhante na pele da protagonista. Um tema atual e incômodo, que ajuda a explicar por que tantas mulheres hoje repensam a maternidade.

A edição em capa dura, com ilustração que dialoga com a história, além de valorizar a leitura. A autora Amelia Greier demonstra talento e sensibilidade, e eu espero ler outros trabalhos seus. Recomendo fortemente!

29 de setembro de 2025

Resenha: O pijama de Nina

 


Bora falar sobre livros?

Recebi "O pijama de Nina", da @multi.leitura de autoria de @geovana.csantos publicado pela @literissimaeditora e hoje trago para vocês as minhas impressões.

Aqui conhecemos Nina, uma menina pré-adolescente que está vivendo o período de transição entre a infância e a maturidade.

Durante as festas de fim de ano em sua casa, com familiares reunidos para comemorar o Natal, ela mergulha em reflexões profundas sobre si mesma, sobre o seu lugar no mundo, sobre os seus próprios sentimentos.

Ela ganha de presente um pijama do seu tio, que é muito observador e que costuma dar presentes bem mais pessoais. Então, ela pergunta para ele a respeito do presente. E é muito interessante a conversa que eles têm a partir disso.

Está também presente no livro o incômodo da Nina com as comparações entre ela, o seu primo Raul e também com sua irmã e com outras pessoas quando tinham a mesma idade.

Nina é cobrada sobre sua falta de organização, seu destempero em algumas situações e achei interessante porque, na vida real, são cobranças que não deixam de ocorrer ao longo de toda a trajetória humana.

Eu achei um livro extremamente sensível e perfeito para pré-adolescentes que estão iniciando a jornada de construção da própria identidade.

É um momento muito delicado para identificar e se permitir viver as emoções que fluem a todo momento, e eu entendo que esse tipo de leitura pode auxiliar, por trazer o exemplo de Nina.

O livro tem uma escrita mais poética, contemplativa e introspectiva, mas para mim, a leitura fluiu normalmente.

Para fechar com chave de ouro, as ilustrações da @marianatavaresart dão um tom de emoção e trazem, de uma forma muito significativa, as memórias evocadas por Nina.

Assim, super recomendo!

E você, curtiu a resenha? Ficou com vontade de ler? Indica outros livros para pré-adolescentes? Me conta aqui embaixo.

13 de setembro de 2025

Resenha: Vento endiabrado

 


Bora falar sobre livros?

Hoje trago a resenha de "Vento Endiabrado", publicado pela @minotauro_editora , de autoria de @reginahelenapaivaramos lido para a leitura coletiva promovida com carinho pela @lcagcomunicacao

A história se passa na fictícia Jacurici, ao longo de quarenta anos, com as transformações daquela comunidade.

Conhecemos Veridiana, escultora renomada, e Venâncio, rapaz simples que se torna seu amante. A relação é complexa, cada um com seu interesse, e bastante real.

A trama se desenvolve com diversos outros personagens, tais como Carolina, que vive seus desejos; Tereza, mãe solo corajosa; o médico Dr. Zé Luiz; Dona Quicas, a fofoqueira da cidade; e diversos outros que, somados a turistas que passam pelo local, fazem o dia-a-dia da cidade.

A leitura, embora envolvente, pode ser dificultada pela linguagem pois, ao mesmo tempo em que a oralidade caiçara traz autenticidade, pode comprometer a fluência. Penso que isso não retira o mérito literário, mas exige maior atenção.

O livro me lembra a vida em cidades pequenas interioranas do Brasil, com as conversas e suas fofocas, o que reforça o caráter humano da história de vida de cada um.

Os personagens mais velhos são especialmente bem construídos, cheios de vida, sabedoria e singularidades, ocupando pouco a pouco seu espaço na trama.

E, como ressaltaria qualquer mineira encantada pelo mar, a praia é um elemento que dá frescor e beleza à narrativa, funcionando como refúgio e testemunha dos encontros - e desencontros - humanos.

