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7 de fevereiro de 2024

RESENHA: 1984

  





O CLÁSSICO CITADO NO BBB

Mais uma leitura feita com os queridos Psicologa Literária e Oceania em Versos em 2023 e, recentemente nos reunimos para mais uma rica discussão.

Citado por alguém no BBB, o livro começou a ser muito procurado nas livrarias e hoje venho contar um pouco da experiência dessa leitura.

POR DENTRO DA HISTÓRIA: O cenário é uma sociedade inserida em um mundo que vive uma guerra. Todos produzem coletivamente, apesar de viver cada um na sua.

O Grande Irmão é o poder estatal, repleto de ministérios que vigiam tudo para manter a verdade, a lei e a ordem. Para isso, retiram do ser humano a única coisa que o diferencia dos outros animais: o poder de pensar.

DESENVOLVIMENTO: A partir daí, vemos as investidas do estado absoluto para o controle de massa e as atitudes dos rebeldes, reacionários, revolucionários que que reivindicam seu direito ao pensamento livre.

MINHA OPINIÃO: Como pode uma distopia lançada em 1949 trazer tanta semelhança com os tempos atuais?

Tentativas de censura, a intolerância como regra e esse livro me tirou do eixo por alguns momentos. As contradições do governo absoluto me chamaram a atenção, pois é sempre "Aos amigos, tudo, aos inimigos, a lei".

Claro, como amante das palavras, fiquei bem apreensiva com a ideia de que esse era o principal alvo do governo: atacar as palavras, a ideia, o pensamento, o que, somado à vigilância constante, faz com que cada um perca sua individualidade.

Não é um livro de palavras difíceis, nem mesmo com uma narrativa complexa. O que o torna denso é a dificuldade em concatenar as ideias, entender as reflexões e provocações propostas e seguir. Um livro que, definitivamente, precisa de tempo para ser digerido.

Entendi porque é um clássico e recomendo!

E você, já leu esse livrão? Deixe sua opinião nos comentários e ajude esse conteúdo a chegar a mais pessoas!

29 de agosto de 2023

Resenha: A elegância do ouriço




CHOREI NO FINAL, SIMPLES ASSIM!

E olha que nem me considero tão "manteiga derretida" assim não!

"A elegância do ouriço", da Editora Companhia das Letras, traz a história de personagens completamente diferentes:

- Renée, a zeladora de um prédio elegante de Paris, fã de ninguém menos que Tolstoi;
- Paloma, uma menina de 12 anos que não vê sentido na vida;
- Kakuro Ozu, um senhor japonês que vem habitar o prédio e as encanta com sua leveza.

Renée me pareceu uma senhora ranzinza mas, conforme desenvolvi a leitura, tive acesso às suas ideias, pensamentos e sentimentos e, no fim das contas, nem a achei tão "brava" assim.

O dia-a-dia do prédio e dos personagens é abordado de forma natural, com seus dramas, com o mal humor de alguns moradores, a pressa de outros e o impacto do trabalho da zeladora para quem reside ou faz uma entrega ali.

Os personagens principais nos levam a grandes reflexões sobre coisas como a banalidade da vida, a espera de sua finitude, a (pouca?) diferença que nossas atitudes podem fazer no mundo.

Sempre filosóficas, com muita ironia e até certo exagero nos valores, Renée e Paloma conseguiram me fisgar e me surpreender na medida certa durante toda a leitura.

O final do livro é, de certa forma inesperado. Mas, quando volto aos ensinamentos dos próprios personagens, percebo que há um propósito extremamente importante no fato ocorrido que, como eu disse acima, me fez chorar.

A elegância do ouriço é um livro que mexe com o leitor, pois nos convida a ter empatia pelos personagens, de forma que passamos a sofrer suas dores muito naturalmente.

Entendi porque esse livro se tornou um clássico e vendeu quase 1 milhão de cópias na França logo em sua estréia. Favoritei e recomendo muito a leitura!

Já leu ou ficou com vontade? Me conta aqui embaixo.



27 de janeiro de 2022

[Resenha] A máquina do tempo

 

#pracegover Fundo neutro, kindle com a capa do livro em destaque, estátua de um pensador, colar com pingente de ampulheta. A capa do livro tem fundo escuro e imagens de engrenagens e um relógio. Acima, título e nome do autor.


Sinopse: A Máquina do Tempo: a mais espantosa das invenções, capaz de levar seu criador a uma viagem surpreendente através de milhares de anos de transformações sobre a Terra. Novos seres ocupando a superfície e as entranhas do planeta, vivendo numa incrível civilização do futuro, onde a luta pela vida é implacável. O final dos tempos e a agonia do sistema solar com o colapso de nossa estrela, prestes a explodir.
Uma história de aventura e emoções inimagináveis, esta obra também é uma reflexão sobre os valores de nossa sociedade e sobre o mundo que construímos hoje.




Oi oi, pessoal! Tudo bem por aí?

Ainda não havia lido nada desse autor mega renomado, com vários clássicos lançados e me aventurei logo nesse, um dos mais famosos.

Aqui conhecemos um protagonista que constrói uma máquina do tempo e viaja para um tempo muito à frente do que imaginamos.

O protagonista é denominado apenas "viajante do tempo" e temos a apresentação de um futuro muito diferente, com seres que não compreendem a linguagem dele e esse foi o meu primeiro ponto de agonia.

