6 de agosto de 2020

[Resenha da Karla] Herdeiras do mar


#PRACEGOVER: Capa do livro
HERDEIRAS DO MAR

Autora: 
Mary Lynn Bracht
Editora: Paralela
Ano: 2020
Páginas: 366
Minha classificação: 5/5 

Sinopse: Quando Hana nasceu, a Coreia já estava sob ocupação japonesa, e por isso a garota sempre foi considerada uma cidadã de segunda classe, com direitos renegados. No entanto, nada diminui o orgulho que tem de sua origem. Assim como sua mãe, Hana é uma haenyeo, ou seja, uma mulher do mar, que trabalha por conta própria seguindo uma tradição secular. Na Ilha de Jeju, onde vivem, elas são as responsáveis pelo mergulho marinho — uma atividade tão perigosa quanto lucrativa, que garante o sustento de toda a comunidade.
Como haenyeo, Hana tem independência e coragem, e não há ninguém no mundo que ela ame e proteja mais do que Emi, sua irmã sete anos mais nova. É justamente para salvar Emi de um destino cruel que Hana é capturada por um soldado japonês e enviada para a longínqua região da Manchúria.
A Segunda Guerra Mundial estava em curso e, assim como outras centenas de milhares de adolescentes coreanas, Hana se torna uma "mulher de consolo": com apenas dezesseis anos, ela é submetida a uma condição desumana em bordéis militares. Apesar de sofrer as mais inimagináveis atrocidades, Hana é resiliente e não vai desistir do sonho de reencontrar sua amada família caso sobreviva aos horrores da guerra.
Em Herdeiras do mar, Mary Lynn Bracht lança mão de uma narrativa tocante e inesquecível para jogar luz sobre um doloroso capítulo da Segunda Guerra Mundial ainda ignorado por muitos.


Olá, leitor do Pacote Literário!

Hoje a resenha é sobre esse livro sensacional publicado esse ano pela Editora Paralela e lido em conjunto com minhas amigas Cláudia do Mãeliteratura e Cláudia Vasconcelos.

Herdeiras do mar trata de período de guerras, especificamente, de como a Segunda Guerra Mundial e a Guerra da Coreia (que gerou a ocupação do país por japoneses) influenciaram a vida da população da Ilha de Jeju.

Vivendo na pequena Ilha de Jeju, Hana se tornava uma mergulhadora, junto de sua mãe. As mulheres dessa ilha eram haenyeo, ou seja, trabalhavam mergulhando no mar para colher mariscos e garantir sua subsistência.

"Às vezes velhas feridas precisam ser reabertas para serem curadas de maneira adequada."

Certo dia, para salvar sua pequena irmã, Hana é capturada por um soldado japonês e se torna prisioneira em um lugar distante.

O livro se desenvolve entre as narrativas de Hana, em 1943 e Emiko, em 2011, que desde sempre busca notícias de sua irmã que desapareceu na guerra.

Herdeiras do mar é um livro forte, denso e extremamente triste que trata dos bastidores da guerra. Já li diversos livros de guerra e esse foi um dos mais difíceis e duros de ler, tendo em vista que conta sobre o sofrimento das mulheres.

O livro é baseado em história real e narra detalhes do envio de mulheres para bordéis militares, em áreas de guerra.

As mulheres, algumas delas ainda adolescentes, eram submetidas a diversas torturas e, claro, a condições sub-humanas para satisfazerem ao prazer dos soldados. Algumas, inclusive, pagavam com suas próprias vidas.

"Isso é algo que a sua geração nunca compreendeu, que a felicidade é um direito humano básico."

O livro é um soco no estômago, por dois motivos. O primeiro é a situação em si, o sofrimento a que essas mulheres eram submetidas. O segundo é que esses fatos ficam escondidos, não são colocados nos livros de história e nem divulgados o suficiente para o mundo saber.

Você sabia que mulheres eram mantidas nessas condições quando há guerras?

#PRACEGOVER: Paisagem natural com folhas, kindle com a capa do livro em cima de uma pedra, recostado em uma árvore.


Hana lutou muito para sobreviver e encheu de sentimentos esse livro tão dolorido de se ler. Nos momentos mais difíceis que ela passava, vivemos junto dela suas gostosas lembranças da infância, dos detalhes de sua casa e rotina com sua família. Essa tática de escrita trouxe momentos de alívio e leveza à leitura.

A busca de Emiko por informações sobre a irmã também revela uma vida de sofrimento. Após perder pessoas queridas e realizar diversas buscas, consegue se permitir contar seus segredos e se reencontrar através de uma homenagem que me levou às lágrimas.

"Emi também chorou, em luto por todos eles, os vivos e os mortos."

A mensagem desse livro que ficou marcada em mim foi que NADA é capaz de apagar as marcas deixadas por uma guerra em TODAS, absolutamente todas as pessoas que viveram aquele período.

Livro maravilhoso e doído, que me arrancou muitos suspiros (de dor) e deixou muito aprendizado. Amei a leitura e recomendo muito!

E você, curte livros que têm guerras como pano de fundo? Me indique alguns nos comentários.

#PRACEGOVER: A capa do livro é divida ao meio na vertical nas cores vermelho e branco. Traz o nome da autora e o título e a foto de uma menina. 





#PRACEGOVER: Caricatura da Karla com
escrito "Matéria de Karla Samira"


Um comentário:

  1. Este livro é muito bonito, triste e necessário!
    Adorei a leitura e mais ainda, ler com você e com Cau.
    Foi muito especial
    Muito bom o post!
    Bjs
    Clauo

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