Vento Endiabrado é sobre memória, pertencimento e identidade, e nos mostra como o tempo é capaz de transformar lugares e pessoas.

Apesar da dificuldade inicial que eu tive com a linguagem, a leitura foi recompensadora, pelos personagens reais, pelos conflitos que geram identificação e, sobretudo, por trazer reflexões profundas sobre escolhas de vida.

E aí, curtiu a resenha? Ficou com vontade de ler? Me conta aqui embaixo.

3 de setembro de 2025

Resenha: A voz do tempo

 





Bora falar sobre livros?

Hoje trago a resenha de "A voz do tempo" , publicado pela @editora_autografia , de autoria de @lenahoswaldocruz lido para a leitura coletiva promovida com carinho pela @lcagcomunicacao 

Nesse livro, a autora retrata a própria história, cujo contexto familiar é fascinante, porém muito doloroso.

O livro se inicia com o universo de sua mãe Dora, uma mulher totalmente à frente de seu tempo; e de seu pai Luiz, um religioso que largou a batina em nome do amor, o que deixa o leitor muito envolto nos dramas pessoais e familiares de cada personagem.

Luiz largou a carreira religiosa sobre a qual, até aquele momento, tinha muita certeza, para viver um tipo de amor diferente. A constituição de uma família é de extrema responsabilidade e ele não suportou seguir dessa forma.

Por outro lado, Dora não atinge as próprias expectativas de vida "apenas" com a família e busca conhecimento, trabalho, um novo amor e, o que exige a divisão dos cuidados com os filhos, da qual Luiz jamais deu conta.

A relação familiar com Luiz é um ponto que mexeu profundamente comigo e, em alguns momentos, minha vontade foi de confrontá-lo por sua dureza. Em outros, de acolher seus filhos - as crianças que tanto sofreram com suas escolhas.

E, após a conversa com a autora, pude compreender que ela também tomou esse caminho, de abraçar sua própria criança interior, ao colocar essa história no papel e enviá-la para o mundo.

Após o sepultamento de Luiz, Lenah tem acesso a cartas por ele deixadas e, embora tais registros não tenham a mesma fluidez do núcleo narrativo de Lenah,  dão acesso ao leitor a memórias e às raízes dos conflitos que atravessam a família.

Entendo que a única explicação possível para as atitudes de Luiz é sua completa inabilidade de lidar com a própria decisão de abandonar o seminário e assumir uma vida conjugal e familiar para a qual não estava preparado. Nesse conflito interno, Luiz envolve e faz sofrer a todos os que estão à sua volta.

A autora me prendeu desde as primeiras páginas, com uma narrativa de forte intensidade emocional, que traz reflexão sobre escolhas, renúncias e consequências na vida, então, super recomendo.

E você, curte livros com essa pegada? Gostou da resenha? Me conta aqui embaixo.





26 de agosto de 2025

Resenha: Querida Konbini



 Bora falar sobre livros?

Em "Querida Konbini", de Sayaka Murata, conhecemos Keiko Furukura, uma mulher de 36 anos que trabalha em uma loja que "vende de tudo", e no Japão, eles chamam de loja de conveniência.

Keiko é uma mulher excêntrica, de vida simples, que não deseja se casar e nem ter filhos, uma postura diferente do que todos esperam para uma pessoa da idade dela.

E, conforme a leitura se desenvolve, pude compreender que a forma como Keiko leva a vida não é uma escolha consciente. Na realidade, ela tem certa dificuldade de conexão com as pessoas e com as expectativas da sociedade.

Keiko se sente bem em seu trabalho, sem desqualificar sua tarefa como "menor". E eu penso que, ao trazer esse "desvio da normalidade" da personagem principal, a autora nos oportuniza uma potente reflexão.

Afinal, qual o caminho para o progresso pessoal? Será que suas curvas, obstáculos e a linha de chegada deve ser igual para todas as pessoas? Necessariamente, sucesso envolve dinheiro, poder, cônjuge e filhos?