Não posso negar que a linguagem do autor é interessante e sua escrita, bem fluida. Porém, não consegui me conectar à história.

Há quem diga que se trata de uma grande crítica política do autor sobre capitalismo e luta de classes. Eu não enxerguei tão bem tais críticas, talvez porque necessite de uma leitura mais aprofundada.

O final é surpreendente e deixa uma mensagem muito interessante.

Considero esse livro uma boa entrada para os clássicos de ficção científica, ainda mais por ser a primeira vez que trataram de uma máquina do tempo na literatura.

Para mim não funcionou também, talvez pelo fato de esse gênero literário não ser dos mais apreciados por mim.

Em fim, recomendo com essas ressalvas.

E você, já leu ou quer ler algo desse autor? Me conta nos comentários!


#PRACEGOVER: Caricatura da Karla com
escrito "Matéria de Karla Samira"



24 de janeiro de 2022

[Resenha] Frankenstein

 





Sinopse: A princípio, tratava-se de um pequeno conto sobre um jovem estudante suíço que ambicionava criar um ser ideal, injetando vida a um corpo morto.
Mais tarde, transformado em romance, tornou-se um marco na literatura do gênero. Frankenstein ou o Moderno Prometeu (Frankenstein; or the Modern Prometheus, no original em inglês), mais conhecido simplesmente por Frankenstein, é um romance de terror gótico com inspirações do movimento romântico, de autoria de Mary Shelley, escritora britânica nascida em Londres.
O romance relata a história de Victor Frankenstein, um estudante de ciências naturais que constrói um monstro em seu laboratório. Mary Shelley escreveu a história quando tinha apenas 19 anos, entre 1816 e 1817, e a obra foi primeiramente publicada em 1818, sem crédito para a autora na primeira edição. Atualmente costuma-se considerar a versão revisada da terceira edição do livro, publicada em 1831, como a definitiva. O romance obteve grande sucesso e gerou todo um novo gênero de horror, tendo grande influência na literatura e cultura popular ocidental.







Oi genteeeee!

Segundou e hoje venho contar a minha experiência de leitura lendo Frankenstein, esse grande clássico que sempre me chamou a atenção.

E o livro é surpreendente, por vários motivos!

Venha conferir as minhas impressões clicando no vídeo!

A história me despertou diversos sentimentos e reflexões, principalmente sobre a dicotomia bem/mal. 

E, afinal, quem é o verdadeiro monstro? O criador ou a criatura?

Leitura que recomendo muito!

#pracegover A capa do livro é preta e traz um pequeno desenho da criatura, título e nome da autora ao centro.

#PRACEGOVER: Caricatura da Karla com
escrito "Matéria de Karla Samira"


20 de janeiro de 2022

[Resenha] Agnes Grey

#pracegover Fundo rosa, flor branca, colar de pérolas. Kindle em destaque com a capa do livro, que tem fundo rosado, traz o título e nome da autora acima, o desenho de uma estante de livros e a silhueta de uma mulher lendo.


Sinopse: Os fãs de literatura inglesa irão se deliciar com mais uma obra-prima parte da coleção das irmãs Brontë: Agnes Grey, de Anne Brontë. Publicado em 1850, o romance ultrapassa a Era Vitoriana com sua temática realista. A caçula da família Brontë não fica atrás de suas outras irmãs escritoras, Charlotte e Emily, ao criar uma protagonista disposta a enfrentar as convenções sociais da época e se firmar como uma mulher corajosa e dona de si, diferente de muitas mocinhas românticas de então. A obra narra a trajetória de Agnes, governanta de famílias da classe aristocrática inglesa, suas lutas, questionamentos e claro, sua relação com o amor. Leitura imperdível para os apaixonados pelas outras irmãs Brontë e pela produção literária inglesa.




Oi, oi pessoal!

Em 2021 recebi uma enxurrada de indicações dos livros das irmãs Brontë e confesso que nunca havia lido nada delas. Conhecia de nome apenas o Morro do ventos uivantes, que ainda não li.

Então, tive a oportunidade de conhecer Agnes Grey, essa personagem diferente e absolutamente encantadora que dá título a esse livro.

Uma moça bem à frente do seu tempo que, ao ver seus pais apostarem todo o seu dinheiro em uma promessa e perderem tudo, decide enfrentar as convenções sociais e partir para o trabalho árduo como tutora de crianças.

Agnes não tem moleza no seu trabalho, lida com crianças e adolescentes difíceis, mimados, chatos, acostumados a serviçais extremamente subservientes, mas consegue levar tudo com muito jogo de cintura (e, obviamente, passa alguns momentos de raiva também!).

O que mais me marcou foi o fato de ela não se contentar em ser "apenas" esposa, como era o esperado para as mulheres da época.

Pelo que vi, o livro foi inspirado na vida da própria autora e isso é perceptível durante a leitura, uma vez que a narrativa nos aproxima muito de Agnes, como se estivéssemos lendo seu diário.

Não achei a escrita chata, nem a linguagem rebuscada e recomendo a todos os amantes de uma boa história de época.

E você, já leu ou tem vontade de ler algo das irmãs Brontë? Me conte nos comentários.


#PRACEGOVER: Caricatura da Karla com
escrito "Matéria de Karla Samira"


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