5 de fevereiro de 2020

[Resenha] Não Sou Uma Só: Diário de uma Bipolar

PRACEGOVER: Capa do livro
NÃO SOU UMA SÓ: DIÁRIO DE UMA BIPOLAR
Autor (a): Marina W.
Editora: Nova Fronteira
Ano: 2006
Páginas: 224
Classificação: 
4/5


Sinopse: A partir de sua experiência pessoal, a escritora e jornalista Marina W. faz um relato detalhado sobre os altos e baixos na vida dos que sofrem de transtorno bipolar, doença geralmente não assumida por quem a tem e incompreendida por quem não a conhece de perto.


Olá leitores do Pacote Literário!
Hoje estou aqui para falar um pouco sobre esse livro que nos conta o universo de uma pessoa que tem transtorno bipolar, um problema mental grave que pode inclusive incapacitar o paciente em momentos de forte crise!

Como sabem, eu adoro ler sobre transtornos e deficiências mentais para aprender um pouco mais sobre esse universo e também para saber lidar melhor com as pessoas no dia a dia!

Após a leitura de "Me diga quem eu sou", de Helena Gayer, fiquei muito interessada pelo universo da pessoa bipolar e neste livro Marina nos conta com muitos detalhes como foi sua vida e como é viver na bipolaridade.

Para quem não sabe, o transtorno bipolar faz com que a pessoa alterne o comportamento entre crises depressivas extremamente avassaladoras e momentos de uma euforia igualmente gigantesca.


#PRACEGOVER: Fundo branco, capa do livro à esquerda e à direita uma
xícara de cappuccino e um mini-regador com flores vermelhas.

Ou seja, nas crises de depressão, o paciente não consegue tomar banho, não tem forças para trabalhar, só fica ou tem vontade de ficar deitado na cama. E como em toda a depressão, ela relata que a pior parte é o julgamento das pessoas que a encaram como uma preguiçosa.

Esse é um ponto muito polêmico, mas ao parar para observar, ninguém duvida ou menospreza um diagnóstico de infarto, perna quebrada ou tuberculose, mas as pessoas ainda têm a mania de achar que depressão é frescura, é falta de Deus ou "doença de gente rica".

Algumas pessoas não entendem que se trata de uma doença! É a falta de uma substância no corpo o que faz com que a pessoa não tenha vontade sequer de sair da cama e isso não se dá por escolha própria! Assim como não é escolha da pessoa ter uma inflamação de garganta ou de ouvido, ou uma doença pulmonar o do coração.

A outra fase da doença é uma euforia incontrolável! Segundo a autora, que narra sua história em primeira pessoa, em alguns momentos ela não sabe identificar se agiu motivada pela própria animação ou por estar completamente fascinada pela ideia do perigo!


"Mas existem erros que só percebemos anos depois, as coisas são assim."

Outro ponto polêmico em que Marina toca é a questão do suicídio entre pessoas bipolares.

Muita gente é diagnosticada apenas como depressiva e então, sem o tratamento correto, sem ver melhora alguma no quadro de sua doença, acaba com a própria vida para se livrar daquele sofrimento, angústia e dor o tempo todo!
Mais um ponto interessante em que Marina toca é a criatividade de pessoas bipolares: sua genialidade é reconhecida inclusive por especialistas da área da saúde mental!

Alguns bipolares famosos são: Salvador Dalí, Napoleão Bonaparte, Agatha Christie, Victor Hugo, Mozart, Isaac Newton, Platão e tantos outros.

Achei muito interessantes as questões abordadas no livro pela autora, que narra suas fases de mania e depressão desde antes de descobrir seu diagnóstico.


#PRACEGOVER: Fundo branco, capa do livro à esquerda com um óculos escuro e à
direita uma 
xícara de cappuccino e um mini-regador com flores vermelhas.

A bipolaridade é tão complexa que alguns pacientes, quando não tratados adequadamente, se perdem no próprio comportamento, ao ponto de não saberem mais se seus sentimentos e atitudes são seus ou em decorrência da doença, tamanha a desordem que ela causa.


Recomendo a leitura deste livro a todas as pessoas que queiram saber um pouco mais sobre o transtorno bipolar e a todos os que conhecem pacientes com transtorno bipolar, dada a riqueza de detalhes da autora, bem como a gravidade do problema, quando não cuidado.

#leianacional
#leiamulheres

#PRACEGOVER: A capa do livro tem tom amarelado e traz o título, o nome da autora e a logo da editora no quadrante direito inferior da página-capa.

Você já leu esse ou outros livros sobre o mesmo tema ou semelhante? Conte-nos nos comentários!







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