Depois de um tempo, Keiko se envolve com um colega de trabalho e, depois disso, é construído um desfecho que não me foi satisfatório, porque não conserva a energia do desenvolvimento desse enredo, não teve o impacto esperado, nem mesmo condizente com a jornada de Keiko, tirando, a meu ver, a autenticidade da protagonista.

Por tudo isso, considero essa uma obra necessária por trazer uma crítica social potente e nos fazer refletir sobre a influência das expectativas sociais sobre as nossas vidas. Assim, recomendo muito, apenas com essa ressalva sobre o final!

E você, já leu ou tem vontade de ler? Gostou da resenha? Me conta aqui embaixo!





16 de julho de 2025

Resenha: Precioso

 


Bora falar sobre livros (infantis)?

"Precioso", escrito por Fernando Zenshô e publicado pela Editora Pera Books, é uma verdadeira joia da literatura infantil contemporânea. Com uma edição lindíssima, repleta de ilustrações coloridas e encantadoras, a obra chama a atenção logo à primeira vista, despertando o interesse tanto das crianças quanto dos adultos.

Aqui, conhecemos uma menina super curiosa que, interessada em saber mais sobre o mundo - animal e humano - começa a perguntar aos bichinhos o que é mais importante na vida. E todos respondem que, na realidade, o mais importante é o grupo em que vivem.

Mais do que um livro bonito, Precioso conduz seus leitores a reflexões profundas sobre temas fundamentais da vida em sociedade, como a convivência, a amizade e os verdadeiros valores que devemos cultivar. 

De maneira delicada e acessível, o autor utiliza personagens animais para ilustrar situações cotidianas e sentimentos humanos, estabelecendo pontes entre o universo infantil e o mundo real.

A lição trazida no livro - a importância do todo, do grupo, da sociedade - é, para mim, fundamental para demonstrarmos às crianças algo que se contraponha à individualidade que nos assola e faz com que deixemos de enxergar as pessoas em nosso entorno.

Com uma sensibilidade que me encantou, o autor mostra como o mundo externo — cheio de desafios, relações e escolhas — se entrelaça com o mundo interno de cada indivíduo, formado por emoções, desejos e necessidades. Trata-se de uma obra que ultrapassa o mero entretenimento e pode ser uma ferramenta de educação socioemocional, essencial na formação das crianças.

Por isso, recomendo Precioso a pais e educadores e profissionais da infância, pela importância dos diálogos que podem se dar a partir dele.

E você, gostou da resenha? Ficou com vontade de ler? Leu algum livro infantil esse ano? Me conta aqui embaixo.




Resenha: Não Era Você Que Eu Esperava

 



Bora falar sobre livros (HQs)?

"Não Era Você Que Eu Esperava" é um quadrinho que nos traz uma história baseada em fatos reais.

De forma muito comovente, acompanhamos um casal grávido e, logo depois, o nascimento da segunda filha deles, com Síndrome de Down.

Como creio que acontece com todos os pais de crianças atípicas, eles não estavam preparados para a chegada de uma filha com necessidades especiais.

O susto inicial com o diagnóstico e a preocupação com o futuro da menina são retratados de maneira muito humana e, por vezes, dolorosa.

A insegurança do pai fica evidente, sobretudo nas comparações que faz entre as filhas, momentos esses essenciais para entender a complexidade da aceitação e da superação emocional que a história pretende transmitir.

Achei a obra muito forte, emocionalmente, sobretudo no início, onde algumas frases são preconceituosas, gerando, por vezes, raiva, em outros momentos, desconforto no leitor.

Porém, até pela minha proximidade e convivência diária com minha cunhada - que tem Síndrome de Down - compreendo também que se trata da crueza de um processo de adaptação, em que emoções conflitantes tendem a aparecer e, com o passar do tempo, elas dão lugar à aceitação, o que deixa as preocupações iniciais em segundo plano.

As ilustrações também dão o tom que a obra pede: momentos de dificuldade, amor e esperança são colocados em desenhos que expressam força, mas ao mesmo tempo, suavidade e doçura.

Entendo que o livro cumpre a proposta de apresentar as dificuldades, os preconceitos e os conflitos internos de forma honesta e real, sem floreios e, assim, recomendo muito a leitura.

E você, já leu ou tem vontade de ler esse livro? Já leu alguma HQ esse ano? Me conta aqui embaixo.


8 de julho de 2025

Resenha: Onde eu nasci passa um rio

 






Bora falar sobre livros?

Em "Onde eu nasci passa um rio", @luiznevescastro nos presenteia com uma narrativa envolvente, conduzida por uma escrita fluida e sensível.

Um dos maiores encantos do livro, para mim, foi a ambientação: viajar junto de Edinho pelas cidades do interior do Brasil foi um prazer à parte.

Ressalto a riqueza da descrição que o autor traz dos cenários, de forma que eu me senti caminhando ao lado do protagonista, atravessando as paisagens que misturam o real ao ficcional.

A busca do personagem principal por sua mãe é o fio condutor da trama, e é impressionante como me enchi de emoções conforme ocorria a jornada do personagem. 

Logo no início, desconfiei de um ponto crucial para o desfecho da história, depois recuei diante dos rumos que a narrativa tomou. E voltei a me surpreender no final, quando pude confirmar o que imaginava!

É evidente que o autor se propôs a recriar um clássico, o que pode parecer uma ingrata missão. Porém, é nítido que os caminhos escolhidos por ele foram cunhados com respeito e originalidade.

Fiquei impressionada porque, em pouco mais de 100 páginas, o livro conseguiu me provocar diversas sensações e isso é exatamente o que mais curto em uma leitura e, assim, recomendo!

Agradeço à @lcagcomunicacao pelo envio do exemplar e pela condução, com carinho, da leitura coletiva que rendeu uma rica discussão.

E aí, gostou da resenha? Ficou com vontade de ler? Me conta aqui embaixo.





26 de junho de 2025

Resenha: O voo do pássaro caído





Bora falar sobre livros?


Hoje trago a resenha de "O voo do pássaro caído" , publicado pela @editora_bestiario, de autoria de @rafamartevv lido para a leitura coletiva promovida com carinho pela @lcagcomunicacao


Aqui, temos a história dos jovens Alex e Olga que, embora profundamente caóticos e contraditórios em suas questões internas, carregam uma carga de humanidade que torna inevitável a identificação do leitor, justamente por representarem nossos próprios conflitos perante as frustrações da vida.


Embora igualmente contraditórios, cada um tem sua visão de vida e, com suas próprias experiências - ele, na área de exatas e ela, na de humanas - trazem diálogos bastante originais que, muitas vezes, me surpreenderam e emocionaram no decorrer da leitura.


Outro ponto interessante foi a voz narrativa: quem nos fala é o próprio Amor. A meu ver, enxergar as coisas pela sua lente foi bastante instigante, pois ele trouxe as doses certas de sensibilidade e ironia - do jeito que eu gosto!


No livro, que tem menos de 200 páginas, os protagonistas se conhecem de forma totalmente pretenciosa e a história se desenvolve principalmente dos diálogos que acontecem a partir disso - e que me fizeram refletir muito sobre diversas questões da vida.


A escrita do autor é fluida e envolvente, de fácil leitura, mesmo com a profundidade dos personagens, das situações por que passam e dos assuntos trazidos.


Destaco, particularmente, o final do livro, um tanto ousado e provocador, que rompe com qualquer expectativa. Para mim, não é apenas uma distopia, mas senti como bem reais as previsões trazidas, o que me foi verdadeiramente impactante.


Assim, recomendo muito a leitura e aproveito para parabenizar o autor e agradecer à LC Comunicação pela oportunidade dessa rica experiência.


E aí, gostou da resenha? Ficou com vontade de ler? Me conta aqui embaixo.






Resenha: Diferentes, sim. Desiguais, jamais.




Bora falar sobre livros?


Recebi, da @parceria6 essa preciosidade chamada "Diferentes, sim. Desiguais, jamais" publicado pela @cortezeditora e sobre o qual falarei hoje!


Um dos autores do livro é ninguém menos que @cortella que dispensa comentários, em uma parceria com Paulo Jebaili.


A história aborda, em uma linguagem muito específica para que a criançada possa compreender, a temática da diversidade.


Aqui, conhecemos Ana e Otto que conversam com um senhor do bairro, com o vendedor de doces e com um colega com deficiência visual, sobre assuntos distintos, aprendendo muito em todos os contatos.


Junto com a mãe de Ana, as crianças refletem a respeito das primeiras impressões que temos a respeito de algo ou alguém e, ainda, como isso se solidifica em nossa mente, às vezes tornando-se uma ideia absoluta.


Daí, o livro se desenvolve com conversas muito ricas a respeito de como as aparências e as habilidades demonstradas à primeira vista podem nos enganar a respeito de algo ou alguém.


Foi impossível não refletir a respeito de conceitos como a igualdade, a inclusão, a justiça e as nossas percepções individuais sobre a realidade. E, sobretudo, sobre como estamos passando isso para nossas crianças, através do nosso exemplo!


Para mim, um livro necessário para ser lido por crianças, pais e educadores que se interessem na construção de um mundo menos desigual, onde possamos transformar as diferenças em detalhes!


E aí, curtiu a resenha? Ficou com vontade de ler? Já leu algum livro do Cortella? Me conta aqui embaixo.



27 de março de 2025

Resenha: As pulgas

 


Bora falar sobre livros?

Hoje venho falar sobre a minha leitura de "As Pulgas", de @vfsampaio

publicado pela @editoraasesdaliteratura , recebido em parceria com a @oasyscultural

Aqui conhecemos Roberto, nosso protagonista ímpar que está em um supermercado e, de repente, começa a sentir uma coceira enorme e desconcertante.

Nas sessões de terapia de Roberto, descobrimos um pouco da sua vida, toda a sua trajetória desde a infância, com suas angústias, traumas e as tentativas infrutíferas de buscar a felicidade.

Nesse ponto, preciso mencionar que o autor, Doutor em Psicologia, traz uma brilhante metáfora, relacionando a coceira de Roberto a todas as questões incômodas e ainda não resolvidas no coração e na mente do personagem.

E assim, se descortinam vários aspectos de Roberto, inclusive a sua criação, onde não faltaram episódios de hipocrisia, racismo, homofobia e perdas importantes para alguém tão jovem.

A história passa marcando o leitor, que passa a refletir sobre sua própria história, com toda a inteireza humana, seja nas dores e traumas, no abandono ou nas memórias.

O autor optou por revezar a escrita entre primeira e terceira pessoas, o que fez com que eu me perdesse algumas vezes, mas nada que reler com um pouco mais de atenção não resolvesse.

Um livro que traz tensão e incômodo e nos faz repensar no quanto nossas atitudes refletem no outro.

Assim, como não poderia deixar de ser, recomendo a leitura.

E você, curte essa pegada de leitura? Aguçou a curiosidade? Me conta aqui embaixo!




24 de março de 2025

Resenha: A empregada

 



Bora falar sobre livros? 

"A empregada", primeiro livro da série publicada pela @editoraarqueiro traz a história de Millie, que começa a trabalhar como empregada doméstica na casa de uma família.

O casal que é patrão de Millie exige que ela, além de preparar as refeições e buscar a filha do casal na escola, limpe a bagunça que, frequentemente, é deixada pela dona da casa, Nina.

Fechada em seu quarto minúsculo, Millie revela ao leitor um pouco de de seu passado sombrio e sofrido.

Nina, apresenta comportamentos estranhos e Millie começa a refletir sobre os motivos disso, afinal, ela tem "tudo": uma família, bastante dinheiro, uma casa linda - e um ótimo marido. E é então que Millie passa a cobiçar a vida de sua patroa.

A autora desenvolve a trama com maestria, incluindo reviravoltas imprevisíveis e bastante angustiantes. 

A meu ver, os personagens são desenvolvidos de maneira muito humana, com várias qualidades, defeitos e a evolução de cada um e dos relacionamentos. Para mim, a escrita da autora foi extremamente fluida não sosseguei enquanto não cheguei ao final.

E por falar em final, acho importante ressaltar a "sacada" da autora ao fechar esse enredo, com mais uma reviravolta totalmente inesperada que me deixou um gostinho de "quero mais".

Já estou bem curiosa pelo próximo livro da série.

Curti muito a leitura que, além de trazer um bom suspense, me levou a refletir sobre os limites no caráter de cada pessoa, seus valores e o que cada um é capaz para salvar a própria pele.

O livro ficou por mais de 1 ano entre os mais vendidos do The New York Times e não foi à toa! Por tudo isso, recomendo aos amantes de suspense!

E você, curte esse gênero literário? Gostou da resenha? Me conta aqui embaixo se leu ou se ficou com vontade de ler!



7 de março de 2025

Resenha: O navio da morte

 



Bora falar sobre livros?

Hoje é dia de lhes contar sobre a minha leitura de "O navio da morte", publicado pela @editora7letras que recebi em parceria com a @oasyscultural

Aqui conhecemos Gales, um marujo esquecido em um porto da Antuérpia após a Primeira Guerra. Ocorre que ele está sem seus documentos e, em primeira pessoa - quase em formato de fluxo de consciência - nos conta essa história repleta de detalhes sobre como era a vida naquela época, as agruras e desejos.

Então, Gales embarca no "navio da morte", não sem antes rodar de um lado para o outro na tentativa de regularizar sua condição para trabalhar e viajar - já que perdeu seus documentos.

E assim, acompanhamos as aventuras desse moço um tanto azarado e com um humor ácido, que flerta com preocupantes perigos e me fez rir e me emocionar durante a leitura.

Para mim, a dureza das coisas pelas quais o marinheiro passa se assemelha à dureza de nosso próprio cotidiano e, assim, o autor faz uma metáfora interessantíssima da diferença de classes, da importância de cada um de nós e das nossas necessidades - físicas, emocionais, existenciais - tão humanas.

O final é inesperadamente trágico, sem perder o tom irônico que permeia todo o livro, o que ressalta ainda mais o talento do escritor.

Escrito em 1926, no meu modo de ver, a obra é atemporal, clássica e necessária para basear infindáveis discussões sobre a temática de privilégios e lutas de classes, presentes até hoje em nossa sociedade.

Assim, recomendo muito!

E aí, curtiu a resenha? Ficou com vontade de ler? Costuma ler obras clássicas? Me conta aqui embaixo.




5 de março de 2025

Resenha: A menina que queria rodar a baiana

 


Finalzinho de carnaval hoje e venho falar dessa lindeza de livro sobre o tema!

Recebi, da @parceria6 essa preciosidade chamada "A menina que queria rodar a baiana" publicado pela @cortezeditora 

Aqui conhecemos Rafinha, uma menina esperta e muito curiosa que, certo dia, ouve um barulho diferente e descobre que se tratava de uma escola de samba.

Mas o que seria uma "escola de samba"? Por quê tinha esse nome? Será que lá também os professores ensinavam aos alunos? Eles faziam alguma prova?

Para responder a todas as questões da menina, sua avó, dona Dora, a levou até a escola de samba do bairro, para que pudesse se saciar de todo conhecimento e esclarecer as dúvidas que estavam rodando em sua cabeça.

Rafinha se interessou pela ala das baianas, na qual quis desfilar e quase "rodou a baiana" quando pensou que ali não haveria vaga para ela.

E assim, o livro conduz o leitor a uma infinidade de informações sobre o carnaval, as escolas de samba e a importância dela para a comunidade.

Penso que, para além das fantasias lindas que vemos pela TV, muito mais longe que o batuque da bateria dá ritmo aos nossos corações, estão pessoas apaixonadas que dão a vida, se dedicam e trabalham muito para a realização dos desfiles.

Sou encantada por essa data linda que mostra como somos fortes quando estamos unidos por uma causa, um objetivo em comum e, portanto, acompanhar Rafinha nessa aventura foi realmente mágico!

Assim, super recomendo a leitura para todas as idades!

E aí, curtiu a resenha? Ficou com vontade de ler? Como foi o seu carnaval? Me conta aqui embaixo.






25 de fevereiro de 2025

Resenha: Tarde demais

 


Bora falar sobre livros?

Hoje venho contar minha experiência lendo "Tarde demais", da Colleen, um livro bem diferente do que ela geralmente escreve, história profunda e densa.

Sloan, uma jovem que está na faculdade e que tem um irmão com necessidades especiais e, para conseguir protegê-lo, se prende em um relacionamento tóxico, indo morar com com Asa Jackson, que tem uma casa de onde comanda o tráfico de drogas da região.

Certo dia, Sloan conhece Carter durante uma aula e quase morre de susto quando ele aparece na casa dela, como um dos capangas de Asa.

Conforme a história se desenvolve, conhecemos o passado dos personagens, com nuances que, embora não sejam justificativas, nos ajudam a entender o comportamento de cada um.

A partir de um ponto da história, comecei a temer pela vida e segurança de Sloan - e até de seu irmão.

A proximidade de Sloan e Carter me causava angústia e foi impossível não passar o livro todo com o coração na mão, torcendo para que tudo desse certo e para que nada fosse revelado antes da hora.

O final é marcante, movimentado e inesquecível e deixa uma grande lição com a parte que fica em aberto!

Já aviso que, conforme a autora menciona no prefácio, não é um livro típico dela, a história é bem mais pesada, há muitas cenas assustadoras e com todo tipo de violência, assim, leiam com cuidado!

Eu gostei da leitura porque traz algo que acontece com muitas mulheres, que são taxadas de gostarem da situação em que vivem, quando, na realidade, é extremamente difícil sair desse tipo de relacionamento abusivo e violento.

Assim, recomendo com essas ressalvas.

E você, já leu ou tem vontade de ler algo da Colleen? Me conta aqui embaixo!




17 de julho de 2024

Resenha: Corredor do tempo

 


Livros narrados por um personagem ainda criança me encantam. E foi o que aconteceu com esse livro da Adriana Vieira Lomar que recebi para participar da leitura coletiva organizada com muito carinho pela LC Agência de Comunicação.

Fizemos a nossa discussão da leitura coletiva e, após assentarem as ideias em minha cabeça, aqui estou para contar um pouco dessa experiência de leitura.

Aqui conhecemos uma garotinha de 8 anos e acompanhamos sua mudança, com a família, para o novo apartamento, com um corredor que, para aqueles olhinhos infantis, era imenso e um tanto misterioso.

Ao investigar - sobretudo entre "conversas de adulto" - a menina descobre histórias que estariam por trás daquele imóvel. Obviamente, passagens sobrenaturais, lendas e muita imaginação estão presentes.

Como já li vários livros da autora, pude perceber certa semelhança entre eles, tais como me colocar muito dentro da história e, claro, personagens que não possuem nome. Os capítulos curtos tornam a leitura ainda mais fluida.

Me senti muito nostálgica ao voltar aos meus pensamentos de menina através da personagem, que tinha medos, anseios e carregava sempre seu brinquedo para todo canto.

A autora aborda temas muito densos de forma tão leve, que é necessário algum tempo para digerir tudo o que se leu.

Recomendo muito a quem curte esse tipo de leitura que reverbera em nós mesmo após fechar o livro!

E você, curtiu a resenha? Gosta dessa vibe? Me conta aqui embaixo! 







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